Política Nacional
‘Se atrasar mais uma semana, não tem problema’, diz Bolsonaro sobre reforma da Previdência
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (21) que não vê problema em um eventual atraso de uma semana na votação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.
A afirmação foi feita após o presidente ser questionado sobre o risco da votação do parecer em plenário ficar para o segundo semestre, caso a comissão não faça a votação na próxima semana.
“Se atrasar mais uma semana, não tem problema não. Toca o barco ai”, disse o presidente após participar de um almoço no Ministério da Defesa.
Segundo Bolsonaro, em época de festas juninas muitos parlamentares acabam ficando em seus estados e, por isso, existe a possibilidade de a votação atrasar.
“Minha experiência de parlamento é que [no período de] festa junina o parlamentar fica no seu estado. É quase uma festa religiosa”, complementou.
Na última quarta, o presidente da comissão especial que analisa a proposta de reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse que não queria fixar uma data para a votação do relatório na comissão, mas disse que há um esforço para que o relatório seja votado ainda em junho, para viabilizar a votação no plenário em julho.
Na próxima terça-feira (25), a comissão retoma as sessões de discussão do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP). Ele já disse que depois do fim da discussão vai apresentar um voto complementarenglobando sugestões apresentadas pelos deputados.
Política Nacional
Plenário analisa fim da escala 6×1 na terça-feira
O Senado analisa na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — seis dias de trabalho e um de repouso. O texto reduz a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, que podem ser cumpridas em cinco dias de 8 horas diárias com repouso semanal remunerado de dois dias. O Plenário realiza sessões para debater a PEC 221/2019 na terça (6), na quarta (7) e na quinta-feira (8) a partir das 14h.
A matéria foi aprovada em setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisa passar por cinco sessões de debates no Plenário antes de ser votada em primeiro turno. Se aprovada, segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão. Mas os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.
A PEC 221/2019 foi relatada na CCJ pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). A matéria estabelece que dos dois dias de repouso um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A proposta também fixa período de até 8 horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho.
A PEC 221/2019 tem como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto da Câmara dos Deputados recebeu 36 emendas na CCJ, mas todas foram rejeitadas pela comissão. Segundo Omar Aziz, eventuais mudanças exigiriam o retorno do texto a uma nova análise pelos deputados.
‘Ampla relevância’
Em nota à imprensa, a Presidência do Senado destaca que o fim da escala 6×1 é um tema “de ampla relevância para a sociedade brasileira” e “será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.
De acordo com o comunicado, o Senado reafirma o “compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país”.
Leia a íntegra da nota:
COMUNICADO À IMPRENSA
Na próxima terça-feira (6), o Plenário do Senado Federal analisará a Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6×1.
O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas.
O Senado reafirma seu compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país.
Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado Federal
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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