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Posse dos conselhos das Resex Filhos do Mangue e Viriandeua marca novo capítulo na gestão participativa nas UCs do litoral paraense

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), realizou neste mês as cerimônias de posse dos conselheiros das Reservas Extrativistas (Resex) Filhos do Mangue e Viriandeua, no litoral do Pará. Os conselhos deliberativos são compostos por representantes das comunidades extrativistas, organizações da sociedade civil, órgãos governamentais e instituições parceiras. Juntos, os conselheiros têm a responsabilidade de discutir e deliberar sobre ações que garantam a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável dos territórios.

Fruto de união e dedicação entre diferentes atores, em menos de dois anos, um tempo considerado recorde, as equipes envolvidas no grupo de trabalho conseguiram viabilizar o processo de formação dos conselhos. Seguindo o artigo 13 da Instrução Normativa ICMBio nº 09/2014, a composição dos conselhos assegura a representação majoritária das populações tradicionais beneficiárias das unidades de conservação (UCs) federais, reafirmando o papel central das comunidades na tomada de decisões.

“Estamos concluindo mais uma das tarefas, que finda alguns ritos e começa outros. A realização do conselho deliberativo é muito importante para todos nós. A Resex veio para nos ajudar no trabalho que já fazíamos há muitos anos. O que queremos é desenvolver o trabalho aqui dentro com todos os pescadores e extrativistas”, destacou Rosa Alburquerque, moradora da Resex Viriandeua.

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O coordenador da CT Belém, Willian Fernandes, destacou a importância da ferramenta de deliberação compartilhada e pontuou que “de maneira geral, o Conselho deve ser compreendido como a expressão da coletividade, sendo um espaço legítimo de tomada de decisões sobre assuntos de interesse público”. “Não cabe exclusivamente ao ICMBio tomar decisões isoladas sobre a UC, o Conselho existe justamente para reunir os diversos saberes, tanto do setor público quanto do setor social, de forma colaborativa e democrática”, afrimou o coordenador.

Cerimônias de posse

As cerimônias foram realizadas pela Coordenação Territorial do ICMBio em Belém (CT Belém), em parceria com a organização Rare Brasil e com o apoio das prefeituras locais e de lideranças comunitárias. Os eventos reuniram representantes de comunidades extrativistas, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, e órgãos públicos.

Na Resex Filhos do Mangue, localizada no município de Primavera e Quatipuru, o conselho é composto por 46 membros, entre titulares e suplentes. 29 conselheiros estiveram presentes para participar oficialmente da cerimônia de posse, realizada em Primavera no dia 7 de outubro.

Já na Resex Viriandeua, em São João de Pirabas e Salinópolis, o número total de conselheiros é ainda maior, 50 representantes, também entre titulares e suplentes. Desses, 39 foram empossados durante o evento. O encontro, realizado em São João de Pirabas, no dia 8 do mesmo mês, também foi marcado pela primeira reunião após a formação oficial do Conselho.

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O Conselho é regido por três documentos principais: o Termo de Posse, o Regimento Interno e o Planejamento de Ação. O próximo será a elaboração do Regimento Interno, a ser realizada na sequência das reuniões.

Com os novos conselheiros empossados, o Instituto Chico Mendes reforça o compromisso com uma gestão democrática e sustentável, em que cada decisão nasce do diálogo entre quem vive e trabalha nos territórios, na tarefa comum da conservação da sociobiodiversidade.

Votos da Coordenação Territorial do ICMBio em Belém

A CT ressaltou, agradecendo a todas e todos envolvidos, a importância do diálogo e do consenso nas deliberações. De acordo com a CT, as reuniões foram encerradas expressando o desejo de manter o espírito colaborativo nas próximas plenárias e de que todos participem ativamente das etapas de trabalho.

(Com informações da Assessoria de Comunicação do ICMBio)

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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