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Paraná reforça compromisso de facilitar trabalho das micro e pequenas empresas

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O Paraná está comprometido em facilitar a vida do empreendedor, gerando mais renda e empregos. Essa foi a mensagem do Governo do Estado durante o XV Encontro Sul/Sudeste de Micro e Pequenas Empresas nesta sexta-feira (28), na sede do Sebrae/PR, em Curitiba.

O evento reuniu lideranças e empresários de 30 associações e sete federações, com a participação do vice-governador Darci Piana; do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima; do secretário de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo do Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Serviços (MDIC), Milton Coelho; do presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, deputado federal Jorge Goetten; e do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR e da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe), Ercílio Santinoni.

“Temos que ter atenção especial com as micro e pequenas empresas, que são a grande massa de empreendedores do Paraná. Por isso o Governo do Estado está aqui, para ouvir as demandas do setor para que possamos destravar a atuação desses empreendedores”, afirmou Darci Piana.

O diretor-geral da Secretaria estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Christiano Puppi, apresentou no encontro algumas medidas que o Governo já está planejando para desburocratizar o atendimento ao empresário paranaense. A principal delas é a redação de um decreto que libere atividades econômicas de baixo risco – como comércio e serviços – da emissão de algumas licenças.

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“Nosso objetivo é facilitar o trabalho do micro e pequeno empreendedor. Tornar o atendimento mais rápido na Junta Comercial para que a operação do estabelecimento seja cada vez mais ágil, podendo já faturar no mesmo dia em que der entrada na documentação de abertura da empresa”, ressalta Puppi.

O Paraná já é um dos estados mais ágeis na abertura de empresas. Em média, o processo leva 14 horas. Com a desburocratização a partir do decreto que está sendo produzido pela Casa Civil, com a participação da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Seic), a meta é de que esse tempo caia para apenas 6 horas. Essa facilitação para o empreendedor é uma determinação do governador Carlos Massa Ratinho Jr dentro do programa Descomplica Paraná, da Casa Civil.

Levantamento do Sebrae mostra que de cada dez empregos criados no país em 2022 oito eram de pequenos negócios. No total, foi criado 1,6 milhão de empregos em micro e pequenas empresas ano passado, mostrando a força do setor.

“Os micro e pequenos empreendedores não são pequenos. Na verdade, somos os principais atores do desenvolvimento econômico do país. Apesar disso, não deixamos de manter a humildade, e representamos a possibilidade do sonho de milhões de brasileiros. Aproximadamente 60% do povo brasileiro sonha em se tornar empreendedor, e nós somos a expressão desse sonho”, disse Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional no encontro desta sexta em Curitiba.

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O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR e da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe), Ercílio Santinoni, ressalta também as propostas de mudanças de lei que o setor vai encaminhar a partir das propostas elaboradas pelo Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná (Fopeme). “Vivemos um momento muito especial para os pequenos negócios, em que precisamos de um novo Simples Nacional e a garantia da sua continuidade na Reforma Tributária”, afirmou Santinoni. “Confiamos que o Governo Federal, através da Secretaria da Micro e Pequena Empresa e do Empreendedorismo e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), junto com a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, vai garantir avanços e melhores ambientes para os pequenos negócios”, acrescentou.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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