Brasil
No Rio de Janeiro, Mast oferece planetário acessível para público autista
O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promove neste sábado (28), no Rio de Janeiro (RJ), a ação Lugar de Autista é no Mast. O museu abre uma hora mais cedo, às 13h, para que famílias neuroatípicas tenham maior conforto para aproveitar a programação. A entrada é gratuita.
As vagas são limitadas e a participação pode ser agendada pela internet. A principal atividade inclusiva é a sessão de planetário, uma imersão feita de forma mediada para evitar transições bruscas e muitos estímulos.
A coordenadora de Educação em Ciências do Mast, Josiane Kunzler, explica que a ação voltada ao público do espectro autista é feita mensalmente desde 2024. “É uma sessão exclusiva porque precisa ter comunicação diferenciada e número menor de pessoas. Como é um público específico, ele já entende que talvez haja a necessidade de interromper, alguém tenha que sair ou seja preciso acender a luz, já que o planetário é uma atividade imersiva no escuro”, detalha.
O museu também recomenda a identificação com o cordão de crachá correspondente. Caso a visita não inclua a atividade no planetário é possível entrar uma hora mais cedo sem a necessidade do formulário.
O Mast sedia no dia 28 o evento Dia das Meninas no Mast. O tema neste ano é a participação de meninas e mulheres em pesquisas e ações que lidam com as mudanças climáticas.
Inclusão
A coordenadora do Mast reforça que a inclusão do público autista é uma questão de direitos e cidadania, e que a instituição tem uma equipe preparada para lidar com a comunidade. A ação também reforça uma política direcionada a diversificar o público visitante, assim como a estrutura institucional.
“Nossas ações de inclusão vão no sentido de entender que, para ter esse público conversando com a gente, trazendo suas perspectivas diferentes de vida e de mundo, a gente precisa ter equipes preparadas e igualmente diversas e diferentes”, relata.
O Mast
Criado em 1985, o Mast tem como missão ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico e tecnológico por meio da pesquisa, preservação de acervos e divulgação da atividade científica brasileira.
Outras informações podem ser obtidas no e-mail [email protected] ou nas redes sociais do museu. O Mast fica na Rua General Bruce, nº 586, São Cristóvão, Rio de Janeiro.
Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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