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No Paraná, 68% dos projetos aprovados na Lei Rouanet não conseguem captar um centavo sequer

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No ano passado, sete em cada dez projetos culturais do Paraná que tentaram captar recursos por meio da Lei Rouanet não conseguiram nem um centavo ao fim do processo. É o que revela um levantamento feito pelo Bem Paraná com base nos dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, os quais apontam que, dos 398 projetos culturais paranaenses que conseguiram aprovação para captar recursos em 2018, 271 (68,09% do total) não conseguiram qualquer quantia.

Considerando-se todos esses 398 projetos, os produtores culturais foram autorizados a captar um montante total de R$ 289.625.324,54 junto ao setor privado para fomentar a área cultural em 2018. Entretanto, o valor efetivamente arrecadado foi de apenas R$ 33.601.413,52, o equivalente a 11,6% do total aprovado para captação pelo Ministério da Cultura via Lei de Incentivo à Cultura. Além disso, apenas 13 dos 398 projetos (3,3% do total) conseguiram arrecadar entre 90 e 100% do valor proposto.

Dançarino e músico, o artista Ravi Brasileiro Engelhardt teve dois projetos aprovados via lei de incentivo à Cultura no ano passado. Uma iniciativa era relacionada ao dança livre a dois, uma metotologia que ele próprio desenvolveu. A ideia era montar 40 turmas gratuitas para a população de baixa renda e realizar 10 bailes, atendendo cerca de 7,2 mil pessoas. Já o outro projeto, de música cantada, previa a reunião de Ravi com 10 compositores multi instrumentistas para realização de um pocket show com cada artista em escolas e, ao final do projeto, a realização de uma grande orquestra com todas as composições feitas pelo grupo.

As duas iniciativas foram autorizadas a captar um montante total de R$ 1.162.331,08. No entanto, acabaram não conseguindo qualquer valor, o que também impediu a implementação dos projetos – ao menos por enquanto.

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“Na área de música, não é nem um pouco interessante para nenhuma empresa aportar dinheiro, porque não deduz 100%. Outras áreas o valor é muito mais alto. Do jeito que a lei está hoje, apenas grandes festivais, como Rock In rio, conseguem apoio”, explica Ravi. “Já a outra iniciativa, de dança, caiu num impasse bem chato por causa da limitação jurídica do MEI, que para dança só pode micro empresa, enquanto todas as outras atividades podem (captar) com MEI. Então tivemos que mandar o projeto como pessoa física e isso limita muito a captação”, complementa.

Apesar dos insucessos recentes, a ideia de Ravi é reformular os projetos já aprovados e encaminhá-los novamente, com novos valores e proposta alterada, para tentar finalmente implementar as iniciativas.

Projetos milionários
O levantamento revela ainda que 63 projetos (15,83% do total) conseguiram aprovação para captar mais de R$ 1 milhão – até o ano passado, o teto para financiamento de projetos culturais por meio da Lei Federal de Incentivo à cultura era de R$ 60 milhões, valor que neste ano foi reduzido para até R$ 1 milhão. Esses projetos tiveram aprovação para captar R$ 159.972.974,96 (55,23% do montante total aprovado), mas levantaram R$ 18.265.864,74 (54,36% do montante total arrecadado pelos 398 projetos culturais e o equivalente a 11,64% do valor proposto).

Por outro lado, apenas nove projetos (2,26% do total) conseguiram arrecadar mais de R$ 1 milhão no mercado, sendo três projetos de artes cênicas, dois projetos de artes visuais, dois de patrimônio cultural (preservação e restauração) e um de música. Essas iniciativas concentraram 40,32% do montante arrecadado em todo o ano passado, com captação de R$ 13.549.112,94, ao passo que a meta era chegar em R$ 36.421.748,43 – ainda assim, o porcentual captado em relação ao valor da proposta foi de 37,20%, bem acima da média geral, de 11,6%.

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Municípios
Dos 399 municípios do Paraná, 59 (14,8% do total) tiveram algum projeto cultural autorizado a captar verba via lei de incentivo fiscal à cultura. Curitiba, naturalmente, concentra a maior parte das iniciativas culturais: 203 projetos, os quais foram autorizados a captar R$ 175.179.035,02 e conseguiram, efetivamente, arrecadar R$ 25.285.447,29 (14,43% do valor proposto).

Lei Rouanet ou Lei de Incentivo à Cultura?
Em verdade, a Lei Rouanet nunca se chamou, oficialmente, Lei ROuanet. O nome, a rigor, é uma espécie de apelido para a Lei 8.313/91, que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura. A iniciativa abrange três áreas importantes e a Lei de Incentivo à Cultura é apenas uma delas, mas como as outras duas não saíram do papel, é ela que acabou conhecida como Lei Rouanet.

De toda forma, o nome Lei Rouanet era uma homenagem ao diplomata Sérgio Paulo Rouanet, responsável pela criação da lei brasileira de incentivos fiscais à cultura, em dezembro de 1991. Neste ano, porém, o Ministério da Cidadania, ao mesmo tempo em que reduziu o teto de valores financiados (de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão),também mudou o nome dalei, que passou a se chamar, simplesmente, Lei de Incentivo à Cultura.

Para Rouanet, hoje com 85 anos, foi uma troca positiva (a do nome). “Achei uma ótima ideia, até pelo momento político em que vivemos. É um enorme alívio”, disse ele em entrevista ao jornal O Globo, em abril último. “Carreguei durante 27 anos este nome, que para mim foi uma fonte de alegria e desprazer.”

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Com apoio do Anjo Inovador, startup paranaense desenvolve cinta massageadora para suinocultura

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A Pigma Desenvolvimentos, startup paranaense sediada em Toledo, desenvolveu uma solução inédita: uma cinta massageadora para matrizes suínas que auxilia no trabalho de parto. A solução teve apoio do programa de subvenção econômica para startups do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), o Paraná Anjo Inovador.

O projeto PigSave aplica estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, ajudando A diminuir os índices de natimortalidade em suínos. Além disso, o equipamento contribui para minimizar o estresse e as dores do animal e aumentar a produção de colostro e melhora a massagem que normalmente é realizada de forma manual.

Para o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o aporte do programa foi fundamental para essa fase de desenvolvimento. “O suporte do Paraná Anjo Inovador foi fundamental nesse processo, ao viabilizar a realização de pesquisa aplicada em parceria com instituições, além de permitir a contratação de serviços especializados e a aquisição de componentes eletrônicos e matérias-primas essenciais para o refinamento da solução tecnológica”, afirmou.

O desenvolvimento do produto iniciou antes do aporte financeiro do Anjo Inovador 2, mas foi após a participação no programa que o projeto ganhou tração.

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Ainda segundo Marcelo, a motivação do projeto esteve centrada na reestruturação do projeto.“Visamos no reprojeto da solução, aliado a um embasamento sólido em pesquisa, com foco na consolidação e no aprimoramento do produto. Nosso objetivo é ampliar o bem-estar animal no setor agropecuário e garantir maior usabilidade do produto”, destacou.

O produto ainda encontra-se em fase de prototipagem para melhorias e mensuração de resultados. Além de reestruturar a equipe, a startup já conta com parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para a realização de pesquisa aplicada.

STARTUP – Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos é uma empresa de tecnologia multidisciplinar que atua como um hub de pesquisa e desenvolvimento (P&D), oferecendo soluções sob medida para desafios industriais e empresariais, nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, oferecendo soluções tecnológicas voltadas à resolução de problemas industriais e empresariais.

Com foco em indústrias e produtores do setor agro (suinocultura) que buscam automação e aumento de produtividade, os produtos integram hardware, software e processos inovadores, para isso, a startup compreende as necessidades específicas do cliente e a transforma em soluções tecnológicas inteligentes, contribuindo para a modernização e competitividade do setor em que atua.

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ANJO INOVADOR 3 – O terceiro edital do programa de subvenção econômica será lançado no primeiro semestre deste ano e terá o aporte de até R$ 10 milhões para 40 empresas paranaenses enquadradas nesta categoria, sendo até R$ 250 mil para cada projeto selecionado.

O chamamento será destinado a projetos alinhados nos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Agricultura e Agronegócio; Biotecnologia e Saúde; Energias Sustentáveis/Retornáveis (Energias Inteligentes); Cidades Inteligentes; Sociedade, Educação e Economia; Inteligência Artificial e Automação Ética.

Criado em 2023, o Paraná Anjo Inovador é um programa pioneiro de incentivo financeiro público voltado ao fortalecimento de startups. Promovida pela SEIA, a iniciativa oferece subsídios para que empresas paranaenses desenvolvam produtos, serviços, processos e soluções inovadoras em diversas áreas, impulsionando o ecossistema de inovação no Estado. Ao todo, o programa já beneficiou 148 startups com projetos de alto potencial de crescimento.

Fonte: Governo PR

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