Economia
NIB alcança metas de tecnificação e mecanização a agricultura familiar, anuncia MDA
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou nesta terça-feira (16/12) o alcance antecipado das metas estabelecidas pela Nova Indústria Brasil (NIB) para a Missão 1 – Agroindústria, para tecnificação e mecanização da agricultura familiar. A Missão 1 tem o objetivo de desenvolver as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para segurança alimentar, nutricional e energética.
O anúncio foi feito após a 1ª reunião do Conselho Mais Alimentos, realizada nesta terça-feira (16/12) no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com a presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.
Segundo Teixeira, em dois anos de NIB, a tecnificação chegou a 47% das propriedades. A meta prevista para o final de 2026 era de 43%. Na mecanização, o alcance em dezembro de 2025 é de 27%, muito próximo da meta estabelecida para daqui a um ano, de 28%.
“Antes, a tecnificação era muito baixa, a mecanização estava em 18%. Com esse salto, temos uma agricultura familiar mais tecnificada e mais mecanizada”, complementou o ministro.
Para o secretário-executivo do MDIC, Marcio Elias Rosa, os efeitos desses avanços podem ser sentidos nas prateleiras dos mercados. “A produção agrícola e a agricultura familiar vem liderando, batendo todos os recordes de produção, o que tem contribuído para a queda no preço dos alimentos”, afirmou.
“Estamos em mais um mês consecutivo de queda na chamada inflação dos alimentos, o que mostra que um governo que se orienta pelo desenvolvimento econômico, social, ambiental, num processo permanente de inclusão, colhe o que vem sendo plantado no dia a dia”, argumentou.
A reunião também contou com outros anúncios importantes, como a assinatura da Ata de Registro de Preço de máquinas para a agricultura familiar, no valor de R$ 43,7 milhões, composta de 21 itens por região, num total de 105 itens. “Estamos uma ata de registro de preços de máquinas pequenas, assinamos com cinco indústrias que fabricam máquinas de pequeno porte, com componentes brasileiros”, detalhou o ministro Paulo Teixeira.
O pacote de Desafio Tecnológico para o desenvolvimento de trator de pequeno porte e baixo custo, por meio de edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no valor de R$ 60 milhões, foi outro destaque da reunião.
Também foram anunciadas uma parceria entre a Finep e o Instituto de Pesquisa e Educação do Campo (Ipêcampo) para estruturação de rede de pesquisa com base no desenvolvimento tecnológico de máquinas agrícolas e bioinsumos voltados à realidade das regiões, no valor de R$ 15 milhões, e acordo de Cooperação Técnica Finep-Unicopas para promoção do acesso de cooperativas nas linhas de financiamento da Finep e nas plataformas digitais da instituição, que prevê ainda outros benefícios, como fomento a investimentos e intercâmbio de informações.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
MDIC fortalece o Selo Verde Brasil com nova norma para chapas laminadas de alumínio
Mais uma norma técnica foi publicada no âmbito do Programa Selo Verde Brasil, coordenado pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SEV/MDIC). A ABNT NBR 17298:2026 estabelece requisitos e critérios ambientais, sociais, econômicos e de governança aplicáveis às chapas laminadas de alumínio e suas ligas que busquem classificação, certificação ou reconhecimento como produtos sustentáveis.
A nova norma setorial foi publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 3 de junho. Ela foi elaborada pela Comissão de Estudo de Produtos Laminados (CE-035:000.004), vinculada ao Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-035). O grupo de trabalho foi composto por representantes do setor produtivo, da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), da ABNT e do MDIC.
Os requisitos gerais previstos na ABNT NBR 17298:2026 destinam-se à classificação e à certificação voluntária da sustentabilidade de chapas laminadas de alumínio e suas ligas. Esses requisitos deverão ser observados pelas organizações que pretendem obter o Selo Verde Brasil.
Para isso, as organizações deverão incorporar os requisitos da norma aos seus processos produtivos, sistemas de gestão e práticas operacionais, assegurando a integração das dimensões ambiental, social, econômica e de governança ao longo de todo o ciclo de vida do produto.
A ABNT NBR 17298:2026 é a quarta norma publicada neste ano e passa a integrar o conjunto de normas desenvolvidas no âmbito do Programa Selo Verde Brasil. Desde janeiro, já foram publicadas a norma geral e outras duas normas setoriais que servirão de referência para a certificação da sustentabilidade de produtos e serviços.
Em breve, o Programa iniciará uma fase de capacitação voltada às empresas interessadas em atender aos requisitos de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade técnica. A consultoria, viabilizada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e estruturada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), prevê uma jornada de 208 horas baseada na metodologia Hands-On, que prioriza o aprendizado prático e o desenvolvimento de capacidades permanentes nas empresas participantes.
Selo Verde
O Programa Selo Verde Brasil tem como objetivo desenvolver uma estratégia nacional de certificação voluntária de produtos e serviços com base em critérios ambientais, sociais, econômicos e de governança (ESG), promovendo o desenvolvimento sustentável.
A iniciativa está alinhada à Infraestrutura da Qualidade e busca contribuir para a redução dos impactos negativos e a ampliação dos impactos positivos da atividade produtiva sobre a sustentabilidade da indústria nacional.
O Selo Verde Brasil pretende conferir diferencial competitivo aos produtos e serviços brasileiros, facilitar o acesso a mercados nacionais e internacionais estratégicos, agregar valor à produção nacional e potencializar políticas públicas federais, estaduais e municipais voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Confira, na íntegra, a norma.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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