Paraná
IDR-Paraná leva o universo do café do Estado para espaço interativo no Show Rural
O café paranaense será protagonista de uma experiência sensorial inédita durante o Show Rural Coopavel 2026, que ocorre de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) leva para a feira o Centro de Experiências do Café, um espaço interativo que convida produtores, técnicos, estudantes e consumidores a vivenciar na prática como ciência, tecnologia e manejo agronômico se traduzem em qualidade da bebida na xícara. O espaço funcionará das 8h às 17h, com visitação gratuita.
A proposta é levar o visitante a uma imersão no universo do café, por meio de estações sensoriais e informativas que exploram aromas, sabores, processos de torra, regiões produtoras do Paraná e cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná. Tudo de forma didática, lúdica e acessível, aproximando o público da pesquisa agropecuária e da inovação aplicada à cafeicultura.
A pesquisadora do IDR-Paraná, Patrícia Santoro, idealizadora do espaço, explica que tudo foi concebido para despertar a curiosidade e ampliar o entendimento sobre a complexidade da bebida. “A ideia é mostrar que o café vai muito além do sabor final. Cada aroma, cada nota sensorial, é resultado de uma combinação de fatores como cultivo, clima, solo, manejo, processamento e torra. Queremos que o visitante vivencie isso na prática, interagindo e aprendendo”, diz.
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ESTAÇÕES – A experiência passa por estações temáticas. Na primeira delas o público é convidado a reconhecer os diferentes aromas presentes em bebidas paranaenses de alta qualidade, como frutas, flores, especiarias e chocolates. Em seguida, será convidado a experimentar os gostos básicos e a adstringência, para então conhecer a diversidade de sabores da bebida e a influência dos métodos de processamento pós-colheita nesse atributo.
Antes de chegar ao preparo, o grão é torrado. Por isso, há um espaço dedicado a apresentar, passo a passo, as transformações físicas e químicas durante esse processo. O visitante também poderá degustar bebidas de diferentes regiões produtoras, comparar perfis sensoriais e compreender a influência do solo, clima e modo de produção em cada uma delas.
O percurso termina com a apresentação das cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná, que se destacam pela produtividade, vigor, resistência a pragas, doenças e nematoides, e, ainda, a capacidade de produzir grãos que resultam em alta qualidade da bebida.
Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o espaço reforça o papel da instituição no fortalecimento da cafeicultura paranaense. “Traduz para diferentes públicos o trabalho que o IDR-Paraná desenvolve há décadas. É ciência aplicada, inovação e assistência técnica conectadas ao produtor e ao consumidor, mostrando que o Paraná tem tecnologia, qualidade e identidade na produção de cafés”, afirma.
CULTURA – Após a grande geada de 1975, que dizimou as lavouras e redefiniu a produção agropecuária do Estado, a atividade cafeeira passou por uma profunda reestruturação. Se o volume deixou de ser o principal diferencial, a qualidade da bebida tornou-se o novo eixo estratégico da produção estadual.
Nas últimas décadas, a cafeicultura paranaense avançou apoiada em pesquisa, inovação e assistência técnica, com investimentos em novas cultivares, melhoria dos manejos agronômicos, adequação dos processos pós-colheita e maior atenção à avaliação sensorial. Esse movimento permitiu ao Estado se reposicionar no cenário nacional, com cafés cada vez mais reconhecidos pela qualidade da bebida.
Hoje, três indicações geográficas (IGs) atestam a singularidade dos cafés paranaenses – a indicação de procedência Norte Pioneiro do Paraná (abrange 45 municípios da região) e as denominações de origem Mandaguari (municípios de Mandaguari, Marialva e Jandaia do Sul) e Serra de Apucarana (que abarca os municípios de Apucarana, Arapongas e Cambira), todas reconhecidas pelos grãos de alta qualidade, com características sensoriais próprias e valorização no mercado.
A indicação de procedência está relacionada à tradição dos produtores e da produção de uma região, enquanto a denominação de origem reconhece a influência de fatores geográficos – como solo, clima e relevo – nos atributos e características de uma determinada zona produtora.
Atualmente, a cafeicultura paranaense ocupa 25 mil hectares, com uma produção estimada em 715 mil sacas beneficiadas em 2026. A atividade é desenvolvida em 180 municípios do Estado, nos quais cerca de 80% das propriedades são da agricultura familiar.
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Penal do Paraná inicia nova turma do curso de formação com 335 candidatos
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) iniciou nesta segunda-feira (8) mais uma turma do Curso de Formação Profissional para o cargo de policial penal. Ao todo, 335 candidatos aprovados nas etapas anteriores do concurso público passaram a integrar esta fase do certame, de caráter eliminatório.
“O início desta nova turma representa mais um avanço no concurso público da Polícia Penal do Paraná e no processo de fortalecimento da instituição. O Curso de Formação é uma etapa fundamental para avaliar e desenvolver as competências necessárias ao exercício da função, garantindo que os futuros policiais penais estejam preparados para atuar com responsabilidade, técnica e compromisso com a segurança da sociedade”, afirma a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.
O Curso de Formação Profissional constitui uma das etapas do concurso público para ingresso na carreira de policial penal. Durante o período de formação, os candidatos participam de atividades teóricas e práticas voltadas às atribuições da função, sendo avaliados continuamente para aferição de conhecimentos, habilidades e competências necessárias ao exercício do cargo.
A nova turma dá continuidade ao processo de convocação dos aprovados no concurso público realizado em 2024. Com o início desta fase, a Polícia Penal avança no cronograma previsto para a seleção de novos servidores que poderão integrar a instituição após a conclusão de todas as estapas do certame.
FORMAÇÃO ESPECIALIZADA – Coordenado pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário (Espen), o Curso de Formação Profissional é uma das etapas mais importantes do processo seletivo para a carreira de policial penal. A capacitação tem carga horária de 530 horas-aula e combina atividades teóricas e práticas voltadas à atuação no sistema penitenciário paranaense.
A grade curricular está estruturada em cinco eixos de formação: Institucional, Tratamento Penal, Fundamentos Jurídicos, Segurança e Operações Policiais e Saúde e Qualidade de Vida do Servidor. O maior volume de instrução é destinado às disciplinas de segurança e operações policiais, preparando os alunos para atividades relacionadas à custódia de pessoas privadas de liberdade, escoltas, procedimentos operacionais e gestão da segurança nas unidades penais.
Além das disciplinas regulares, os alunos passam por avaliações teóricas e práticas ao longo do curso. Após a conclusão da formação e aprovação em todas as etapas, os candidatos seguem para a avaliação médica.
Fonte: Governo PR
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