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Curitiba

Festas tradicionais animam fim de semana em Curitiba

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Duas festas tradicionais marcaram o fim de semana em Curitiba. No pavilhão de eventos do Parque Barigui,  o 29º Imin Matsuri, festival cultural que comemora a entrada do inverno e os 111 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. Na Rua da Cidadania do Cajuru, no sábado (29/6), teve arrasta pé, balão de drone e fogueira da inovação para comemorar o Dia de São Pedro.

O prefeito Rafael Greca fez questão de visitar ambas comorações. Na Rua da Cidadania do Cajuru, a festa junina em homenagem ao Dia de São Pedro loutou de famílias a Praça da Rua da Cidadania.

A comunidade dançou quadrilha. Bandas locais como Som Nativo, Juvêncio Cardoso e Banda e Paulinho do Capão da Imbuia e seus convidados animaram a festança. Greca ficou animado com o repertório que trouxe canções conhecidas como as Mocinhas da Cidade composição de  Nhô Belarmino e Nhá Gabriela. “A festa do Cajuru resgatou a mais antiga tradição musical brasileira e curitibana, com a modinha as Mocinhas da Cidade, barracas de pescaria, pinhão e o convívio das famílias nesta linda noite de São Pedro”, disse Greca.

A secretária Christiane Wegrzynovski, moradora da Vila Camargo estava animada com a festa. “Maravilhosa, bem organizada. Os preços das comidas estavam bons, as músicas animadas, muitas famílias participaram. Uma festa muito boa”, elogia.

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Balão de drone

Outro morador animado era o empresário José Soares que participou do arraial cantando com a Banda Som Nativo. “Festa maravilhosa. É a segunda vez que venho e este ano está mais animada ainda”. Ele gostou do balão de drone. “Todos os balões que soltam deveriam ser assim”, disse o empresário José Soares.

O balão foi idealizado pelo professor Rogério Belando e confeccionado no Fab Lab Cajuru. “No lugar do balão que causa incêndio e é danoso ao meio ambiente, um balão de inovação criado com drone que veio do céu para acender a fogueira”, comemorou o prefeito.

O arrasta-pé do Cajuru foi até 21 horas. Participaram do evento, os secretários municipais, Emílio Trautwein, da secretaria do Esporte, Lazer e Juventude, da Educação, Maria Silvia Bacila, o diretor de Relações do Trabalho da Fundação de Ação Social, Cesario Ferreira Filho, a Administradora Regional do Cajuru, Adriane dos Santos e os vereadores Serginho do Posto e Fabiane Rosa.

Imin Matsuri

A festa da imigração japonesa, neste sábado e domingo (29 e 30/6) tem apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba. Música, comida, dança e cosplayers de mangás (pessoas vestidas e maquiadas como personagens de histórias em quadrinhos) são atrações da festa. O prefeito participou da cerimônia que traz sorte quando é quebrada a tampa do barril de saquê.  “É uma alegria receber esta festa que nos oferece a comunidade japonesa todos os anos”, disse o prefeito. que caíram no gosto do curitibano, disse o prefeito Rafael Greca.

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O Consul Geral do Japão, Hajime Kimura, explicou que nas cerimônias de comemorações, no Japão, o barril é aberto para ofertar o saquê a Deus. “A bebida é feita de arroz, um alimento sagrado para nós japoneses, é o prato principal da nossa comida”. Em seguida a bebida foi oferecida às autoridades e convidados.

O prefeito agradeceu e reforçou a importância dos japoneses na nossa história. “Bendito seja Deus que nos deu a imigração japonesa no Paraná e no Brasil. Benditos sejam os nossos antepassados que no navio Kasato Maru atravessaram os mares, em 1908 e atracaram neste Novo Mundo”.

Em seguida, o prefeito assistiu a apresentação do flautista Reison Kuroda, que tocou a música do vento. Greca convidou o músico japonês para participar da próxima edição da Oficina de Música, em janeiro. Teve ainda apresentações dos grupos Kinawa (dança com tambor) e Wakaba Taiko (tambores).

Também estiveram no 29º Imin Matsuri, a Procuradora-Geral do Munícipio, Vanessa Volpi e os coordenadores do evento, Yuichi Oshima e Hermes Murakami.

 

 

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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