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Economia

Dólar recua à espera do relatório da Previdência e com petróleo forte

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ESTADÃO CONTEÚDO

O dólar opera em baixa no mercado doméstico na manhã desta quinta-feira, 13, em meio à espera da leitura do relatório da Previdência na Comissão Especial da Câmara e acompanhando a queda do índice do dólar (DXY) no exterior e em relação a algumas divisas emergentes ligadas a commodities.

No exterior, a manhã é de recuperação e alta de mais de 4% do petróleo e ainda das bolsas europeias e futuros de Nova York. A commodity ganha impulso, após ter caído em torno de 4% na quarta-feira, 12, reagindo a um suposto ataque a navios petroleiros no Golfo de Omã, na costa do Irã, segundo autoridades japonesas e operadores de navios.

O investidor local aguarda a apresentação do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, para saber qual será a economia potencial que será feita após as mudanças propostas ao texto do governo. A sessão estava marcada para ter início às 9h30. Às 9h52, porém, não havia ainda começado.

O relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), estimou na quarta-feira em cerca de R$ 850 bilhões a economia fiscal para o governo, caso o projeto seja aprovado com as mudanças propostas. Houve a exclusão de Estados e municípios do texto assim como foram retiradas mudanças na aposentadoria rural e nos benefícios assistenciais a idosos miseráveis, além de terem sido alterados outros pontos do texto, como a transição e as regras para mulheres, além da redução da idade mínima para professoras.

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O regime de capitalização, um dos principais pontos defendidos pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá ser retirado da reforma por falta de apoio entre os deputados.

Por enquanto, os dados de serviços no País são monitorados nas mesas de operação. O volume de serviços prestados aumentou 0,3% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. No mês anterior, o resultado foi revisto de uma queda de 0,7% para um recuo de 0,8%.

O resultado ficou abaixo da mediana de alta de 0,5% das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast, mas dentro do intervalo das expectativas, que ia de taxa zero a avanço de 1,0%.

Na comparação com abril do ano anterior, houve queda de 0,7% em abril de 2019, já descontado o efeito da inflação. O recuo ficou mais intenso que a mediana negativa de 0,48% das projeções, mas também veio dentro das expectativas: de queda de 1,1% a alta de 1,7%. A taxa acumulada no ano foi de 0,6%. Em 12 meses, houve elevação de 0,4%.

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Às 9h20 desta quinta, o dólar à vista caía 0,46%, a R$ 3,8497. O dólar futuro para julho recuava 0,48%, a R$ 3,8530.

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Economia

Caixa reduz juros e anuncia R$ 33 bi em estímulos para economia

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A Caixa Econômica Federal reforçou, em R$ 33 bilhões, as linhas de crédito para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus. O dinheiro se somará aos R$ 78 bilhões anunciados na semana passada, o que totalizará R$ 111 bilhões em recursos injetados.

Os R$ 33 bilhões adicionais serão destinados a linhas de capital de giro para empresas, que ganharam reforço de R$ 20 bilhões; para a compra de carteiras (R$ 10 bilhões); para o crédito a Santas Casas (R$ 2 bilhões) e para o crédito agrícola (R$ 1 bilhão).

A Caixa também cortou as taxas de juros do cheque especial para pessoa física, do parcelamento da fatura do cartão de crédito, de capital de giro, de empréstimos para hospitais, para o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e para o penhor. Os juros reduzidos entrarão em vigor em 1º de abril para o cheque especial e o cartão de crédito. Para os demais produtos, as taxas já estão em vigor.

Os juros do cheque especial passaram de 4,95% para 2,90% ao mês. As taxas do parcelamento da fatura do cartão caíram de 7,7% ao mês (em média) para juros a partir de 2,90% ao mês. Para o capital de giro, as taxas máximas passaram de 2,76% para 1,51% ao mês. As taxas do CDC caíram de 2,29% para 2,17% ao mês. Os juros do penhor foram cortados de 2,1% para 1,99% ao mês. Nas linhas de crédito para hospitais, as taxas passaram de 0,96% para 0,8% ao mês

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O período em que o cliente pode ficar sem pagar as parcelas passou de 60 para 90 dias. A medida abrange o crédito a pessoas físicas, a pessoas jurídicas, a hospitais e o crédito habitacional para pessoas físicas e empresas.

Estados e municípios

O banco reforçou o volume de empréstimos para estados e municípios. A medida abrange os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Financiamento à Infraestrutura e Saneamento Ambiental (Finisa). De 2 a 17 de março, a Caixa empestou R$ 3,35 bilhões a governos locais, em 246 operações com 195 tomadores. Ainda estão em estudo outras 324 operações, no total de R$ 1,81 bilhão.

Conforme a Medida Provisória 927, o banco suspendeu o recolhimento do FGTS pelos empregadores em março, abril e maio. Quem não recolher pode parcelar o valor em até seis vezes, tendo o certificado de regularidade do FGTS prorrogado por 90 dias. O empregador que precisar suspender o pagamento precisará declarar as informações dos trabalhadores no aplicativo Sefip.

Micro e pequenas empresas

A Caixa anunciou uma linha de capital de giro para manutenção da folha de pagamento das micro e pequenas empresas. O valor não foi divulgado. O banco firmou parcerias para ampliação de linhas de crédito e para o suporte a pequenos negócios por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A antecipação de recebíveis, quando o comerciante recebe adiantado o valor de compras com cartão de crédito, terá taxas reduzidas.

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