Paraná
Dia Mundial das Doenças Raras: Saúde reforça a importância do cadastro no Sidora
No Dia Mundial das Doenças Raras, a Secretaria da Saúde reforça a importância do cadastro no Sidora, sistema online pioneiro no País criado há um ano pelo Governo do Paraná. Ele permite ampliar e aperfeiçoar as ações voltadas ao público diagnosticado, compilando um banco de dados com informações importantes para o atendimento e tratamento multiprofissional. A data foi definida como 28 de fevereiro, mas nos anos bissextos acontece no dia 29.
Além de facilitar o acesso da população com doenças raras a informações sobre tratamentos, as pessoas cadastradas no Sidora têm uma carteirinha com QR Code para que em situações de emergência profissionais de saúde tenham acesso rápido às informações destes pacientes. A plataforma foi desenvolvida pela Secretaria de Estado da Saúde e Celepar e, até agora, 208 pessoas diagnosticadas foram cadastradas.
Para compor o sistema, a pasta utilizou o banco de dados da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe). Além disso, a Sesa formulou um questionário para identificar pessoas com doenças raras no Paraná, com o objetivo de realizar o mapeamento das doenças, identificando e conhecendo a realidade das pessoas e associações que atendem esses pacientes.
“O Sidora, além de fornecer informações para desenvolvimento de políticas públicas, disponibiliza carteirinha aos usuários cadastrados para utilização em situações de emergência, auxiliando médicos e profissionais de saúde no acesso rápido às informações relevantes sobre o diagnóstico desses pacientes. É uma grande conquista do nosso Estado”, afirma Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa.
Algumas das doenças raras mais cadastradas no sistema são: Síndrome de Ehler-danlos, Síndrome do X-Frágil, Epidermólise Bolhosa, Doença de Crohn, Síndrome de Rett, Esclerose Múltipla e Osteogênise Imperfeita.
INCIDÊNCIA – O número exato de síndromes e doenças raras ainda é incerto, mas atualmente são descritas cerca de 8 mil situações na literatura médica – 75% delas acontecem em crianças. No Brasil, a estimativa é que existam atualmente 13 milhões de pessoas afetadas por essas enfermidades, sendo que parte delas já conta com tratamento específico.
De acordo com o Ministério da Saúde – que segue o padrão da Organização Mundial de Saúde – as doenças raras afetam até 65 pessoas em um grupo de 100 mil habitantes. Segundo a OMS, 8% da população mundial sofre com alguma delas.
Dentre as mais conhecidas estão Esclerose Múltipla, Hemofilia, Neuromielite Óptica, Autismo, Doença de Cushing, Tireoidite Autoimune, Demência Vascular, Encefalite, Fibrose Cística, Síndrome de Guillain-Barré e Síndrome de Pierre Robin, entre outras.
Atualmente, parte dessas enfermidades já conta com tratamento específico, mas a maioria dos medicamentos não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
FEVEREIRO LILÁS – A Sesa está implementando ações de organização da rede de serviços a partir dos dados notificados no Sidora, com o objetivo de qualificar o atendimento de forma descentralizada.
No início de fevereiro, representantes da Divisão de Saúde da Pessoa com Deficiência da Sesa participaram de ações de conscientização sobre doenças raras, no centro de Curitiba, se onde reuniram diversas entidades que formam a Aliança Paranaense de Doenças e Síndromes Raras.
Ainda durante o mês, foram realizados ciclos de palestras no Hospital Zona Norte em Londrina, em parceria com a Aliança Paranaense, e o 8º Encontro do Pequeno Príncipe de Doenças Raras. A equipe da Sesa também esteve presente no II Simpósio Paranaense de Doenças Raras – Conquistas & Desafios.
Fonte: Governo PR
Paraná
Universidades estaduais ampliam número de programas bem avaliados pela Capes
As universidades estaduais do Paraná conquistaram bons resultados na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O levantamento foi divulgado nesta semana e analisa a qualidade dos programas de pós-graduação stricto sensu em todo o País, referente ao período de 2021 até 2024.
Ao todo, 53 programas das instituições estaduais paranaenses elevaram suas notas, 16 tiveram desempenho considerado de alto padrão internacional, e 146 são considerados bons e muito bons.
O sistema de avaliação é o principal instrumento de aferição da qualidade dos cursos de pós-graduação brasileiros, considerando critérios como produção científica, impacto social, internacionalização e nível de formação dos docentes. Os dados são coletados por meio da Plataforma Sucupira e avaliados por comissões de especialistas e pelo Conselho Técnico-Científico.
A classificação é expressa em notas, numa escala de 1 a 7. Os conceitos 7 e 6 expressam excelência internacional; 5 e 4 são considerados muito bom e bom; 3 é regular; e 2 e 1 implicam no descredenciamento dos cursos.
Os resultados obtidos pelas universidades estaduais do Paraná confirmam a importância do investimento em pesquisa, como explica o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona. “Esse desempenho é fruto de investimentos contínuos em infraestrutura, bolsas, pesquisa e valorização dos nossos docentes e pesquisadores. Além da melhoria das notas neste levantamento, os cursos de mestrado e doutorado têm impacto direto no desenvolvimento social e econômico do Paraná”, afirma.
DESEMPENHO DAS UNIVERSIDADES – A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou o maior número de cursos com o conceito máximo. Os programas de Biotecnologia e Ciências da Saúde conquistaram a nota 7, mesmo conceito dos programas de pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Ciência Animal e Patologia Experimental de Ciência Animal, totalizando cinco programas de excelência internacional, nas áreas de saúde, biotecnologia e exatas.
Dos cursos avaliados da instituição, 11 subiram uma posição e 30 mantiveram o conceito. São 3 cursos com nota 3, 18 programas com nota 4, 13 com conceito 5 e um com nota 6. A universidade soma 49 programas, sendo 42 com sede no câmpus em Londrina e integra outros sete nacionais.
UEM – Os programas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) tiveram um bom desempenho. A instituição passa a ter dois cursos com a nota máxima (7). O Programa de Pós-Graduação em Zootecnia alcançou a nota 7 e juntou-se ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais nos cursos com maiores conceitos. Dos 52 cursos que aparecem no levantamento, 15 programas aumentaram a nota e 35 mantiveram o conceito. A UEM tem 6 programas com nota 6, 20 com nota 5, 19 com nota 4 e quatro com conceito 3.
UEPG – O Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) conquistou o conceito 6 e passa a figurar entre os cursos de excelência internacional. A instituição conta com 19 programas de pós-graduação avaliados, cinco registraram aumento de nota e 14 mantiveram o conceito anterior. A instituição soma três programas com nota 3, nove com nota 4, seis com nota 5 e um programa com nota 6.
UNIOESTE – A Universidade Estadual do Oeste do Paraná tem se destacado nas avaliações, frequentemente alcançando notas altas como o conceito máximo no IGC do MEC e notas significativas em programas de pós-graduação, refletindo a qualidade de seus cursos de mestrado e doutorado. Dos 33 programas avaliados no último quadriênio, quatro subiram de conceito. A instituição tem um programa nota 6, 11 cursos com conceito 5, 14 com nota 4 e 7 com conceito 3.
UNICENTRO – A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) teve 18 programas avaliados. Desse total, nenhum sofreu redução de nota na avaliação e quatro programas apresentaram elevação de conceito, com destaque para o Programa de Pós-Graduação em Geografia, que agora ocupa o conceito 5. Atualmente, a instituição conta com um programa recém-aprovado com nota 3, 15 programas com nota 4 e dois programas com nota 5.
UENP – Na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), os programas de Ciência Jurídica e Ensino alcançaram o conceito 5, considerado de excelência em âmbito nacional. Dos cinco programas avaliados, quatro aumentaram a nota e um manteve o conceito. A universidade passa a contar com um programa nota 3, dois programas nota 4 e dois programas nota 5.
UNESPAR – Entre os destaques da universidade está o Programa de Pós-Graduação em Formação Docente Interdisciplinar (PPIFOR), que alcançou a nota 5, um marco que reflete o fortalecimento e expansão do programa na Unespar. Também obtiveram avanço significativo os Programas de Pós-Graduação em Educação Matemática, História Pública, Música, Cinema e Artes do Vídeo e Educação Inclusiva, que evoluíram da nota 3 para a nota 4.
Dos 13 Programas de Pós-Graduação da Unespar, considerando cursos próprios e aqueles ofertados em rede ou associação com outras instituições, nove registraram aumento em suas notas e quatro mantiveram as avaliações anteriores, evidenciando uma evolução qualitativa significativa e reafirmando o compromisso da universidade pública com a excelência acadêmica. Atualmente, a Unespar possui quatro programas com nota 3, sete com nota 4 e dois programas com nota 5.
COLABORAÇÃO – As universidades estaduais mantêm parcerias com outras instituições para a oferta de programas de pós-graduação em rede, modelo em que os cursos são desenvolvidos de forma conjunta, com compartilhamento do corpo docente e responsabilidades acadêmicas. Essa articulação amplia a oferta de formações e a cobertura territorial da pós-graduação. Atualmente, 14 programas funcionam nessa modalidade, dos quais três registraram aumento de nota na Avaliação Quadrienal da Capes. Desse total, três programas obtiveram nota 5, 10 ficaram com nota 4 e 3 com nota 3.
Os resultados divulgados nessa semana são parciais e pedidos de reconsideração serão aceitos até 11 de fevereiro. A análise será feita de 16 de março a 2 de abril. O resultado final será divulgado em maio.
SISTEMA ESTADUAL DE ENSINO SUPERIOR – Atualmente as sete universidades estaduais do Paraná somam 11.568 estudantes matriculados em 205 cursos de mestrado e 119 cursos de doutorado.
Fonte: Governo PR
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