Paraná
De olho na fronteira: PMPR tem soldados em formação pela primeira vez em Guaíra
Pela primeira vez, o município de Guaíra sedia uma turma do Curso de Formação de Praças (CFP) da Polícia Militar do Paraná (PMPR), ampliando a estrutura de formação da corporação em uma das regiões consideradas mais estratégicas para a segurança pública no Estado. A turma é composta por 27 alunos e integra o grupo de 2.583 novos policiais militares que estão em formação no Paraná.
Com carga horária de 1.585 horas, o curso reúne as disciplinas da formação padrão da PMPR e conteúdos voltados à realidade operacional da faixa de fronteira. Durante a capacitação, os futuros policiais recebem instruções de profissionais que atuam diretamente na região e possuem experiência no enfrentamento aos crimes transnacionais, além de participarem de atividades práticas ligadas ao contexto operacional local.
A formação busca aproximar os alunos das características e desafios específicos da segurança pública na fronteira, região marcada pela atuação integrada das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas, contrabando e demais crimes interestaduais e internacionais. Segundo a corporação, a proposta é fortalecer a preparação operacional dos futuros soldados e ampliar a capacidade de resposta da PMPR em áreas estratégicas do Estado.
Apesar da formação realizada em Guaíra e do contato direto com a realidade fronteiriça, os alunos estarão aptos a atuar em qualquer unidade da Polícia Militar do Paraná após a conclusão do curso, inclusive no Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).
De acordo com o tenente-coronel Eldison Martins do Prado, comandante da unidade, a implantação inédita do curso no município representa um avanço importante para a qualificação do efetivo policial na região Oeste do Paraná. “A realização do curso em Guaíra aproxima os alunos do cenário operacional encontrado na fronteira e permite uma preparação mais conectada à realidade da região. Esse processo contribui diretamente para a qualificação do efetivo e para o fortalecimento das ações da Polícia Militar”, afirmou.
Durante as atividades de formação realizadas nesta quinta-feira, os alunos-soldados da 2ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) receberam a visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que tem como uma das prioridades da gestão estadual o fortalecimento da segurança nas regiões de fronteira. O governador conversou com os futuros policiais militares que participam do curso de formação, reconhecendo o empenho dos alunos e ressaltando a importância da atuação deles para a segurança da população paranaense.
INVESTIMENTO NA FRONTEIRA – A realização do CFP em Guaíra integra os investimentos feitos pelo Governo do Estado nos últimos anos para reforçar a segurança pública na faixa de fronteira, com ações voltadas à ampliação do efetivo, modernização de equipamentos, fortalecimento da inteligência policial e capacitação contínua das equipes operacionais.
Em Umuarama, o Estado entregou nesta quinta-feira (14) a Base de Fronteira do Comando de Aviação da Polícia Militar do Paraná (ComAv), reforçando o processo de modernização da aviação policial e a ampliação da presença operacional em regiões estratégicas do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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