Paraná
CUT afirma que 60 mil pessoas aderiram à greve geral no Paraná
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Cerca 60 mil pessoas de todo o estado do Paraná aderiram à greve geral nesta sexta-feira (14), segundo a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Só em Curitiba e região metropolitana, seriam 20 mil trabalhadores.
O grupo estima ainda que 10 mil manifestantes participaram de uma caminhada no final da manhã entre o centro cívico e o centro da capital. A Polícia Militar ainda não informou estimativas de público.
Segundo a presidente da CUT-PR, Regina Cruz, a manifestação teve como foco principalmente o combate à reforma da previdência e os cortes na educação e por mais empregos.
“O relatório da reforma está muito ruim, o que mais combatemos é o fato de termos que trabalhar por 40 anos ininterruptamente, nenhum trabalhador consegue isso”, afirma. “Deve haver uma reforma para todos, então”, complementou.
Ela rebateu os argumentos do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), que, pela manhã, criticou o movimento nas redes sociais, afirmando que os sindicatos visavam atrapalhar o funcionamento da cidade de forma “criminosa”.
Apesar de não terem aderido à greve, motoristas e cobradores foram impedidos de trabalhar porque, segundo a prefeitura, as garagens foram trancadas por manifestantes. Às 14h, o serviço já havia sido normalizado.
Regina confirmou que a central esteve em algumas garagens de ônibus no período da manhã, mas para esclarecer aos trabalhadores pontos que motivaram a greve que, segundo ela, “não foram bem explicados pelo sindicato da categoria”. “Nós fomos fazer um diálogo, não teve atrito, e conseguimos parar 40% dos ônibus”, afirmou.
Para o presidente do CEDS/PR e delegado sindical em Curitiba/PR, Alcione Policarpo, outro ponto da reforma da previdência a ser combatido é a desconstitucionalização dos direitos. “Sempre tem chance de negociação, por isso estamos na rua, para defender os nossos direitos”, declarou.
A categoria de analistas da receita federal abrange 700 trabalhadores em Curitiba e cerca de 12 mil no Brasil e, segundo ele, houve adesão da maioria à greve geral.
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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