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Curitiba

Coronavírus domina canais de denúncias e informações de órgãos públicos do Paraná

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Desde que a pandemia de coronavírus começou, o assunto passou a dominar todos os canais de denúncias e reclamações do governo do Paraná e da Prefeitura de Curitiba. Os cidadãos querem desde simples informações sobre a Covid-19, como sintomas, até denunciar casos de aglomerações e estabelecimentos que não estão seguindo as normas. A demanda sobre a Covid-19 e suas implicações aumentou no 156, no 153 da Guarda Municipal, no 190 da Polícia Militar e na Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Na Central 156 da Prefeitura de Curitiba, o assunto ‘coronavírus’ já é campeão. Entre os dias 1º e 30 de abril, questões pontuais relacionadas ao novo coronavírus lideraram os pedidos por informações, por telefone ou pelos canais de atendimento do portal, com 4,7 mil registros (9,4% do total).

Na sequência, estiveram as solicitações por limpeza pública, com 3,2 mil registros (6%), multas processos e recursos de trânsito, com 2,6 mil (5,1%) e informações sobre funcionamento de escolas, com 2,5 mil registros (5%).

“Nós usamos os dados de abril, porque em março foram poucos dias e maio ainda estamos no começo. Mas sem dúvida a demanda de coronavírus mudou a nossa rotina”, explica do Ozires de Oliveira, coordenador da Central 156.

De acordo com ele, os funcionários da central passaram por uma capacitação para saber tirar as dúvidas da população sobre o coronavírus. “Foi um grande trabalho, porque no 156 tiramos todas as dúvidas sobre a doença, embora tenha o número exclusivo da Prefeitura de Curitiba para as orientações sobre a Covid-19 (41 3350-9000). E o que nós não podemos resolver, nós temos que informar e encaminhar”, diz Oliveira.

E, esse número exclusivo para informações da Covid-19, a Central Telefônica Covid-19 da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), completou, no domingo, dois meses de funcionamento com 28 mil atendimentos realizados. Em média, são quase 500 ligacões por dia.

Denúncias

Dos pedidos por serviços solicitados ao 156 no mês de abril, 3,4 mil (11,5%) foram relacionados ao Covid-19, figurando o segundo lugar em Serviços, que são, em geral denúncias, como aglomerações em canchas de futebol, parques e praças da cidades, e estabelecimentos que não cumprem as recomendações em tempos de pandemia.

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Essas denúncias também poderiam ter sido encaminhadas para a Guarda Municipal de Curitiba pelo 153. De acordo coma assessoria da Guarda Municipal, 13.420 pessoas orientadas pela GM desde o início de maio. São orientações feitas em meio ao trabalho de patrulhamento de rotina, nas ruas, e também após acionamento pelo telefone de emergência 153 da GM.

“Há ainda muita confusão sobre o que denunciar para quem. E mesmo que o 156 não seja o lugar certo para determinada denúncia, nós encaminhamos o cidadão para o número certo. Ou seja temos que dominar muitas informações”, explica Oliveira.

Na Controladoria, denúncias de falta de EPIs e excesso de fake news

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) é o órgão que centraliza as denúncias sobre a pandemia de coronavírus no governo do Estado. Até a semana passada, foram 1.285 denúncias relacionadas ao enfrentamento da Covid-19 no Estado, um número relativamente pequeno em relação ao total de denúncias recebidas desde janeiro, 10.828, mas ainda assim é uma nova demanda.

Das 1.285 denúncias sobre o coronavírus, 697 são da área da Saúde e, segundo a assessoria da CGE, as principais foram empresas que não deram Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e álcool gel para os funcionários. Em seguida, vem segurança, com 558, principalmente denúncias de fakenews e desrespeito ao decreto estadual, com estabelecimentos abertos e falta de máscaras.

As outras denúncias relacionadas à Covid-19 foram nas áreas da Educação, principalmente sobre a merenda escolar (tipo fulana recebeu mais alimentos que eu) e Sanepar.

Dia das Mães bate recorde de ‘perturbação’

No 190, da Polícia Militar, o número de denúncias por perturbação de sossego é o que apresenta maior aumento, porque durante a quarentena os cidadãos têm se incomodado mais com as aglomerações, como festas, jogos de futebol e churrascos, já que a principal recomendação das autoridades de saúde é o isolamento social. Por isso, o ápice das reclamações acontecem nos fins de semana. De acordo com dados fornecidos pela assessoria de imprensa da PM, somente nos dias 24 de abril (sexta) e 25 de abril (sábado), foram 1522 denúncias de perturbação de sossego em Curitiba, praticamente o triplo do normal. No feriado do Dia do Trabalho, nos dias 1 de maio (sexta), 2 de maio (sábado) e 3 de maio (domingo), foram 1490 chamados no 190 sobre perturbação de sossego. E só no dia das Mães, 10 de maio, foram 1286.

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O 190 também registrou chamados sobre Perigo de Moléstia Grave. No mês de abril, de 1 a 29, foram 156 denúncias – ou seja 5 por dia, em média, segundo dados fornecidos pela assessoria da PM. De de 1 a 10 de maio, foram 16 denúncias, só em Curitiba.

Serviço
Onde denunciar e pedir informações sobre Covid-19

3350-9000

O cidadão pode pedir informações sobre Covid-19, saber sobre sintomas, tratamento e teleconsulta.

Central 156

Informações sobre postos de saúde, campanha de vacinação, obter informações e denunciar casos de estabelecimentos que não poderiam estar abertos…

153

Para Guarda Municipal de Curitiba, é possível denunciar aglomerações em parques, praças e também estabelecimentos que não cumprem as recomendações em tempos de pandemia.

Fone 190

No telefone da Polícia Militar, o cidadão pode denunciar perturbação de sossego e aglomerações em casas, empresas e instituições privadas, além de Perigo de Moléstia Grave, como o não uso de máscara. )

Controladoria-Geral

0800-411-113 (telefone) e (41) 3883-4014 (WhatsApp) – A Controladoria-Geral do Estado (CGE) recebe denúncias do Paraná todo sobre falta de equipamentos de proteção individual para servidores, estabelecimentos abertos irregularmente ou que não cumprem normas, fake news e etc

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Curitiba

Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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