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Consulta pública sobre regulamentação de regime especial para datacenters debate critérios e indicadores de sustentabilidade para o setor

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O governo federal abriu na última sexta-feira (26/9) uma consulta pública para reunir contribuições da sociedade sobre a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenters (Redata). A proposta foi elaborada com a participação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e debate, entre outras medidas, critérios e indicadores necessários para assegurar o desenvolvimento sustentável do setor.

As manifestações podem ser feitas até o dia 26 de outubro, pela plataforma Brasil Participativo. Além da sociedade civil, o governo busca ouvir representantes que atuam na cadeia produtiva de datacenters, fabricantes de componentes e de bens finais de tecnologia da informação (TI) e comunicação, além de investidores do segmento.

Na agenda ambiental, os esforços para garantir a transição ecológica são estruturados em cinco pilares. O primeiro é relativo à geração de energia. Isso porque a Medida Provisória 1318/2025 que instituiu o Redada define que as empresas deverão funcionar com fontes 100% renováveis ou limpas. 

A exigência do governo brasileiro vai ao encontro dos compromissos assumidos nas COPs 28 e 29, ocorridas em Dubai e Baku, que definiram como prioridade a adequação dos sistemas energéticos para o fim dos combustíveis fósseis, a triplicação da capacidade de energias renováveis e a duplicação da eficiência energética.

Enquanto os principais polos globais de datacenters ainda operam em contextos de alta intensidade de carbono na geração elétrica, o Brasil desponta como um candidato estratégico para liderar a descarbonização digital. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2025, mais de 70% da matriz elétrica brasileira já é composta por fontes renováveis, um patamar que consolida o país como referência em energia limpa e confiável. Esse diferencial abre espaço para que o Brasil, resguardadas as devidas salvaguardas ambientais e sociais, se torne um hub competitivo para hospedar datacenters, com geração de tokens de baixo carbono e alinhamento da inovação digital com a agenda climática.

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O diretor de Programa da Secretaria Executiva do MMA, André Andrade, pontua que a regulamentação soma-se ao conjunto de ações adotadas pelo país para avançar, de fato, com a implementação de uma transição justa e planejada, com repercussão no Brasil e no mundo.

“A consulta pública promove um diálogo que impulsiona o alinhamento entre a inovação tecnológica e a sustentabilidade ambiental. Esse arranjo é necessário para resguardar nossa biodiversidade, ecossistemas, comunidades locais e contribuir efetivamente com o enfrentamento da mudança do clima”, completou.

Já a segunda diretriz discute a fixação de um Índice de Eficiência Energética (PUE, na sigla em inglês) que assegure o menor uso possível de energia empregada em infraestrutura, como refrigeração dos datacenters.

O terceiro item recebe contribuições sobre os mecanismos que devem ser reconhecidos para alcançar a neutralidade de carbono nas operações diretas ou indiretas de processamento de dados. 

Na sequência, a consulta pública levanta subsídios sobre a definição de um Índice de Eficiência Hídrica (WUE, na sigla inglês) rigoroso para preservar a água e certificar o uso mínimo necessário no resfriamento de processadores e servidores de TI.

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A adoção de estratégias para impulsionar a economia circular, com redução de resíduos, fecha o capítulo da consulta pública sobre sustentabilidade. 

Próximos passos

Após o encerramento da consulta pública, as manifestações da sociedade serão analisadas pelo MMA e os ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércios e Serviços (MDIC); e da Ciência, tecnologia e Inovação (MCTI). 

MP

Criado no dia 17 de setembro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Redata integra a Política Nacional de Datacenters (PNDC), vinculado a Nova Indústria Brasil (NIB), Missão 4 (Transformação Digital), e busca impulsionar o crescimento nacional em áreas estratégicas da Indústria 4.0, tais como computação em nuvem, inteligência artificial, smart factores e Internet das Coisas, com ampliação da capacidade brasileira de armazenagem, processamento e gestão de dados.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MTE e DIEESE realizam 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realizarão, nos dias 15, 16 e 17 de junho, o 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho. O evento será realizado no auditório do MTE, em Brasília (DF), e terá transmissão ao vivo pelo canal do MTE no YouTube nos dias 15 e 16. O ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Chico Macena, participará da abertura.

O encontro reunirá representantes dos 35 observatórios do trabalho, distribuídos em 22 estados e 13 municípios com mais de 200 mil habitantes, além de gestores públicos, pesquisadores e especialistas da área. O objetivo é promover a troca de experiências e o compartilhamento de ações em curso relacionadas ao trabalho, emprego e renda.

Durante o evento, serão lançados o novo site do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho e a Revista Observatório do Trabalho Brasileiro nº 5, produzida pelo MTE e pelo DIEESE, que reúne artigos e estudos com análises atuais e estratégicas sobre o mercado de trabalho brasileiro.

Os observatórios locais desempenham papel fundamental na elaboração de estudos e análises que apoiam o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e as Comissões Estaduais e Municipais de Trabalho. A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, destaca que “esta é uma política permanente do Ministério. Os observatórios são essenciais para analisar os dados locais e produzir conhecimento capaz de subsidiar a formulação de políticas públicas”.

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O público do evento é formado por conselheiros de políticas públicas, técnicos e gestores de órgãos governamentais, além de pesquisadores de universidades e centros de estudos especializados no tema.

As inscrições podem ser realizadas pelo formulário disponível no seguinte link: https://forms.gle/Aw1vpGVng9LD3tBp7

PROGRAMAÇÃO

15 de junho (segunda-feira)

9h – Abertura – Ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena

10h – Tema 1: Análise do cenário conjuntural do emprego e reflexões sobre temas do debate público (jornada de trabalho e digitalização das empresas)

14h – Tema 2: Energia e empregos verdes (bioeconomia, energia limpa, economia solidária e emprego justo)

17h30 – Lançamento do novo site do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho e da Revista Observatório do Trabalho Brasileiro nº 5

16 de junho (terça-feira)

9h – Tema 3: Potencialidades e desafios dos avanços digitais na saúde: caminhos para aproveitar investimentos com capilaridade territorial e geração de empregos

14h – Tema 4 – Parte 1: Produção de alimentos, mercado interno e soberania alimentar 

16h – Tema 4 – Parte 2: Infraestrutura básica e desenvolvimento regional

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18h – Encerramento

17 de junho (quarta-feira)

9h – Oficina sobre o Painel de Indicadores da Rede de Observatórios do Trabalho

11h – Oficina sobre captação de recursos para o bloco de assessoramento estatístico (emendas parlamentares)

13h – Encerramento

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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