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Com vitrine tecnológica, Ceasa de Maringá ganha novo espaço para modernizar hortifruticultura

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A Ceasa de Maringá, no Noroeste do Paraná, vai receber uma vitrine tecnológica para a produção de verduras, legumes, frutas e flores. A instalação do espaço, que ficará em uma área de quatro hectares, dentro da unidade, foi anunciada nesta sexta-feira (5) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. A iniciativa visa fomentar novas tecnologias para ampliar a competitividade dos produtos da região, cultivados, principalmente, por agricultores familiares.

A vitrine tecnológica terá investimento de R$ 750 mil e será utilizada para difusão e transferência das tecnologias de produção, tanto convencional quanto orgânica. Com a iniciativa, agricultores, profissionais e estudantes de toda a região Noroeste terão acesso a inovações que poderão melhorar o sistema de produção em suas propriedades.

“Essa iniciativa inovadora e pioneira vai beneficiar principalmente a agricultura familiar, já que são os pequenos agricultores os responsáveis por produzir verduras, frutas e legumes”, afirmou Ratinho Junior. “Eles terão agora acesso à tecnologia para melhorar a sua produção, o que agrega valor, amplia a produtividade e ajuda a manter os jovens trabalhando no campo”.

O foco da vitrine é profissionalizar a cadeia produtiva, buscando melhorar a quantidade e qualidade dos alimentos para atender as exigências do mercado e também promover a segurança alimentar da população. As inovações incluem três pilares: produção sustentável, cultivo protegido e o uso racional da água através de sistemas de irrigação adequados.

O espaço será gerido de forma integrada pelo Sistema Estadual de Agricultura, incluindo a Ceasa, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) e Prefeitura de Maringá.

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Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a iniciativa vai potencializar a geração de emprego e renda na cadeia produtiva, além de fortalecer a economia local e valorizar o produtor, trazendo benefícios também para os consumidores. “Há um esforço da Ceasa, do IDR-Paraná e da Adapar para fomentar a olericultura como uma atividade rentável, que pode render mais do que a soja e outras atividades em uma pequena propriedade rural”, afirmou.

“É uma estratégia de difusão de tecnologia, para chamar os agricultores e demonstrar na prática como seu sítio pode fazer dinheiro ao implantar essas inovações. Também ajuda a suprir o Paraná com produtos de qualidade, reduzir a dependência de frutas e verduras que são produzidas em outros estados e países”, completou.

Serão instalados no local campos de pesquisa em fruticultura, olericultura e tecnologias de irrigação e energias renováveis. “O Paraná tem grandes eventos tecnológicos para o agro, mas que são mais focados nas grandes culturas. Esse espaço é o primeiro do Estado e do País voltado exclusivamente, e de maneira permanente, a apresentar inovações para o plantio de hortifrutigranjeiros. É um negócio novo para levar ao agricultor oportunidades para ele ganhar mais dinheiro”, explicou o diretor-presidente da Ceasa Paraná, Eder Bublitz.

“Será um local que vai reunir pesquisa e visitas técnicas, com os técnicos e pesquisadores do IDR-Paraná mostrando aos produtores novos processos, cultivares e tecnologia. Ele também será aberto às empresas para exporem as inovações voltadas ao cultivo”, destacou Bublitz. “Estamos otimizando uma área que estava ociosa, levando inovação para que o produtor ganhe com isso”.

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Ele destacou, ainda, outro programa desenvolvido na unidade, o Banco de Alimentos Comida Boa. Ele evita o desperdício e promove a segurança alimentar e nutricional ao fazer o beneficiamento de alimentos que seriam descartados e distribuir a instituições sociais.

VIATURAS DA POLÍCIA CIVIL – Na mesma solenidade, o governador Ratinho Junior entregou 26 viaturas, de um lote de 36 veículos, para a Polícia Civil da região de Maringá. O Governo do Estado investiu R$ 3,3 milhões na compra dos veículos, que integram o programa Paraná Mais Cidades, uma parceria com a Assembleia Legislativa do Paraná, que tem o objetivo de promover o desenvolvimento do Estado e das cidades por meio de ações integradas em diversas áreas. Os recursos são provenientes de emendas parlamentares.

“A Polícia Civil do Paraná é uma das mais eficientes do País, fruto de muito trabalho dessa equipe técnica, além de investimentos e equipamentos para os policiais. Esse time está ajudando a melhorar cada vez mais a segurança pública do Paraná, atendendo os municípios com qualidade e competência”, salientou o governador.

O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, explicou que a melhoria na estrutura da corporação se soma a outras iniciativas, como a melhora nos equipamentos e aumento de pessoal. “Faz parte do plano de governo a substituição das frotas das polícias, com investimento em equipamentos e veículos novos para dar mais segurança e agilidade às operações policiais. Hoje não nos faltam recursos, combustível, viaturas e manutenção”, arrematou.

MARINGA

O Governo do Estado entrou 26 viaturas para a Polícia Civil. Foto: Roberto Dziura JR./AEN

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários estaduais da Saúde, Beto Preto; das Cidades, Eduardo Pimentel; da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, do Turismo, Márcio Nunes; e da Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel; os diretores-presidentes da Adapar, Otamir Martins; do Ipardes, Jorge Callado; e da Invest Paraná, Eduardo Bekin; a diretora de Pesquisa do IDR-Paraná, Vânia Cirino; o reitor da UEM, Leandro Vanalli; o prefeito de Maringá, Ulisses Maia; o deputado federal Luiz Nishimori; e os deputados estaduais Evandro Araújo, Do Carmo, Soldado Adriano José, Alexandre Curi, Delegado Jacovós e Cobra Repórter.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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