Paraná
Com regras rígidas, IAT ajuda a impulsionar turismo ambiental consciente no Noroeste do Paraná
Cenários importantes do turismo de água doce, os municípios de Porto Rico e São Pedro do Paraná, na Região Noroeste, receberam a autorização do Instituto Água e Terra (IAT) para a execução de 94 projetos desde 2019. São diferentes tipos de condicionantes, entre licenças prévias, de instalação e de operação, para obras públicas de infraestrutura, como saneamento, sistema de abastecimento de água ou pavimentação asfáltica, entre outras, e autorizações para construções particulares, como a instalação de bairros residenciais, condomínios e resorts. Propostas que precisam passar pelo crivo do órgão ambiental para ajudar a desenvolver a região de forma sustentável e com a valorização do meio ambiente.
Apenas em investimento direto do Estado são mais de R$ 90 milhões aplicados nas duas cidades. Já entre os projetos privados destacam-se a instalação do bairro residencial Aruna em Porto Rico e do condomínio de alto padrão Royal Garden Resort Residence em São Pedro do Paraná. No entanto, o maior destaque é a construção Tayayá Aqua Resort Porto Rico.
Localizado na região do Porto São José, em São Pedro do Paraná, o empreendimento de 58 mil metros quadrados fica às margens do Rio Paraná e deve ficar pronto em 2025. Vai oferecer tanto atrações de lazer quanto ações ambientais, como plantio de árvores e monitoramento da fauna silvestre. O projeto também irá colaborar com a geração de empregos na região. A estimativa aponta para a criação de 500 vagas durante a fase de obras e de mais 300 após a abertura do complexo.
“Há uma movimentação muito grande nesses locais, já que temos vários projetos em processo de licenciamento, alguns inclusive vindos de fora do Estado”, afirma o gerente do escritório do IAT da regional de Paranavaí, que engloba os dois municípios, Hélio Vasconcelos Filho. “Por isso o trabalho do instituto é essencial, para que promova de fato o crescimento sustentável da região, alindo o aspecto econômico ao cuidado com a natureza”, completa.
LICENCIAMENTO – No IAT, todo o processo de licenciamento ambiental é pensado para viabilizar o desenvolvimento de atividades econômicas de uma forma que não prejudique o meio ambiente local. Nas cidades de Porto Rico e São Pedro do Paraná, essa preocupação é ainda maior, como destaca a gerente de licenciamento do instituto, Ivonete Coelho da Silva Chaves.
“O procedimento é especialmente importante nessas cidades porque elas estão inseridas em uma área de unidade de conservação federal. Temos uma atenção redobrada para a definição do que pode e do que não pode ser instalado nessas áreas”, afirma.
O procedimento do licenciamento ambiental passa tradicionalmente por três etapas, nas quais o proprietário deve seguir uma série de orientações para prosseguir para as fases posteriores. A primeira é a licença prévia, que é emitida após a realização de estudos ambientais que definem que o empreendimento será feito em um local adequado e que não trará riscos ao meio ambiente.
Depois é a licença de instalação, que autoriza a execução das obras do empreendimento, e que também é emitida após uma série de estudos específicos que comprovam que as obras seguirão critérios ambientais rígidos, além do acompanhamento integral da equipe do IAT para que não haja impacto negativo na região. Por fim, é solicitada a licença de operação, que efetivamente autoriza o início das atividades do espaço após uma verificação de que todas as exigências ambientais foram atendidas.
“O licenciamento ambiental atende a critérios do Conselho Nacional do Meio Ambiente, do Sistema Nacional de Meio Ambiente e legislações do próprio município. Assim, qualquer pessoa que queira aproveitar as paisagens naturais para construir um estabelecimento de turismo deve seguir todos esses regulamentos, com fiscalização do IAT”, explica Ivonete.
CORREDORES DAS ÁGUAS – Porto Rico e São Pedro do Paraná são dois dos destinos turísticos mais populares entre os 36 municípios que integram a região dos Corredores das Águas do Paraná. Caracterizada pela proximidade com os pontos de água doce, a área oferece uma grande variedade de atrações, incluindo praias e cachoeiras artificiais, reservas ecológicas, atividades de pesca e de turismo de aventura.
As duas cidades se tornaram pontos requisitados no verão graças à proximidade com o Rio Paraná, o segundo maior rio da América do Sul e o oitavo maior rio do mundo. Em Porto Rico, a população salta de 3,1 mil habitantes para 14 mil pessoas, em média, nas temporadas de verão, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes e serviços turísticos. População flutuante que mais que triplica em São Pedro do Paraná nos dias de calor – segundo o mais recente censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado neste ano, o município tem originalmente 2.661 habitantes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Portos do Paraná batem recorde de exportações com contêineres com 1,6 milhão de TEUs em 2025
O recorde de movimentação de 73,5 milhões de toneladas em 2025 nos portos paranaenses tiveram o impulso também das cargas conteinerizadas, que alcançaram o maior volume da história no ano passado. Ao todo, foram movimentados 1.662.370 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou seis metros de comprimento). O aumento representa 7% a mais do que em 2024, quando o terminal chegou a 1,5 milhão de TEUs.
Grande parte dos contêineres que saem de Paranaguá é refrigerada. O porto é o maior corredor de exportação de proteína animal congelada do Brasil, responsável por 34% do mercado. E é o maior corredor de exportação de carne de frango do planeta. Em 2025, o terminal embarcou 2,8 milhões de toneladas do produto, o mesmo volume registrado em 2024.
O foco de gripe aviária registrado no mês de maio no Rio Grande do Sul, que interrompeu as exportações para alguns países durante parte do ano, foi um dos fatores que impediu a expansão programada para o ano.
A carne bovina foi o grande destaque do período, com a segunda maior remessa embarcada para outros países. Ao todo, foram exportadas 1,2 milhão de toneladas, crescimento de 46,5%. Grande parte da produção teve origem em outros estados brasileiros, inclusive da Região Norte, que optaram pelo Porto de Paranaguá devido à sua eficiência logística.
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NOVOS INVESTIMENTOS – O potencial de produtividade da Portos do Paraná será ampliado ainda mais em curto prazo. Até fevereiro, será concluída a maior obra pública portuária do Brasil: o Moegão, que já ultrapassou 80% de execução.
O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões no complexo de recepção de cargas pelo modal ferroviário. Após a conclusão, o Moegão poderá receber até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo os terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).
Em breve, será iniciada a construção do Píer em “T”, cuja primeira fase está orçada em R$ 1,2 bilhão. A estrutura vai dinamizar o Corredor de Exportação Leste, com quatro novos berços de atracação equipados com o sistema de carregamento mais rápido do mundo. A segunda fase contará com aporte adicional de R$ 1 bilhão, representando o primeiro investimento do Governo do Estado na área portuária em mais de 50 anos.
Outra novidade será o Píer em “F”, que conectará os terminais do novo Corredor Oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga.
Esses investimentos são resultado dos nove leilões realizados desde 2019 em áreas portuárias do litoral paranaense, que permitirão a ampliação e modernização do Porto de Paranaguá. Com a regularização total das áreas, denominadas PARs do complexo portuário, destinadas à exploração privada, a Portos do Paraná garantiu R$ 5,1 bilhões, incluindo a concessão do canal de acesso.
O prazo para a conclusão de todos os investimentos previstos nos editais varia de cinco a sete anos, de acordo com as especificidades de cada contrato, contados a partir da assinatura definitiva das concessões.
Fonte: Governo PR
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