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Com microrregiões, Governo prevê antecipar alcance das metas de saneamento no Paraná

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O Governo do Estado prevê antecipar o alcance das metas de saneamento do Marco Legal. Esse foi um dos tópicos abordados pelo secretário das Cidades (Secid), Eduardo Pimentel, na abertura da primeira das cinco Oficinas para a Capacitação de Gestores e Técnicos Municipais sobre a Prestação Regionalizada de Serviços Públicos de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário, realizada nesta segunda-feira (24), em Curitiba.

Ele afirmou que o Paraná tem condições de alcançar antecipadamente as metas definidas pelo Marco do Saneamento porque trabalha com regionalização e possibilidades de potencializar os contratos com prestadores de serviços. “Não basta o Paraná estar na frente, com números próximos das metas definidas para 2030, de 90% de saneamento. Temos que avançar e alcançar todos os objetivos já em 2027, conforme orientação do governador Ratinho Junior”, afirmou.

O evento desta segunda-feira, destinado aos municípios da Microrregião Centro-Leste, que envolve os municípios da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral, aconteceu no Auditório Mario Lobo, no Palácio das Araucárias, na Capital. Até a sexta-feira (28), serão realizadas outras quatro oficinas presenciais em Londrina, Maringá, Cascavel e Guarapuava, com transmissão pela Internet, no canal do Serviço Social Autônomo Paranacidade, pela plataforma YouTube.

Pimentel lembrou que há um grande comprometimento no apoio aos municípios para acelerar a implantação do modelo das microrregiões. “As cidades estão em permanente construção. E, para o saneamento, temos um norte”, disse. “Quando surgir qualquer dúvida, entrem em contato com o Paranacidade, com os técnicos da Secid, com os integrantes da Secretaria da Microrregião. Não podemos pensar um ou outro município, temos que pensar e agir em conjunto. Estamos de portas abertas para atender todos. Assim alcançaremos os objetivos com mais facilidade e rapidez”.

Da abertura dos trabalhos participaram também a superintendente executiva do Paranacidade, Camila Mileke Scucato, a secretária-geral das Microrregiões, Márcia de Oliveira de Amorin, e o coordenador da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), contratada para elaborar a modelagem para a implantação das microrregiões, Rudinei Toneto, além do gestor do contrato pelo Paranacidade, Geraldo Luis Farias.

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Para Camila, a implantação das microrregiões é um dos diferenciais na busca pelo desenvolvimento das cidades com o aumento da qualidade de vida da população. “Atingir as metas estabelecidas pelo novo Marco Legal nos levará a enfrentar problemas estruturantes. Por isso, tanto as atuações técnicas como as da população serão fundamentais no processo, com consequências positivas para todos”, considerou.

Por sua vez, Marcia de Amorim lembrou que o Paraná está bem próximo de alcançar as metas estabelecidas, com as cidades já contempladas com mais de 80% em saneamento, mas reforçou a importância do empenho do Governo do Estado, dos municípios e da população em geral para garantir melhores resultados.

“Uma comunidade com o abastecimento de água potável e com a correta captação, tratamento e destinação dos resíduos possui um dos elementos fundamentais para promover o desenvolvimento da sua gente”, afirmou. A secretária-geral informou, ainda, que além das oficinas a serem realizadas nesta semana, estará em visita a todos os municípios para ampliar o atendimento às prefeituras.

“A implantação das microrregiões será fator importante para alcançar as metas em todos os municípios, com benefício para a população como um todo”, disse o representante da Fundace, Rudinei Toledo.

OFICINA – A oficina teve início com a palestra do economista Bruno Lego, da Fundace, sobre o Saneamento como Monopólio Natural e Tarifas Reguladas. A programação trouxe, na sequência, apresentações a respeito das vantagens da prestação regionalizada dos serviços, questões jurídico-institucionais do marco regulatório do saneamento básico e as alterações promovidas pela Lei 14.026/2020; as normas da agência nacional as águas; questões jurídico-institucionais nos processos de regionalização, regularização contratual e serviços autônomos.

PRESENÇAS – Participaram da oficina, prefeitos e representantes de diversas prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral do Paraná; o presidente do Ipardes, Jorge Calado; o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba, Ibson Gabriel Martins de Campos; o diretor de Licenciamento e Fiscalização Ambiental de Ponta Grossa (Campos Gerais), André Luis Pitela; o representante da Agência Brasileira de Agências Reguladoras (Abar) e diretor-geral da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento de Santa Catarina, Adir Faccio; o diretor geral da Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (São Paulo), Dalto Favero Brochi; e o secretário geral do Concidades-PR, Orlando Bonette.

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NOVAS OFICINAS Nos próximos dias, serão realizadas outras quatro oficinas. Para participar, presencialmente ou a distância, é preciso fazer inscrição, via Internet, sendo que há um link próprio para cada oficina.

Em Londrina, o evento acontece na terça-feira (25) a partir das 8h30. A modalidade presencial ocorrerá no Auditório da UEL, na Rodovia Celso Garcia Cid (PR 445), km 380, no Campus Universitário. Inscrições pelo link https://www.ead.pr.gov.br/course/view.php?id=1730.

A oficina de Maringá, que acontece na quarta-feira (26), também começa às 8h30. O evento presencial está marcado para o Auditório do Sebrae/PR, na Avenida Bento Munhoz Rocha Neto 1116. Para fazer a inscrição basta acessar https://www.ead.pr.gov.br/course/view.php?id=1731.

A oficina está marcada para às 8h30 de quinta-feira (27). Será no Auditório Arnaldo Busato, na Unioeste, Rua Universitária, 2069. Inscrição no link https://www.ead.pr.gov.br/course/view.php?id=1732.

O evento de Guarapuava encerra o ciclo de oficinas. O início está previsto para às 8h30 da sexta-feira (28), no prédio do PDE, na Unicentro, Campus CEDETEG, na Alameda Élio Antônio Dalla Vecchia, 838, Vila Carli. As inscrições podem ser feitas acessando o link https://www.ead.pr.gov.br/course/view.php?id=1733.

A transmissão, para participações a distância em todas as oficinas, será via Canal Oficial do Paranacidade. Todas as apresentações serão feitas por técnicos da Fundade, instituição contratada pelo Paranacidade, vinculado à Secid, para elaborar a modelagem da implantação do sistema de Microrregiões de Água e Saneamento no Paraná.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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