Curitiba
Athletico, Coritiba e Paraná usam mesma estratégia para retorno e esperam volta aos jogos
Após um mês de férias “forçadas” por causa da pandemia do novo coronavírus, os elencos de Athletico, Coritiba e Paraná retornaram aos trabalhos nesta semana.
Apesar de algumas diferenças entre eles, a estratégia é começar os trabalhos com os jogadores em casa, no que é conhecido por “home office”. Enquanto isso, não há perspectiva para o retorno das competições no país.
Paraná
No Tricolor, o preparador físico Fabiano Rosenau explicou que a ideia é iniciar os trabalhos agora de forma gradativa. “É adaptação, não é nada no alto rendimento ainda”.
O clube planejou retornar as treinos presenciais, em pequenos grupos, no dia 11, e com o grupo completo no dia 18, mas isso ainda depende das recomendações futuras das autoridades sanitárias.
Coritiba
No Coxa, a grande novidade é que, apesar de também fazerem os treinos de casa, na última segunda-feira (4) os jogadores foram ao clube, em pequenos grupos, para a realizações de exames e para tomarem a vacina contra o H1N1.
Athletico
No Furacão o caminho é o mesmo, com instruções via internet e treinamento em casa. O clube segue na espera da liberação das autoridades de saúde para programar uma data para o retorno dos trabalhos no centro de treinamento.
“Mesmo durante as férias, o clube nos deu todo o suporte e apoio. Agora, com esse retorno, teremos todo o trabalho da preparação física para treinarmos ainda mais. Não temos a certeza de quando as coisas vão melhorar, então não perder tanto o condicionamento é importante”, argumentou o meia Lucho, em entrevista ao site do Athletico.
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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