Política Nacional
Motta reafirma compromisso de buscar a eficiência do setor elétrico, em conjunto com o Senado
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou nesta quarta-feira (5) seu compromisso de buscar a modernização e a eficiência do setor elétrico em conjunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Nós não vamos resolver esse problema de uma vez só. Penso que nós temos que ir caminhando, dando passos firmes”, disse ele, ao participar do seminário Energia e Desenvolvimento Regional: Convergência para o Brasil do Futuro, promovido pela operadora de gás natural Eneva, com apoio do portal Poder360.
Segundo Motta, a aprovação da Medida Provisória 1304/25, na semana passada, “demonstrou mais uma vez que o Congresso teve a capacidade de melhorar a proposta do governo, com muito diálogo e conhecimento técnico”.
Quanto às outras medidas provisórias que ainda serão votadas, disse que vai se reunir com Alcolumbre e os líderes partidários para definir como serão as tramitações.
Competitividade
Motta observou que o mundo tem se modernizado, de maneira muito veloz, e o intercâmbio com outros países, conhecendo experiências que vêm dando certo, poderá contribuir com o modelo brasileiro.
Para ele, o Brasil tem uma situação privilegiada, pelas grandes reservas de petróleo, de gás e pela condição de gerar energia limpa.
“Não há como o Brasil ter competitividade internacional sem um sistema elétrico estruturado, que não esteja ineficiente e enfrentando situações que há bem pouco tempo estava vivendo, com instabilidade e alguns apagões”, afirmou. “Isso é uma realidade que nós temos que enfrentar e procurar mudar, porque não dá para conceber, em pleno século 21, que o Brasil ainda esteja convivendo com isso”, acrescentou.
Grandes investimentos
Segundo ele, a solução é uma discussão geral, franca, honesta, reconhecendo onde estão as fragilidades e aproveitando o potencial do Brasil para construir um sistema não só eficiente, mas justo do ponto de vista do custo e atrativo para grandes investimentos nessa área.
“Os grandes grupos só vêm se tiverem, primeiramente, segurança jurídica – seja uma legislação firme e confiável. E é isso que nós também fizemos com as aprovações recentes [de medidas provisórias], que trazem mais tranquilidade, menos burocracia para que esses investimentos possam se estabelecer”, disse.
Motta lembrou que o Brasil, a partir de segunda-feira (10), “será o centro do mundo na discussão das políticas ambientais”, por sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), e terá condições de demonstrar que tem um sistema elétrico que tem procurado evoluir, apesar de todas as dificuldades regulatórias, todas as dificuldades que a burocracia ainda impõe.
Modernização
“Nós temos evoluído e estamos cada vez mais comprometidos com essa pauta. Estar comprometido com essa pauta é garantir que, nos próximos 5, 10, 15, 20 anos, nós vamos poder, em conseguindo ter uma legislação mais moderna, um sistema mais eficiente”, disse.
Motta citou aprovações recentes da Câmara no setor elétrico, como o marco da geração distribuída, da microgeração, em 2022. “Agora, nós estamos no passo seguinte. Além de discutir a geração, nós temos que partir para discutir o armazenamento”, afirmou.
“Acho que é o outro desafio que o Brasil tem para os próximos anos: conciliar a grande capacidade que nós temos de produzir energia limpa com o equilíbrio que o sistema precisa”, acrescentou.
Ele informou que tem discutido a solução para incoerências do modelo com o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que foi ministro de Minas e Energia e relator da Medida Provisória 1304/25 – também presente no seminário.
Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.
A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.
Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.
O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.
O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.
O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.
Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.
Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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