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Colégio da rede estadual promove aulão de Kempô e aumenta diálogo com aulas

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Em alusão ao Outubro Rosa, o Colégio Cívico-Militar Presidente Lamenha Lins, em Curitiba, promoveu nesta sexta-feira (24) um aulão especial de defesa pessoal voltado exclusivamente às alunas, ampliando o significado da campanha ao unir prevenção, autoproteção e empoderamento feminino. A atividade foi baseada na arte marcial Kempô, técnica de origem japonesa que combina movimentos de karatê, jiu-jitsu e judô, com foco em autodefesa, agilidade e controle corporal.

A ação inédita na instituição foi idealizada pela professora de Educação Física Cimara C. Moledo, conhecida nas artes marciais em Curitiba, como ‘Shihan Ci Moledo’, ou ‘Lady Kempô’, que já desenvolve projetos de defesa pessoal feminina fora do ambiente escolar. A atividade contou com o apoio da equipe gestora da escola, incentivando o desenvolvimento da autoestima e do protagonismo das estudantes.

Durante o aulão, as 136 participantes aprenderam técnicas básicas de defesa, posturas de autoproteção e estratégias para evitar situações de risco. Mais atividade física, a proposta buscou despertar o fortalecimento emocional das meninas.

“O papel da escola vai muito além da sala de aula. É também o de formar cidadãs conscientes, confiantes e preparadas para enfrentar os desafios da vida”, destacou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

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Segundo o diretor auxiliar Márcio Hassler, que acompanhou a ação, a atividade soma-se às demais iniciativas que o colégio vem promovendo ao longo do mês, como palestras educativas, produção de materiais ilustrativos e projetos de conscientização realizados pelos próprios estudantes. 

“Mais do que uma atividade pontual, a atividade foi importante para lembrar as alunas sobre o cuidando do corpo, a mente e também para fortalecer a autoconfiança e o senso de união entre elas”, disse.

Para a professora Cimara, a ‘Lady Kempô’, a atividade representou uma oportunidade de ampliar o significado do Outubro Rosa. “Mais do que falar sobre prevenção ao câncer de mama, este é um momento de lembrar que o cuidado com a mulher também envolve fortalecimento físico e emocional. O Kempô trabalha justamente isso: ensina a se proteger, a confiar em si mesma e a perceber sua própria força”, ressaltou.

Para a aluna Marianna Kelly dos Santos (15), matriculada no 1° ano do Ensino Médio, a atividade trouxe consciência prática no dia a dia. “A parte que eu mais gostei da aula foi a simulação na calçada, porque faz parte do nosso dia a dia. Ainda mais pra gente que anda sozinha na rua”, disse.

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KEMPÔ – Arte marcial que combina técnicas tradicionais e movimentos fluidos de defesa pessoal, o método de origem japonesa que reúne técnicas do karatê, jiu-jitsu, judô e boxe chinês, voltadas tanto para a autodefesa quanto para o fortalecimento físico e mental.

Além dos movimentos, o Kempô promove consciência corporal, autocontrole e respeito mútuo por meio da disciplina, confiança e equilíbrio emocional. Por integrar diferentes estilos de combate, é considerada uma arte marcial completa, capaz de preparar o praticante para reagir com eficiência em situações de risco, sempre priorizando a defesa e a segurança pessoal.

CONSCIENTIZAÇÃO – O Outubro Rosa tem como objetivo alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo de câncer que mais afeta mulheres no Brasil e no mundo. Com foco na orientação e conscientização também de crianças e adolescentes foi criado o Outubrinho Rosa, pela Lei nº 15.009/2024, complementando a lei anterior e ampliando a campanha para meninas de até 15 anos de idade.

Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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