Paraná
Fazenda, Receita e Ipardes renovam convênio de acesso a notas fiscais eletrônicas
A Secretaria da Fazenda, a Receita Estadual do Paraná e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) renovaram nesta quarta-feira (7) o convênio de cooperação técnica para acompanhamento e a classificação de produtos, mercadorias e preços com base em documentos fiscais eletrônicos.
O acordo permite que o Ipardes tenha acesso a valores unitários de produtos registrados em documentos fiscais eletrônicos, informação livre de sigilo, e otimiza o cálculo do Índice de Preços Regional do Paraná (IPR), divulgado mensalmente pelo Instituto. O índice é fundamental para o monitoramento da inflação pelo mercado, pelos consumidores e para embasar as políticas econômicas estaduais.
O secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, enfatizou a importância desse convênio para otimizar os processos fiscais e a gestão fazendária. “Essa parceria fortalece os mecanismos de fiscalização e permite uma análise mais precisa dos dados, o que contribui para nossa gestão financeira”, declarou.
Os documentos fiscais eletrônicos são peças-chave na fiscalização e na análise econômica, pois fornecem informações cruciais sobre transações comerciais entre contribuintes. No entanto, lidar com a diversidade de formatos e descrições de produtos presentes nessas notas fiscais é um desafio complexo.
O Ipardes, órgão estadual responsável por estudos estatísticos e econômicos, diz que o acesso às informações das notas fiscais eletrônicas facilita a identificação de produtos, o acompanhamento inflacionário e a análise econômica.
O diretor da Receita Estadual, Roberto Tizon, ressaltou os benefícios mútuos do compartilhamento de dados. “A classificação precisa de mercadorias é essencial para nossas auditorias fiscais. Essa parceria não só aprimora a coleta de informações pelo Ipardes, mas também nossos processos internos, ao contribuir com a precisão das classificações de mercadorias que utilizamos”, explicou.
Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, enfatizou a sinergia entre os órgãos envolvidos. “O convênio demonstra que este é um governo que trabalha em conjunto. Hoje nós pesquisamos 35 produtos em seis municípios e vamos ampliar neste ano para 90 produtos em nove municípios. O IPR é um importante boletim de orientação para o setor produtivo”, afirmou.
PRESENÇAS – Estiveram presentes também na assinatura do convênio a diretora-geral da Secretaria da Fazenda, Marcia do Valle, e o diretor do Centro de Estatística Estadual do Ipardes, Marcelo Antonio.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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