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Paraná compra mais de R$ 140 milhões de micro e pequenas empresas no quadrimestre

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Nos primeiros quatro meses do ano, as compras públicas do Governo do Paraná de micro e pequenas empresas somaram cerca de R$ 147 milhões. O valor representa quase 30% do total das compras públicas realizadas entre janeiro e abril deste ano – aproximadamente R$ 494 milhões.

As micro e pequenas empresas do Paraná são responsáveis por 82% das compras públicas realizadas com empresas desses portes em 2023. O restante está localizado em outros estados.

Os números são do Departamento de Logística para Contratações Públicas (Decon), da Secretaria da Administração e da Previdência, e todos os processos podem ser acompanhados pelo portal do Decon e no Portal da Transparência.

“Esse é um recorte importante e mostra a valorização do micro e pequeno empresário do Paraná e fomenta a economia local. Além da sustentabilidade financeira, garantimos agilidade nos processos de entrega, já que estão mais próximos e na qualidade do que chega até o serviço público. Apoiar os pequenos negócios locais também é importante para incentivar a geração de trabalho e renda”, diz o secretário da Administração, Elisandro Pires Frigo.

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Essas empresas fornecem diversos produtos aos órgãos da Administração Pública, principalmente relacionados a materiais de expediente, produtos de higiene, limpeza e serviços, como de manutenção.

No Paraná, o decreto 10.086/22 regulamenta a Lei 14.133/2021, a Nova Lei de Licitações, e prevê regras especiais para a participação de micro e pequenas empresas em licitações do Estado.

Entre as vantagens para as microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais está a preferência em processos de compras diretas (com dispensa de licitação) que, atualmente, contemplam pedidos de compras até R$ 57 mil ou até R$ 114 mil, neste caso, para serviços de obras, engenharia e manutenção de automóveis.

Em 2022 foram mais de R$ 1,2 bilhão em compras de micro e pequenas empresas no Paraná.

Fonte: Governo PR

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Paraná reduz tempo do diagnóstico de febre amarela em primatas e agiliza vigilância

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O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos (PNH), reduzindo o prazo de liberação dos resultados de cerca de 15 dias para um período entre um e cinco dias úteis. A mudança fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no território paranaense. O Lacen é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz-PR. Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser feito na estrutura do próprio Estado, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a implantação do exame no Lacen/PR amplia a autonomia técnica do Estado e fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância. “Essa descentralização representa um avanço importante para a vigilância epidemiológica do Paraná. Reduzir o tempo de diagnóstico significa agir com mais rapidez diante da circulação do vírus, fortalecendo a prevenção e protegendo a população. O Estado ganha autonomia técnica e mais eficiência no enfrentamento das arboviroses”, disse.

A vigilância da febre amarela em primatas não humanos, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas da circulação viral, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos.

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Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico. Esse protocolo inclui a coleta de amostras biológicas, que deve ser realizada preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen/PR, onde é processado para o exame de RT-qPCR, que identifica a presença do vírus da febre amarela. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados.

Célia Fagundes da Cruz, diretora do Lacen-PR, enfatiza o papel crucial da unidade no suporte diagnóstico e sua consolidação como referência em nível nacional. “O laboratório hoje é o coração de uma rede que garante dados precisos e alta tecnologia para a saúde pública, resultado dos recentes investimentos do Governo do Estado que promoveram uma reestruturação, potencializando a precisão e a excelência dos serviços prestados à população”, afirmou.

Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral.

É importante ressaltar, diz o diretor técnico da Divisão de Vigilância Laboratorial do Lacen/PR, André Dedecek, que a Fiocruz-PR permanece como a grande referência laboratorial regional para essas doenças. Dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas não humanos (PNH) são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, um passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região.

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André Dedecek diz que o Lacen/PR agora tem a autonomia técnica para processar o diagnóstico molecular da febre amarela com a rapidez que a vigilância epidemiológica exige. “Os primatas não humanos são nossos sentinelas, e reduzir o tempo de resposta laboratorial permite que nossas equipes atuem de forma imediata e estratégica nos territórios monitorados”.

Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche dentro deste mesmo processo. Na prática, isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação utilizando uma única reação. Essa inovação trará muito mais agilidade aos resultados, permitindo que o sistema de saúde responda com rapidez e precisão aos desafios epidemiológicos da nossa região.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A orientação é para que a população comunique imediatamente às secretarias municipais de saúde ou órgãos ambientais casos de macacos encontrados mortos ou debilitados.

Fonte: Governo PR

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