Paraná
Estreia da semana, balé “GiselleS” transforma clássico em história de identidade e amor
Após meses de preparação, o Balé Teatro Guaíra (BTG) estreia nesta semana “GiselleS”, releitura contemporânea de um dos balés mais famosos da história. Com apresentações entre 13 e 21 de junho, no Guairão, o espetáculo une dança, teatro e música ao vivo executada pela Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), em uma montagem que aproxima um clássico do século XIX das questões do mundo atual.
Inspirada em “Giselle”, balé romântico criado em 1841 pelo compositor Adolphe Adam sobre um libreto de Jules-Henri Vernoy de Saint-Georges e Théophile Gautier, a produção mantém a essência da história original, mas propõe novos olhares sobre temas como identidade, aparências, relacionamentos e as diferentes versões que as pessoas mostram de si mesmas.
“O que buscamos foi aproximar o público dessa história. É uma trama que continua muito atual, fala sobre amor, perda, remorso e sobre aquilo que realmente importa em nossas vidas, especialmente em uma época de redes sociais, em que a aparência ocupa um espaço tão grande na vida das pessoas”, afirma o diretor do BTG, Luiz Fernando Bongiovanni.
NOVIDADES – Uma das principais novidades da montagem está na personagem-título. Em vez de uma única Giselle, o espetáculo apresenta três intérpretes para representar diferentes dimensões da protagonista simultaneamente. “O ser humano é multifacetado. Gosto da ideia de uma mulher com tanta potência de vida que precisa se manifestar em três figuras”, diz Bongiovanni.
O diretor aponta que a presença de dois elencos que se alternam durante a temporada oferece experiências distintas ao público, já que cada intérprete imprime características próprias aos personagens. “São artistas que trazem leituras diferentes para a cena. Quem assistir aos dois elencos verá nuances e emoções distintas surgirem da mesma história”.
A montagem também marca mais um encontro entre o BTG e a OSP. Para o maestro convidado Gabriel Rhein-Schirato, a força da música é uma das razões que fazem “Giselle” permanecer nos palcos há quase dois séculos. “O que mantém a obra viva é sua teatralidade. É uma música profundamente conectada aos personagens e aos acontecimentos da trama”, afirma.
A produção reúne cenários de Renato Theobaldo, que promete uma conversa dos bailarinos com o que estará à sua volta. “A cenografia participa do balé de uma maneira que não é só uma paisagem. Apesar de enxuta, ela participa não só como forma de pontuar o espaço, os bailarinos se envolvem nessa cenografia, numa linguagem mais contemporânea”.
“GiselleS” também reúne dramaturgia de Edson Bueno, figurinos de Eduardo Giacomini, iluminação de Lucas Amado e produção de vídeo de Eduardo Ramos. A Orquestra Sinfônica do Paraná tem direção musical do maestro Roberto Tibiriçá.
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HISTÓRIA – A relação entre o Teatro Guaíra e “Giselle” também faz parte da história da dança brasileira. Foi em uma montagem realizada pela companhia, em 1976, que a bailarina Ana Botafogo interpretou pela primeira vez um papel principal. “Foi meu lançamento no Brasil como bailarina profissional”, relembra a artista, que acompanhou parte dos ensaios da nova produção enquanto estava em Curitiba.
Na década de 1980, uma nova montagem reafirmou a força desse repertório na identidade da companhia, com destaque para a interpretação de Eleonora Greca e Jair Moraes. O retorno ao clássico, naquele momento, dialogava com uma fase de expansão artística, marcada também pelo sucesso de “O Grande Circo Místico”, que levou o BTG ao reconhecimento internacional.
Serviço
“GiselleS” – Balé Teatro Guaíra, com participação da Orquestra Sinfônica do Paraná
Data: 13 e 14 (sábado e domingo) e de 18 a 21 (quinta a domingo) Quinta a sábado, às 20h30; domingo, às 18 horas
Local: Teatro Guaíra – Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro – Curitiba/PR
Tempo de duração do espetáculo: Aproximadamente 1h30
Classificação etária: 6 anos
Regente convidado: Gabriel Rhein-Schirato
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada), à venda em DiskIngressos e na bilheteria do Teatro Guaíra. Lugares marcados.
Bilheteria do Teatro Guaíra: Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro – Curitiba/PR. De segunda-feira a sexta, das 10h às 14h e das 15h às 19h. Em dias de evento, a bilheteria abre com 2 horas de antecedência ao horário de início da apresentação.
Fonte: Governo PR
Paraná
Obra com recursos do Estado, Biblioteca Central da UEL chega a 85% de conclusão
As obras da nova Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina (UEL) atingiram cerca de 85% da execução e entraram na fase final de conclusão, com previsão de entrega em agosto. Paralelamente ao avanço da construção, a universidade já começou a receber equipamentos que integrarão a estrutura tecnológica do novo espaço, reforçando os preparativos para a modernização dos serviços oferecidos à comunidade acadêmica.
Segundo a Prefeitura do Campus (PCU), a obra encontra-se na fase de acabamentos, com execução de serviços como instalações elétricas, pintura, colocação de forros, instalação de elevador, catracas de acesso, sistemas de prevenção e combate a incêndio, rede lógica, comunicação visual e instalação de metais nos sanitários.
Retomada em setembro de 2024 após a liberação de recursos do Governo do Paraná, a construção representa um investimento superior a R$ 10 milhões e integra o conjunto de ações voltadas à modernização dos espaços de ensino, pesquisa e extensão da universidade.
Projetado para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer melhores condições de estudo e permanência aos usuários, o novo prédio foi concebido para atender às demandas contemporâneas das bibliotecas universitárias, com ambientes mais acessíveis, funcionais e tecnologicamente atualizados.
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SISTEMA – Enquanto a construção avança, o Sistema de Bibliotecas da UEL também se prepara para a mudança e para a implantação de novos serviços. Parte dos equipamentos que irão compor a estrutura tecnológica da nova Biblioteca Central já foi adquirida e começou a chegar. Os materiais estão armazenados temporariamente no prédio atual, aguardando a conclusão das obras.
Com recursos de R$ 1,7 milhão liberados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em dezembro de 2025, a UEL adquiriu totens de autoatendimento, estações de trabalho, leitor de inventário, antenas de segurança e cerca de 290 mil etiquetas RFID. A implantação da tecnologia RFID também envolve o processo de etiquetagem de todo o acervo bibliográfico, iniciado em fevereiro deste ano e com previsão de término antes da transferência para o novo edifício.
Além disso, foram adquiridos armários inteligentes com tecnologia RFID, que permitirão a retirada e devolução de materiais em regime de autoatendimento. A expectativa é que o sistema funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, ampliando o acesso aos serviços e oferecendo mais autonomia aos usuários.
Fonte: Governo PR
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