Paraná
Centelha III entra na reta final de inscrições para replicar sucesso de startups já beneficiadas
O prazo para transformar uma ideia inovadora em um negócio de base tecnológica está chegando ao fim. Empreendedores, estudantes e pesquisadores têm até 22 de junho para submeter seus projetos na terceira edição do Programa Centelha. Executado pela Fundação Araucária, a iniciativa conta com um investimento global de R$ 4,6 milhões para subsidiar até 48 empresas inovadoras no Estado.
O balanço parcial das inscrições no edital aponta um cenário de forte mobilização por parte da comunidade acadêmica e do setor empresarial. Até o momento, o sistema oficial do programa já contabiliza 199 ideias iniciadas na plataforma, das quais 91 propostas foram oficialmente submetidas.
Dentro das temáticas que mais receberam inscrições está o segmento de inteligência artificial e machine learning, concentrando 43,1% do total das intenções registradas. O setor de automação aparece na sequência, respondendo por 9,2% das propostas, enquanto os segmentos de internet das coisas e de TI e telecomunicações dividem o interesse dos participantes com 6,2% das inscrições cada um. As três regiões que mais submeteram ideias no edital foram: a Metropolitana de Curitiba com 27 ideias, a Norte Central com 16 ideias e a Oeste com ideias.
“Ver a Inteligência Artificial no topo das intenções confirma que os novos empreendedores estão conectados com as tendências globais do mercado. O papel do Centelha é o de também oferecer a base necessária para que essas ideias se transformem em negócios sustentáveis e de forte impacto econômico para o Paraná”, ressaltou o diretor de Ciência, Tecnologia e de Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.
RECURSOS APLICADOS – O impacto real do programa pode ser medido por negócios estruturados em edições anteriores. Startups que receberam o fomento inicial do Centelha, como a HYPH Proteínas Alternativas, que conseguiu validar seus protótipos de laboratório, registrar patentes e escalar comercialmente no mercado nacional.
“Nós partimos da ideia de desenvolver proteínas à base de micélio para substituir dietas alimentares e, principalmente, atender ao público vegano e flexitariano, que possui uma demanda muito alta por um perfil completo de aminoácidos. O recurso do Centelha permitiu que construíssemos e equipássemos o nosso primeiro laboratório, adquirindo diversos equipamentos — desde autoclave até estufa BOD para o cultivo e análise completa de fungos”, informou o proprietário da HYPH, Matheus Martines.
“Portanto, foi um investimento essencial para o nascimento da empresa. Agora, com o espaço devidamente equipado, podemos prosseguir com estratégias mais ousadas e ambiciosas para viabilizar projetos técnicos maiores”, disse.
PERFIL DOS CANDIDATOS – O perfil dos proponentes do Centelha III revela uma composição heterogênea em relação à origem institucional e ao nível de escolaridade dos participantes. A maioria das propostas, representando 83,1% do montante, provém de outros segmentos da sociedade civil não vinculados diretamente a grandes organizações.
A administração pública responde por 9,2% das iniciativas, enquanto empresas já constituídas que buscam desenvolver novos produtos ou processos somam 7,7%. No quesito acadêmico, o edital atrai mão de obra altamente qualificada, uma vez que 43,1% dos líderes de projetos possuem nível de graduação e 39,2% são oriundos da pós-graduação, englobando mestres e doutores. O público com formação de ensino médio ou técnico também marca presença relevante, correspondendo a 17,6% dos inscritos.
DÚVIDAS FREQUENTES – Uma das principais orientações diz respeito à forma de envio dos projetos, que neste primeiro momento deve ser realizada obrigatoriamente sob o CPF da pessoa física responsável pela ideia. Os candidatos também precisam ficar atentos à transição entre as etapas: embora na primeira fase seja permitido que um mesmo proponente submeta múltiplas propostas, a regra torna-se rigorosa na segunda fase, quando passa a ser terminantemente proibido que uma mesma pessoa integre mais de um projeto, sendo permitida apenas uma única participação por indivíduo.
Outro ponto que frequentemente gera dúvidas entre os empreendedores é a distinção financeira entre a subvenção econômica e as bolsas de incentivo. O valor principal da subvenção, fixado em R$ 96 mil por projeto aprovado, é de uso restrito para o custeio de despesas operacionais da empresa, como compra de materiais e contratação de serviços essenciais.
As bolsas, por outro lado, constituem um recurso adicional repassado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que serve exclusivamente para o pagamento dos pesquisadores e não interfere na previsão orçamentária ou no limite de gastos da subvenção. Esses auxílios podem contemplar profissionais que possuam desde o nível médio de formação até o estágio de pós-doutorado, sendo que a indicação oficial dos nomes dos bolsistas deve ser formalizada logo no início da contratação da empresa.
O Centelha é executado pela Fundação Araucária e promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a Fundação CERTI. No Paraná, a iniciativa também conta com o apoio das Secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Inovação e Inteligência Artificial.
Clique aqui para submeter sua ideia inovadora .
Para mais informações sobre o edital e orientações diversas acesse o site do programa.
Fonte: Governo PR
Paraná
Obra com recursos do Estado, Biblioteca Central da UEL chega a 85% de conclusão
As obras da nova Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina (UEL) atingiram cerca de 85% da execução e entraram na fase final de conclusão, com previsão de entrega em agosto. Paralelamente ao avanço da construção, a universidade já começou a receber equipamentos que integrarão a estrutura tecnológica do novo espaço, reforçando os preparativos para a modernização dos serviços oferecidos à comunidade acadêmica.
Segundo a Prefeitura do Campus (PCU), a obra encontra-se na fase de acabamentos, com execução de serviços como instalações elétricas, pintura, colocação de forros, instalação de elevador, catracas de acesso, sistemas de prevenção e combate a incêndio, rede lógica, comunicação visual e instalação de metais nos sanitários.
Retomada em setembro de 2024 após a liberação de recursos do Governo do Paraná, a construção representa um investimento superior a R$ 10 milhões e integra o conjunto de ações voltadas à modernização dos espaços de ensino, pesquisa e extensão da universidade.
Projetado para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer melhores condições de estudo e permanência aos usuários, o novo prédio foi concebido para atender às demandas contemporâneas das bibliotecas universitárias, com ambientes mais acessíveis, funcionais e tecnologicamente atualizados.
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SISTEMA – Enquanto a construção avança, o Sistema de Bibliotecas da UEL também se prepara para a mudança e para a implantação de novos serviços. Parte dos equipamentos que irão compor a estrutura tecnológica da nova Biblioteca Central já foi adquirida e começou a chegar. Os materiais estão armazenados temporariamente no prédio atual, aguardando a conclusão das obras.
Com recursos de R$ 1,7 milhão liberados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em dezembro de 2025, a UEL adquiriu totens de autoatendimento, estações de trabalho, leitor de inventário, antenas de segurança e cerca de 290 mil etiquetas RFID. A implantação da tecnologia RFID também envolve o processo de etiquetagem de todo o acervo bibliográfico, iniciado em fevereiro deste ano e com previsão de término antes da transferência para o novo edifício.
Além disso, foram adquiridos armários inteligentes com tecnologia RFID, que permitirão a retirada e devolução de materiais em regime de autoatendimento. A expectativa é que o sistema funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, ampliando o acesso aos serviços e oferecendo mais autonomia aos usuários.
Fonte: Governo PR
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