Brasil
MCTI investe R$ 188 milhões em inovação industrial, infraestrutura científica e fortalecimento da pesquisa em Alagoas
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinou, em Maceió, nesta segunda-feira (11), quatro novos projetos operados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para apoiar inovação industrial, infraestrutura científica e fortalecimento da pesquisa aplicada em Alagoas. No mesmo evento, realizado no Palácio República dos Palmares, ocorreu também o lançamento oficial da nova fase do Mais Ciência na Escola, programa que visa expansão de tecnologias digitais e experimentação científica em escolas da rede pública.
“É a Ciência e a Inovação impulsionando desenvolvimento e oportunidades no Estado. Porque um dos nossos compromissos é enfrentar as desigualdades regionais desse país”, disse a chefe da pasta em discurso.
Entre os investimentos, estão a modernização e a ampliação da infraestrutura da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) para o reforço da capacidade de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da universidade, além do apoio ao laboratório multiusuário de tecnologias ambientais no Instituto Federal de Alagoas (IFAL), bem como a sua manutenção.
“A ação do Ministério chega aonde a população precisa, com foco na expansão da pesquisa científica, na formação de profissionais qualificados e na promoção da inclusão social por meio da tecnologia, gerando impacto direto na economia e na qualidade de vida da população alagoana”, continuou Luciana Santos.
Outro projeto anunciado no evento foi o “Pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias inteligentes com conceitos de indústria 4.0 para envase”, em parceria com a Norsa Refrigerantes S.A. Nele, serão aportados mais de R$ 160 milhões em crédito reembolsável para desenvolvimento, pesquisa e implementação de processos inovadores com o objetivo de ampliar a produtividade e competitividade do mercado. “Este é um dos maiores investimentos industriais apoiados pela Finep no estado, fortalecendo a indústria 4.0 e a inovação produtiva”, colocou a ministra.
Mais Ciência na Escola
Além do anúncio de novos projetos, Alagoas também recebeu a nova etapa do Mais Ciência na Escola, que vai ser implementado em mais 15 escolas, dobrando, assim, o número de unidades de ensino beneficiadas.
Com o novo investimento, o valor aplicado no programa no estado salta para R$ 3 milhões e o número de estudantes impactados chega a 300. “É ciência entrando na escola pública, é oportunidade chegando aonde muitas vezes ela demorou a chegar”, disse a ministra.
No mesmo sentido, o governador do estado, Paulo Dantas, comemorou os investimentos, especialmente nos ambientes de pesquisa e aqueles voltados para os estudantes. “A nossa juventude é quem renova a ciência e a tecnologia. Eles são o futuro do Alagoas. E essa expansão vai abrir ainda mais oportunidades para eles”, afirmou.
Até então, o estado contava com 15 escolas participantes, a partir do projeto executado pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC) nos municípios de São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Arapiraca.
“É muito bonito ver a juventude alagoana botando a mão na massa, tendo oportunidade, cuidando do clube de ciência e desenvolvendo a sua vocação para a ciência. É isso que a gente quer: a juventude de Alagoas contribuindo para fazer a ciência brasileira cada vez mais diversa e comprometida com o social e com o desenvolvimento do nosso país”, afirmou a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes.
Estudante da escola Estadual Senador Rui Palmeira, no município de Arapiraca, Nadja Hellysa dos Santos Silva, de 16 anos, destacou a importância da iniciativa para ampliar seus horizontes. “O projeto fez com que eu descobrisse coisas sobre mim que eu mesma não sabia. Fez eu me encontrar em áreas que eu não achei que iria gostar, me fez ter mais contato com as pessoas e conhecer lugares em que nunca imaginei estar. Essa experiência faz com que a gente tenha mais pensamentos futuros sobre o que a gente quer ser”, resumiu.
Lançado em 2024, o Mais Ciência na Escola tem o objetivo de promover o letramento digital e a educação científica, com a implementação de laboratórios mão na massa dentro das escolas públicas — espaços em que os estudantes colocam em prática ideias e criações inovadoras. O programa ainda oferece formação de professores e bolsas para educadores e alunos.
Nesta segunda fase, o projeto coordenado pelo Instituto Federal de Alagoas (IFAL) envolve escolas de ensino médio e fundamental, em São Miguel dos Campos, Maragogi, Roteiro, Barra de São Miguel, Campo Alegre, Satuba, Maceió e Arapiraca. A iniciativa contempla estratégias de inclusão e ações afirmativas, assegurando a participação de estudantes em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiência e grupos subrepresentados.
Título de Cidadã Honorária
Mais cedo, a ministra Luciana Santos recebeu o título de Cidadã Honorária de Maceió pela Câmara Municipal. “É uma honra que guardarei para sempre no coração, um presente que recebo de uma cidade de história grandiosa, de beleza singular e de um povo acolhedor, forte e generoso”, agradeceu a chefe da pasta.
Para a ministra, a homenagem é um reconhecimento pela caminhada construída coletivamente por um Brasil mais justo, desenvolvido e soberano. “Recebo esse título não apenas como uma conquista pessoal, mas como expressão de um projeto de país que implementamos diariamente nas batalhas políticas e sociais travadas ao lado do nosso povo”, comemorou.
Brasil
Operação desarticula grupo suspeito de aplicar golpe do “falso executivo” contra empresas
Porto Alegre, 9/6/26 – Com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Interface, ação interestadual voltada ao combate de uma organização especializada em estelionatos eletrônicos na modalidade conhecida como golpe do “falso executivo”.
Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, sendo 60 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão e ordens judiciais de bloqueio de dezenas de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso.
As investigações apontam que o esquema causou prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil a uma empresa do setor industrial do Rio Grande do Sul. A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (2ª DPRM/RS), com apoio operacional das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.
Como funcionava o esquema
Segundo a apuração policial, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para criar perfis falsos em aplicativos de mensagens com fotografias, nomes e informações públicas de executivos das empresas-alvo. Com isso, convenciam funcionários dos setores financeiros a realizar transferências bancárias sob a alegação de demandas urgentes e sigilosas.
O golpe era executado a partir da região de Cuiabá (MT), e os valores obtidos eram rapidamente pulverizados para contas bancárias de terceiros em diferentes estados da federação, dificultando o rastreamento dos recursos.
A investigação identificou uma estrutura hierárquica organizada e especializada. Os chamados articuladores e executores eram responsáveis pelo planejamento das fraudes e pelo contato direto com as vítimas, enquanto os gerentes coordenavam a movimentação financeira dos valores obtidos ilicitamente.
O grupo também contava com os chamados “tripeiros”, encarregados de recrutar contas bancárias mediante pagamento de comissões, e os “conteiros”, pessoas que cediam suas contas correntes para receber os recursos provenientes dos golpes.
Para dificultar a ação das autoridades, a organização utilizava a técnica conhecida como pulverização financeira, fragmentando os valores em dezenas de contas bancárias distribuídas em diversos estados, especialmente em instituições financeiras digitais.
Atuação do Ciberlab
Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a integração entre as forças de segurança tem sido fundamental para enfrentar organizações criminosas que atuam no ambiente digital.
“Os grupos criminosos que praticam fraudes eletrônicas atuam de forma cada vez mais sofisticada, explorando a tecnologia e a engenharia social para causar prejuízos expressivos às vítimas. O apoio do Ciberlab fortalece a capacidade investigativa das polícias civis, amplia o compartilhamento de inteligência e contribui para a identificação das estruturas financeiras que sustentam essas organizações criminosas”, destacou.
Responsável pela investigação, a delegada Luciane Bertoletti ressaltou o grau de planejamento empregado pelos criminosos.
“Esse tipo de golpe tem se tornado comum no ambiente corporativo brasileiro. Os criminosos realizam um estudo prévio e minucioso da estrutura das empresas, identificam quem são os executivos e quais funcionários têm acesso direto ao setor financeiro. A partir daí, utilizam engenharia social com o uso de fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes, capazes de enganar operadores experientes”, afirmou.
Investigados podem responder por três crimes
Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem ultrapassar 26 anos de reclusão.
Operação Interface
O nome da operação faz referência ao principal instrumento utilizado pelos criminosos para aplicar as fraudes: as interfaces digitais dos aplicativos de mensagens, por meio das quais os investigados simulavam a identidade de executivos e estabeleciam uma falsa relação de confiança com funcionários das empresas-alvo.
A ação integra os esforços de cooperação entre o MJSP e as polícias civis para o enfrentamento qualificado dos crimes cibernéticos, do estelionato eletrônico e das organizações criminosas que utilizam o ambiente digital para obter vantagens ilícitas.
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