Paraná
Comunitária e participativa: Teia/Fórum Cultura Viva Paraná debaterá diretrizes para o setor
A Secretaria da Cultura do Paraná (Seec-PR)) realiza, nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro, o Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026, no câmpus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. O encontro é promovido com apoio da Comissão dos Pontos de Cultura do Paraná e Ministério da Cultura, por meio do Programa Cultura Viva, e reunirá representantes de Pontos e Pontões de Cultura de todas as regiões do Estado para a construção coletiva de diretrizes, políticas e estratégias de fortalecimento da cultura comunitária e participativa.
Inicialmente agendado para 22 e 23 de novembro de 2025, o evento foi remarcado para o final de janeiro de 2026 por conta das fortes chuvas que atingiram o Paraná naquele período. O encontro integra a etapa preparatória para o V Fórum Nacional de Pontos de Cultura e para a 6ª Teia Nacional, e tem como tema central “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”.
Fóruns e Teias de Pontos de Cultura são espaços de articulação, diálogo e participação social, voltados ao fortalecimento da Política Nacional de Cultura Viva, promovendo a troca de experiências e a valorização da produção cultural nos territórios.
Durante os três dias de programação, serão realizados debates, plenárias, grupos de trabalho e apresentações culturais, organizados em torno de três eixos principais: o Plano Nacional Cultura Viva para os próximos 10 anos; a Governança da Política Nacional de Cultura Viva; e Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística. As propostas elaboradas no âmbito do encontro serão sistematizadas e encaminhadas para discussão em nível nacional.
De acordo com a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, o fórum reforça o compromisso com a gestão pública compartilhada. “O Fórum e a Teia são espaços fundamentais de escuta, troca e construção coletiva das políticas culturais. É nesse diálogo direto com os Pontos de Cultura que reafirmamos o compromisso com uma gestão pública compartilhada, que reconhece o papel da cultura como força viva nos territórios e como direito de cidadania”, afirma.
Para a diretora de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura da Seec-PR, Laura Haddad, o evento ocorre em um momento importante para a política Cultura Viva no Paraná. “Este fórum acontece em um momento estratégico para a consolidação de diretrizes, o fortalecimento das redes culturais e o planejamento das próximas ações do movimento Cultura Viva no Estado”, destaca.
As inscrições estão encerradas.
Confira a programação completa:
Sexta-feira | 30 de janeiro
14h | Credenciamento
15h | Abertura com apresentação cultural
15h30 | Composição da mesa
16h | Leitura e aprovação do regimento
17h | Café cultural
17h45 | Abertura oficial
18h | Composição da mesa de autoridades
19h | Apresentação da Secretaria de Estado da Cultura
19h30 | Apresentação cultural
20h | Encerramento
Sábado | 31 de janeiro
08h | Café cultural e apresentação
10h | Palestra magna “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, com Leandro Anthon (Ministério da Cultura)
12h | Almoço e inscrições de representantes dos Pontos de Cultura
13h30 | Grupos de Trabalho
16h | Café cultural
16h30 | Apresentação das propostas
19h30 | Apresentação cultural com o grupo JÓGÓG
20h | Encerramento
Domingo | 1.º de fevereiro
08h | Café cultural e apresentação de Congada da Lapa
09h | Eleição
12h | Almoço
13h30 | Plenária de encaminhamentos
15h | Moções
15h30 | Considerações finais e apresentação cultural da Batucada do Quilombo
17h30 | Encerramento
Serviço:
Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026
Datas: 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2025
Local: Câmpus Universitário Cedeteg – Unicentro
Alameda Élio Antonio Dalla Vecchia, 838, Vila Carli, Guarapuava
Inscrições encerradas
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná reduz tempo do diagnóstico de febre amarela em primatas e agiliza vigilância
O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos (PNH), reduzindo o prazo de liberação dos resultados de cerca de 15 dias para um período entre um e cinco dias úteis. A mudança fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no território paranaense. O Lacen é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz-PR. Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser feito na estrutura do próprio Estado, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a implantação do exame no Lacen/PR amplia a autonomia técnica do Estado e fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância. “Essa descentralização representa um avanço importante para a vigilância epidemiológica do Paraná. Reduzir o tempo de diagnóstico significa agir com mais rapidez diante da circulação do vírus, fortalecendo a prevenção e protegendo a população. O Estado ganha autonomia técnica e mais eficiência no enfrentamento das arboviroses”, disse.
A vigilância da febre amarela em primatas não humanos, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas da circulação viral, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos.
Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico. Esse protocolo inclui a coleta de amostras biológicas, que deve ser realizada preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen/PR, onde é processado para o exame de RT-qPCR, que identifica a presença do vírus da febre amarela. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados.
Célia Fagundes da Cruz, diretora do Lacen-PR, enfatiza o papel crucial da unidade no suporte diagnóstico e sua consolidação como referência em nível nacional. “O laboratório hoje é o coração de uma rede que garante dados precisos e alta tecnologia para a saúde pública, resultado dos recentes investimentos do Governo do Estado que promoveram uma reestruturação, potencializando a precisão e a excelência dos serviços prestados à população”, afirmou.
Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral.
É importante ressaltar, diz o diretor técnico da Divisão de Vigilância Laboratorial do Lacen/PR, André Dedecek, que a Fiocruz-PR permanece como a grande referência laboratorial regional para essas doenças. Dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas não humanos (PNH) são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, um passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região.
André Dedecek diz que o Lacen/PR agora tem a autonomia técnica para processar o diagnóstico molecular da febre amarela com a rapidez que a vigilância epidemiológica exige. “Os primatas não humanos são nossos sentinelas, e reduzir o tempo de resposta laboratorial permite que nossas equipes atuem de forma imediata e estratégica nos territórios monitorados”.
Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche dentro deste mesmo processo. Na prática, isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação utilizando uma única reação. Essa inovação trará muito mais agilidade aos resultados, permitindo que o sistema de saúde responda com rapidez e precisão aos desafios epidemiológicos da nossa região.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A orientação é para que a população comunique imediatamente às secretarias municipais de saúde ou órgãos ambientais casos de macacos encontrados mortos ou debilitados.
Fonte: Governo PR
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