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Paraná

Um dia após temporal, 217 mil unidades consumidoras do Paraná estão sem energia elétrica, diz Copel

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Um dia após o temporal que causou estragos no Paraná, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que 217 mil unidades consumidoras ainda estavam sem luz, na noite desta quarta-feira (1º).

A chuva com ventos fortes gerouprejuízos em 65 cidades, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil.

Onze pessoas ficaram feridas. Em Palmeira, nos Campos Gerais, um idoso morreu após ser atingido por uma telha durante o vendaval.

Segundo a Copel, houve interrupção do fornecimento de energia em 1,6 milhão de unidades consumidoras do estado. O problema foi causado por quedas de árvores ou outros objetos na rede elétrica, além de ventos e raios.

Veja, abaixo, as regiões mais atingidas pela falta de energia elétrica (balanço divulgado no final da tarde desta quarta-feira):

  • Curitiba, Região Metropolitana e litoral – 118 mil desligamentos
  • Região centro-sul – 46 mil desligamentos;
  • Região oeste – 39 mil desligamentos.

A companhia informou ainda que Curitiba possui 27 mil unidades consumidoras sem energia na noite desta quarta-feira.

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Os municípios mais atingidos na Região Metropolitana da capital são Campo do Tenente, com 3 mil unidades sem fornecimento, Mandirituba, com 7,5 mil unidades, Quitandinha, com 7,6 mil, e Rio Negro, que apresenta 1,4 mil unidades sem luz.

Desabastecimento de água

Com a falta de energia elétrica, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) interrompeu o rodízio de água em Curitiba e Região Metropolitana, nesta quarta e quinta-feira (2).

De acordo com a Sanepar, o rodízio deve ser retomado a partir de sexta-feira (3).

A interrupção no fornecimento de energia afetou as estações de tratamento de Água Miringuava e Água Cotia. Um milhão de pessoas ficaram sem água, de acordo com a companhia.

Os centros de reservação Guarituba Redondo, Campo Comprido, São Braz, Aeroporto, Colônia Farias, Jardim Nezita, Jardim Araçatuba, Lapa, Mariental, Mandirituba, que distribuem água para bairros da capital e cidades da região também foram afetados.

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Paraná

Romanelli exige punição imediata às concessionárias de pedágio

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O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) exige um posicionamento firme do DER/PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) em relação à aplicação de penalidades previstas em lei às concessionárias de pedágio. Segundo Romanelli, muitas obras nas rodovias pedagiadas não foram concluídas, outras sequer iniciadas, o que contraria os contratos das empresas com o Estado.

“Os contratos de concessão se encerram em novembro de 2021 e as concessionárias de rodovias têm obras pendentes de execução. O DER precisa agir rápido e com rigor para que essas obras sejam finalizadas, antes do encerramento do contrato”, alerta Romanelli.

Em decisão, o Ministério Público Federal (MPF) recomenda ao DER que autuações contra concessionárias sejam concluídas. A recomendação é para que “sejam tomadas as devidas providências para a conclusão de autos de infração lavrados há meses contra as concessionárias Econorte, Viapar e Caminhos do Paraná em decorrência do inadimplemento de obrigações assumidas relacionadas à realização de obras e prestação de serviços”.

“Além dos acordos lesivos do MPF com as concessionárias, há pelo menos 31 autos de infração e nenhum parecer referente à punição do Estado às concessionárias, que não cumpriram o contrato. O DER precisa se manifestar em relação à aplicação de multas, já que as empresas estão em desacordo com os prazos estabelecidos pelo rito em contrato”, avalia Romanelli.

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Norte — Romanelli cita como exemplo o caso da Econorte, que mantém três praças de pedágio no Norte do Estado: em Jataizinho, Jacarezinho e Sertaneja. As duas primeiras praças, inclusive, são as que cobram a maior taxa de pedágio do Paraná, uma das maiores do Brasil.

A Econorte foi autuada em março de 2019 pela não conclusão no tempo devido das obras de duplicação da BR-369, das obras de travessia inferior e marginal na BR-153 e das obras de intersecção na BR-153.

“É uma cobrança absurda. Os paranaenses estão há mais de duas décadas pagando o pedágio mais caro do Brasil, e as obras que deveriam ser feitas, ou não foram concluídas ou sequer saíram da fase de projeto”, diz Romanelli.

As obras da Econorte estão em execução na BR-369, no trecho entre Cornélio Procópio e o trevo de acesso a Uraí. Iniciada em 2018, está prevista para terminar em 2021. Mas, do total de 15,16 km de duplicação previstos, apenas 15,9% foram realizados.

Na mesma rodovia, no trecho entre o trevo de Uraí e Jataizinho, a Econorte executou apenas 23,2% das obras de duplicação de 19,2 km que devem ser entregues até o final de 2021.

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“É um descaso com os paranaenses e o DER precisa se manifestar. Não podemos permitir que casos como esses sirvam de incentivo para nenhuma empresa prestadora de serviço público. É preciso agir para cobrar celeridade na obra ou aplicar multas pelo descumprimento do contrato”, aponta o deputado.

Outras quatro obras que a Econorte deveria realizar até o fim do ano que vem, ainda estão apenas na fase de previsão: a construção de terceira faixa na PR-445 (entre Londrina e Bela Vista do Paraíso) e as intersecções na PR-323 com a PR-160 (Sertaneja) e com a PR-437 (Sertanópolis), além da BR-153, no km 18 (Jacarezinho).

Autuações — Além da Econorte, a Viapar e a Caminhos do Paraná também têm autos de infração. A Caminhos do Paraná foi autuada 16 vezes devido ao atraso no cronograma de obras de duplicação da BR-277 (Guarapuava) e duplicação da BR-476, no trecho entre Araucária e Lapa, entre outros.

Já contra a Viapar constam 14 autos de infração pelo atraso na apresentação dos projetos executivos das obras no Contorno de Jandaia do Sul (BR-376).

O DER disse que vai cumprir a recomendação do MPF quanto aos autos de infração relativos às concessionárias Econorte, Viapar e Caminhos do Paraná.

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