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Política

Servidores passam a noite na Assembleia Legislativa do Paraná

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Por RPC Curitiba e G1 PR

Cerca de 400 servidores passaram a noite de terça-feira (9) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, de acordo com o Fórum das Entidades Sindicais (FES). No início da manhã desta quarta-feira (10), eles continuavam “acampados” no local.

Parte dos servidores está com as atividades paralisadas desde 25 de junho. A categoria reivindica o pagamento de 4,94% referente à inflação dos últimos 12 meses e negociação dos atrasados.

Em frente à Casa, há barracas com mais servidores. Eles improvisaram um café da manhã ali. Os servidores que dormiram na Alep pretendem acompanhar a sessão plenária marcada para começar às 10h.

Sessão interrompida

Na tarde de terça, os servidores estaduais em greve protestaram na Alep. Eles lotaram as galerias, gritaram palavras de ordem e chegaram a interromper a sessão ordinária por cerca de cinco minutos.

Quatrocentos servidores estavam credenciados para acompanhar a sessão. Outro grupo ocupou corredores de acesso ao Plenário. Os servidores pediram o cumprimento da data-base e a saída do secretário de Educação, Renato Feder.

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Os funcionários públicos permaneceram no prédio mesmo após o fim da sessão, que não tratou de nenhum projeto relacionado ao reajuste dos servidores. Eles aguardavam o resultado de uma reunião com o governo – com a participação de deputados.

Na segunda-feira (8), o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a proposta do governo, de 5,09% em quatro etapas até 2022, será discutida somente após o recesso parlamentar, em agosto.

O que dizem as partes

Confira o que as partes envolvidas disseram, ainda na terça-feira, por meio de notas:

O FES lamentou que o governo não tenha apresentado “uma proposta coerente de reposição da inflação aos servidores estaduais, que estão com salários congelados há mais de três anos”.

“Esperamos que o governador Ratinho Junior se sensibilize com a pauta da categoria e se disponha a dialogar com os representantes dos servidores públicos afim de encontrar uma saída para a greve que já dura mais de duas semanas”, informou o comunicado.

Já a Alep informou que a sessão transcorreu conforme o previsto e que os projetos da ordem do dia foram votados “sem qualquer prejuízo”.

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“Depois de encerrada a sessão, os manifestantes decidiram permanecer nas galerias para aguardar o resultado de uma reunião que acontece na sede de Poder Executivo para debater a reposição salarial dos servidores”, dizia a nota.

Governo do Paraná informou que mantém a proposta que vem sendo negociada com os servidores, resultado das reuniões dos últimos dias, de fazer uma antecipação de 2% em janeiro de 2020.

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Política

Governo repassa R$ 40 milhões para transporte coletivo de Curitiba, e Urbs garante passagem a R$ 4,50 até 2020

Publicado

AEN

O governo do Estado formalizou nesta sexta-feira (19) um convênio com a Prefeitura de Curitiba para manter o preço da tarifa e trazer melhorias no transporte coletivo da Capital e da Região Metropolitana. O documento foi assinado pelo governador em exercício Darci Piana e pelo prefeito Rafael Greca e prevê o repasse de R$ 40 milhões para subsidiar a integração do transporte público metropolitano.

Além de contribuir para que o valor da passagem de ônibus permaneça em R$ 4,50 – valor abaixo da tarifa técnica, que é de R$ 4,79 – o convênio também prevê a implantação de novas faixas exclusivas para ônibus, novas linhas e novas integrações no transporte coletivo metropolitano.

“Este convênio demonstra o diálogo e o relacionamento estreito do Governo do Estado com Curitiba e garante a manutenção do valor da passagem”, afirmou Piana. “O governo não poderia ficar fora de um projeto dessa envergadura que beneficia milhares de pessoas por dia que transitam na Capital e nos municípios vizinhos para trabalhar, passear, levar os filhos para a escola”, disse.

O prefeito Rafael Greca destacou que a integração traz mais qualidade de vida para os moradores de Curitiba e dos nove municípios vizinhos. “Todas as pessoas que vivem no entorno da Capital querem a integração do transporte metropolitano porque facilita o deslocamento no dia a dia”, disse. “As canaletas exclusivas para os ônibus também são importantes, que permitem que as pessoas cheguem mais cedo em casa depois do trabalho ou cheguem mais rápido no trabalho todas as manhãs”, afirmou.

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Recursos – O recurso repassado para Curitiba faz parte de um investimento de R$ 150 milhões, anunciados em fevereiro pelo governador Ratinho Junior (PSD), em subsídio e obras para o transporte público de Curitiba e Região Metropolitana.

O valor inclui os R$ 40 milhões para a Capital e R$ 110 milhões para as cidades vizinhas de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais.

De acordo com o presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, Gilson Santos, além de permitir que os moradores da Grande Curitiba paguem apenas uma passagem para vir até a Capital, o subsídio do Governo do Estado também possibilita a ampliação das linhas. “Isso beneficia um número maior de usuários e também áreas que até então não eram atendidas pelo transporte coletivo”, disse.

Faixas exclusivas – O convênio prevê seis novas faixas exclusivas para os ônibus na Capital, que deverão ser implantadas em um prazo de até seis meses. As faixas exclusivas vão atender cerca de 50 linhas e ficarão nas ruas João Negrão, Alfredo Bufren, Marechal Deodoro, Emiliano Perneta, Amintas de Barros e Imaculada Conceição (confira abaixo os trechos específicos).

De acordo com o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia, a implantação das faixas exclusivas garantem um ganho de tempo no deslocamento dos ônibus e uma economia de R$ 145 mil por ano em cada linha que circula pelo local. “Na medida em que se diminui o tempo de percurso, é possível fazer o mesmo trabalho com menos ônibus. É menos mão de obra, quilometragem rodada e o consumo de diesel também diminui”, disse Maia.

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Além de diminuir em até 20 minutos o trajeto, a economia também impacta no valor da tarifa técnica. “Cada centavo é importante, já que se essa diferença não for subsidiada pelo governo, o passageiro precisa pagar. Quanto menor o custo, menos subsídios e menor o impacto na tarifa”, explicou.

VILA TUPY – Também está prevista a implantação de uma linha alimentadora que ligará a Vila Tupy, no município de Araucária, até o terminal Pinheirinho, em Curitiba. O atendimento ao bairro havia sido descontinuado em 2017 pelo município, afetando os cerca de 25 mil moradores. A retomada da linha foi, inclusive, compromisso de campanha do governador Ratinho Junior.

Com ela, os usuários que desejem ir até Curitiba não precisarão mais se dirigir até o centro de Araucária para fazer a integração. A Comec e a Urbs preveem que a linha comece a apurar já no mês de agosto.

INTEGRAÇÃO – O convênio prevê, ainda, a integração entre os terminais de Pinhais e Centenário, em Curitiba. Para isso, a linha C16 – JD. IRAÍ será ampliada e passará a se chamar C16 – PINHAIS/CENTENÁRIO. A integração deverá começar em agosto.

Com esta alteração, o atendimento ao bairro Weissópolis, em Pinhais, será feito pela linha C15 – Weissópolis, será ampliado e passará a operar de forma circular.

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