POLÍTICA

05/03/2018 08:16

Janela agita mercado de deputados da bancada do Paraná

A “janela partidária” ou “janela da infidelidade” que abre no próximo dia 7 um período de um mês em que deputados federais poderão trocar de partido sem o risco de perder o mandato está agitando o “mercado” de mudança de siglas entre a bancada paranaense em Brasília. Pelo menos sete dos 30 deputados do Estado na Câmara Federal admitem a intenção ou a possibilidade de trocar de legenda até 7 de abril, quando termina o prazo para quem vai disputar a eleição de outubro definir seu destino partidário. Isso apesar de oito dos 30 deputados eleitos em 2014 já terem mudado de sigla desde então. 

Na semana passada, o deputado Aliel Machado, que foi eleito pelo PCdoB e depois trocou a legenda pela Rede da ex-ministra Marina Silva, divulgou a decisão de migrar para o PSB assim que for aberta a “janela”. “Junto com uma das lideranças mais respeitadas do parlamento brasileiro, o deputado Alessandro Molon, aceitei o convite para ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB)”, alegou ele.

Osmar Serraglio, eleito pelo PMDB, partido ao qual sempre foi filiado, deve mudar para o PP. Ele teria perdido espaço no partido presidido pelo senador Roberto Requião no Paraná, seu adversário político. Serraglio mira apoio a Cida Borghetti (PP) ao governo do Estado, em provável aliança com o governador Beto Richa (PSDB), que pode ainda sair candidato ao Senado.

Comando - O Podemos hoje é comandado pelo senador e presidenciável Alvaro Dias e isso pode ter influenciado Christiane Yared em sua mudança de legenda no ano passado, já que Alvaro é quem deve decidir que será candidato ao Senado pelo partido.

A deputada federal com maior número de votos entre os paranaenses em 2014 foi eleita pelo PTN (aintigo Podemos) e hoje está no PR. Com intenção de disputar o Senado neste ano, Yared mudou de partido durante a “janela partidária” no início de 2016. Em 2014, o PTN se aliou ao PT, PDT, PRB e PCdoB. A parlamentar - que votou a favor do impeachment da petista Dilma Roussef - migrou para o PR, que naquele ano formava uma aliança com PSDB, DEM, PSC, PTdoB, PP, SD, PSD e PPS.

Também mudaram de partido Toninho Wandscheer, eleito pelo PT e hoje no PROS; Assis do Couto, eleito pelo PT e hoje no PDT; Edmar Arruda, eleito pelo PSC e hoje no PSD; Sandro Alex, eleito pelo PPS e hoje no PSD; além dos suplentes Nelson Padovani (suplente em exercício), que disputou a eleição pelo PSC e hoje está no PSDB; e Paulo Martins que disputou a eleição pelo PSC e exerceu a suplência no PSDB e atualmente ocupa o cargo de secretário especial de Representação do Paraná em Brasília. Martins também já declarou interesse em mudar de partido para disputar as eleições deste ano.

Políticos alegam ‘falta de espaço’ para ‘troca-troca’

Depois da minirreforma eleitoral de 2015, que permitiu a “janela partidária”, os motivos que levam ao “troca-troca” no período variam entre algumas justificativas. Os atrativos, como a direção de diretórios, oferecidos pelos partidos que querem políticos que, como a deputada federal Christiane Yared (PR), se mostraram capazes de fazer votos é um dos motivos.

Outra justificativa está relacionada a “falta de espaço” nas legendas originais, conforme argumentou Alfredo Kaefer ao sair do PSDB para o nanico PSL e que agora “foge” mais uma vez para o Podemos.

O “rabo de cometa” é outro motivo. Políticos como Edmar Arruda (PSD) e Sandro Alex (PSD) vêem vantagem em seguir um “puxador de votos” como Ratinho Junior, que os levou do PSC ao PSD. Uma dobradinha com um candidato como o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) pode gerar votos cativos a quem aparecer do lado dele em um santinho, por exemplo.

Há também a distribuição de recursos de um partido. Quando um grupo grande toma conta de uma nova legenda, como o que ocorreu no PSD do Paraná, a distribuição de fatias dos fundos partidário e eleitoral tende a privilegiar os integrantes da “panela”.

No caso de Toninho Wandscheer (PROS) e Assis do Couto (PDT), o desgaste sofrido pelo PT em razão da Operação Lava Jato e do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, está entre as razões que levaram os parlamantares a migrar ao Partido da Mulher Brasileira (PMB) ainda em 2015. Como se tratava de um novo partido, a lei eleitoral permite a mudança fora da janela. Com a abertura da janela de 2016, Wandscheer terminou por migrar ao PROS.

Diego Garcia (PHS) está em negociação com o Podemos de Alvaro Dias, que tentar fortalecer a chapa da legenda para concorrer à Presidência.

Sergio Souza chegou a flertar com o Podemos, mas recuou. “Agora não tenho nenhuma pré-disposição de mudar.

Somente se o PMDB não construir uma chapa fora e enfraquecer como tem acontecido no Paraná. O PMDB vem reduzindo, saiu de sete federais e tem quatro.

Mas agora eu não diria que vou mudar. 99% de chance de continuar no PMDB”, afirma.


DANÇA DAS CADEIRAS

Os deputados federais que trocaram ou cogitam trocar de partido:

Devem trocar

Aliel Machado (Rede) deve mudar para o PSB
Osmar Serraglio (PMDB) deve mudar para o PP
Fernando Francischini (SDD) deve mudar para o PSL
Diego Garcia (PHS) deve mudar para o Podemos
Alfredo Kaefer (PSL) deve mudar para o Podemos 

Trocaram

Christiane Yared, eleita pelo PTN mudou para o PR
Sandro Alex, eleito pelo PPS mudou para o PSD
Edmar Arruda eleito pelo PSC mudou para o PSD
Alfredo Kaefer eleito pelo PSDB mudou para o PSL
Assis do Couto, eleito pelo PT mudou para o PDT
Toninho Wandscheer, eleito pelo PT mudou para o PROS
Nelson Padovani (suplente em exercício) era do PSC e mudou para o PSDB

Indecisos

Sergio Souza (PMDB) Podemos
João Arruda (PMDB) PDT e “partidos pequenos”

Com informações de Narley Resende, do Bem Paraná.


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