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Quinta-Feira, 09 de Maio de 2019 14:18

PMs alvo de operação teriam planejado crime na prisão

Os dois policiais militares presos na manhã desta quinta-feira (9), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teriam planejado os crimes durante o período que ficaram presos juntos no Batalhão da Polícia de Guarda, em Curitiba. Ao todo, 20 pessoas foram presas na operação e aproximadamente R$ 44 mil reais foram apreendidos.

Os policiais são apontados pelo Gaeco como líderes de duas organizações criminosas que 'compartilhavam' os integrantes que também foram presos durante a operação desta quinta-feira. Eles atuavam, principalmente, com furto, roubo e lavagem de dinheiro.

O procurador de Justiça e coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, explicou que os dois policiais já se conheciam e se aproximaram durante o tempo em que dividiram a mesma sala. “Ambos ficaram presos e estreitaram a relação no momento em que estava juntos. Aí constituíram dois grupos, organizações criminosas, e tinham como propósito ocultar aquele produto. Em um caso fruto do tráfico e da corrupção, e no outro caso de roubo e furto, que ainda é objeto de investigação”, disse.

Ao todo, 16 pessoas foram presas por cumprimento de mandados e quatro presas em flagrante. “Duas pessoas com mandado de prisão morreram durante este período e uma não foi presa, resultando em 20 presos. Quatro foram em flagrante por porte de arma, munição e bloqueadores de sinal, e até o momento apreendemos R$ 44 mil aproximadamente”, revelou Batisti.

O coordenador explicou que as investigações sobre os crimes de furto e roubo estão em fase final e vão ser objeto de denúncia. “Um dos furtos consta que o policial pegou o frete de uma carga de cerveja para fazer, mas foi feito boletim de ocorrência de assalto. Aí entra o motorista e outras pessoas que auxiliaram nessa versão [do assalto]. Com isso, a carga foi desviada em proveito dos próprios”, relatou.  

Porém, de acordo com Batisti, a maior parte dos suspeitos presos auxiliava na lavagem de dinheiro, que era feita via empréstimo com devolução de juros, ou aquisição de imóveis em nomes alheios. “Havia a aquisição de imóveis em nomes de terceiros, com sucessivas passagens de suposta propriedade, dado que os reais proprietários eram a família dos dois soldados do caso”.

Um dos policiais já está condenado a 24 anos e cinco meses de prisão por tráfico, associação para o tráfico e corrupção passiva, e está sendo investigado por lavagem de ativos. O outro policial é investigado por roubo, furto e lavagem de ativos.

Informações Ministério Público

Fonte: Massa News

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