Notícias

Segunda-Feira, 31 de Dezembro de 2018 12:43

Conheça nosso governador.Carlos Massa Ratinho Jr.

Governador eleito do Paraná

Na política há 16 anos, Carlos Massa Ratinho Júnior começou como deputado estadual; depois, foi consecutivamente o mais votado deputado federal, estadual, Secretário de Governo e, no primeiro turno das eleições de 2018, eleito Governador do Paraná. Em entrevista após o resultado das urnas, o mais novo governador da história fala sobre a situação do país, do estado e suas propostas para os próximos quatro anos. Abaixo, a revista Nova Fase resumiu algumas das perguntas mais relevantes, confira.

O senhor disse que o eleitor brasileiro passou um recado nas urnas?

RATINHO – Exatamente. Veja que não queremos (no caso, a sociedade) mais esse modelo tradicional da política. A vida pública vai ter que se reinventar  e assim, puxar outros setores que estão estagnados.

O sr. teme que a onda de renovação seja aproveitada por políticos despreparados ou sem espírito democrático?
RJ – A gente ouve rumores. Eu não vejo ambiente para isso. A gente está  muito estruturado nesse sentido, [temos] a Justiça, o Ministério Público, o Parlamento. O Brasil está estruturado nesse sentido. O recado do eleitor foi que ele quer um modus operandi diferente. E mais, o brasileiro estará atento às mudanças com cobranças fortes. Nós vamos trabalhar com conceito: acabar com secretaria (sic) que não tem necessidade, cortar mordomias, tornar a máquina pública mais eficiente. Quem conseguiu entender esse novo momento da sociedade brasileira, de um novo conceito de política, como gestão atuante, se deu ou vai se dar bem.

O sr. acha que esse conceito, para o eleitor, foi mais importante do que as propostas em si?
RJ – Essa é uma exigência da população. Com esse movimento de rejeição à política convencional, as pessoas começam a exigir novos métodos. É um simbolismo que se estende às demais áreas do governo. Na verdade, todos querem colaborar, mas acima de tudo, querem ordem, um projeto de nação.

Isso é o reflexo da Operação Lava jato?

RJ – A Lava Jato, apoiada pela imprensa, trouxe uma esperança e também certeza, de que o tubarão, o poderoso, vai para a cadeia. Com desemprego alto, povo sem dinheiro, denúncias de corrupção, a raiva com a política aumenta. É natural. Por isso uma nova proposta foi aceita pelos eleitores.

O sr. está na política há 16 anos: começou como deputado estadual, federal, secretário e agora foi eleito governador. Por que afirma que representa o novo?
RJ – O novo não é de idade. É de metodologia, de projeto. Eu tive que construir um time para poder ser uma opção ao Paraná, não fui apadrinhado. E isso é o novo que o povo quer. A resposta veio das urnas.

Qual seu projeto para o Paraná? O que pretende priorizar?

RJ – Eu quero governar o Paraná como um país, em termos estratégicos, de planejamento. O mais importante é fazer planejamento a médio e longo prazo, em termos de infraestrutura, de proteção de fronteiras, com métricas.

Como funcionará sua relação com as empresas da família?
RJ – Eu saí da presidência do conselho de administração no início do ano. Sou sócio da holding, mas não das empresas de comunicação. No mais, eu vou tratar as empresas como a lei determina. Hoje, existe uma regra de distribuição de verba de publicidade [do governo]. É uma lei nacional, de acordo com a representatividade do share de mercado.

Vai haver alguma diretriz nas empresas de comunicação para a cobertura do seu governo?
RJ – Elas vão cobrir da mesma maneira que sempre fizeram. Eu nunca usei das empresas para me beneficiar.

Qual sua avaliação das redes sociais nesta campanha?
RJ– Ainda não tem controle, fica difícil responsabilizar. Alguém joga uma notícia de um celular do Paraguai, de Miami… você não consegue achar a ponta. Foram tantas proibições na forma e maneira de se fazer campanha  que sobrou qual alternativa? O zap-zap. Ou o Facebook.

Mas houve contribuição para o debate democrático?
RJ – Eu acho que as redes sociais deram e dão a oportunidade para as pessoas terem opinião. De certa forma, é democrático, porque a pessoa pode falar o que quiser. Tem excessos, como no caso das fake news, mas elas só acabam tendo importância se a pessoa que está sendo atacada tiver fragilidades. Acho que as pessoas estão muito atentas a esse tipo de informação, estão vacinadas.

escreva aqui a descrição, informação, etc

{{countcoment}} COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
{{car.nome}}
{{car.comentario}}
{{car.mais}}
{{car.menos}}