LONDRINA E REGIÃO

23/01/2018 10:08

Movimentação de rochas provoca tremores em Londrina

A terra tremeu mais uma vez em Londrina. Um episódio foi registrado no domingo (21), inclusive com registro junto o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, e outro na noite de segunda-feira (23). O evento de domingo marcou 1,1 na Escala Richter, considerado, de acordo com o geólogo e professor da Universidade Estadual de Londrina, José Paulo Pinese, de fraca intensidade.  Ele explica que a movimentação é uma atividade geológica natural, e bastante comum. “Estudamos o assunto há 20 anos e não encontramos correlação entre as atividades e obras, por exemplo”, relata. “A movimentação é mesmo por conta de uma falha geológica, pois a nossa região está sobre rochas vulcânicas”.

Quando se fala em ‘terremotos’ o medo é grande, principalmente quando se liga o termo aos fenômenos que ocorrem no Japão, ou Chile. Pinese disse, no entanto, que o risco sempre existe, mas o prognóstico é bom. “Pelo que estudamos e acompanhamos, chegamos a um prognóstico que atividades não muito destrutivas, com baixa magnitude e intensidade de danos”, diz. “Não podemos comparar, porque o Japão, ou o Chile, estão localizados nas bordas de placas tectônicas, e o Brasil está no meio. Mas, pode vir a acontecer, porque é como você estar em um carro que sofre um acidente, quem está na frente é mais atingido, mas o impacto afeta também quem está atrás”.

Chuvas
Por conta das chuvas intensas que caíram nos últimos dias na região, a dúvida ligando os fatos, surgiu entre a população. Mas, o professor esclarece que não há comprovação de relação entre o excesso de chuva e a movimentação das rochas. “Teoricamente pode haver, mas não há nada que comprove”.

Conforme Pinese, a chuva provoca colapso no solo. Quando chove muito, que encharca a terra, o solo não infla, ele contrai e com isso ocorre uma movimentação, mas do solo. “Mas essa movimentação atinge apenas o solo e não as rochas e o que provoca os abalos, os terremotos, é a movimentação de rochas”.

Comum
Abalos e terremotos são bastante comuns, inclusive no ano passado, em Rio Branco do Sul e Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, o Centro de Sismologia da USP registrou um tremor de magnitude 3.5. Na época, o professor Marcelo Bianchi, do Centro de Sismologia da USP, explicou que a instituição registra pelo menos um evento deste por mês no Brasil, com magnitude média de 3.

“O tremor de terra pode ocorrer em qualquer lugar, mesmo o nosso País estando no meio de uma placa tectônica. As tensões pela movimentação se distribuem pela placa. No Brasil, registramos tremores como este uma ou duas vezes por mês”, disse.
 
  
  
  
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