LITORAL

12/02/2018 09:02

PM entrega pulseirinhas de identificação para crianças nas praias durante o carnaval com auxílio de guardas mirins

O carnaval atrai milhares de pessoas às praias e famílias inteiras aproveitam a época para descansar ou se divertir. Para trazer mais proteção e conforto aos veranistas e foliões, uma das ações preventivas de segurança que a Polícia Militar está desenvolvendo durante o feriado prolongado é a entrega de pulseirinhas de identificação para as crianças nas viaturas e módulos móveis da PM instalados ao longo da orla. Uma parceria com a Copel está possibilitando a distribuição de milhares de itens para que os pequenos não se percam.

Na entrega, por algumas horas, durante o dia, há a participação de mais de 150 crianças do projeto Guarda Mirim de Matinhos e Pontal do Paraná. “Com a grande concentração de pessoas na areia, pode ocorrer que crianças se percam dos seus pais e/ou responsáveis e a pulseirinha serve para que caso isso aconteça, a criança esteja identificada e possa ser devolvida de maneira mais rápida e segura”, diz o Subcomandante do 9º Batalhão da PM, major Adauto Nascimento Giraldes Almeida. 

Segundo o oficial, as crianças que participam do projeto Guarda Mirim são oriundas de áreas de situação de risco e ao auxiliar na distribuição sentem-se felizes e atraem outras crianças. “Para haver uma empatia, nada melhor que crianças e adolescentes ajudarem nesta abordagem educativa com os policiais militares”, destaca o oficial. A noite apenas os policiais militares entregam o material.

A pulseira contém dois campos para preenchimento: nome completo e telefone dos pais e/ou responsável. A orientação para evitar este tipo de situação é nunca deixar as crianças sozinhas, ter sempre um adulto por perto, além de orientá-las que, caso se percam, procurem um guarda-vidas (bombeiro) ou policial militar.

Desde o início do Verão Paraná 2017/2018 até este domingo (11/02), a Polícia Militar do Paraná já entregou 25.464 pulseirinhas nas praias do Paraná. Já o Corpo de Bombeiros, que também distribui o material para as crianças em todos os 89 postos de guarda-vidas, entregou, no mesmo período, 24.051 pulseiras de identificação, um total de 49.515 pulseiras. No mesmo período 471 crianças que se perderam foram encontradas.

O aposentado Rosalvo Celestino Feyh, que esteve em Caiobá, garante que o assessório traz mais tranquilidade para a família. “A gente sempre põe [a pulseira], sempre pegamos ali com o pessoal da polícia e com trigêmeos o cuidado é três vezes maior”, argumenta. 

Para Cristiane Gusso, de Ponta Grossa, que viajou ao litoral com a família disse que a Lara (11 anos) e o Gabriel (7) sempre estão com pulseirinhas. “Meus filhos e não deixo ficar sem, pois é uma maneira de cuidar deles”. “Muito legal esta iniciativa, gostei muito do projeto, achei interessante por que as crianças são bem comunicativas. Minhas crianças adoraram conversar com eles e os policiais e sabem que, desta forma, caso se percam serão encontrados”, disse referindo-se a parceria da PM com a Guarada Mirim. 

Os avós também se preocupam com as crianças e, muitas vezes, são eles que cuidam dos pequenos enquanto os pais se divertem como é o caso de Armstrong Nicolau, também de Ponta Grossa, que levou ao litoral os netos Luidi e Maria Eduarda.

“Estou curtindo eles. Achei a iniciativa muito boa, excelente, principalmente pelo esclarecimento e orientação, pois muitas vezes vemos que a perda de crianças é negligência dos responsáveis. As pessoas tem que aprender com estas orientações que são muito importantes. Meus netos estão protegidos”, garante.

A neta dele, Maria Eduarda, de 9 anos, também contou o que acha da pulseirinha. “Vim me divertir e ganhei uma pulseirinha para não me perder. Acho importante ter ela. Gosto de nadar e quem me entregou a pulseira foi um policial militar. Se eu me perder vou pedir para alguém ligar para meus avós ou para o policial, que vão me buscar”, explicou a garota.

O projeto começou em 1992 e abrange crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. À época o sargento aposentado Ramos (coordenador do projeto) iniciou o projeto com policiais militares e pais voluntários. Hoje são atendidos 150 jovens, de 10 a 18 anos, em pontal em Matinhos. “Eles tem aulas no contraturno escolar com atividades esportivas em parceria com o Sesc, aulas de defesa pessoal, reforço escolar e educação física, hierarquia e disciplina militar, entre outras”, conta a coordenadora civil do projeto, Andreas.


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