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Política

Entenda porque governo e grevistas estão batendo cabeça

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Por Daiane Andrade - especial para a Gazeta do Povo

O governo do Paraná oficializou, no início da noite de sexta-feira (12), uma nova proposta de acordo com os servidores estaduais. A oferta é implantar a data-base de forma gradual em três parcelas, com a primeira, de 2%, liberada em janeiro de 2020. As demais, de 1,5% cada, ficariam para janeiro de 2021 e janeiro de 2022, respectivamente, condicionadas à existência de previsão orçamentária, disponibilidade financeira (isto é, se a receita aumentar) e ao cumprimento das restrições fiscais da Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, as categorias devem analisar o texto e decidir se encerram ou não a greve, que começou no dia 25 de junho.

Os trabalhadores pediam a formalização dessa nova proposta havia alguns dias, desde que a oferta foi feita verbalmente pelo governador Ratinho Junior (PSD) por intermédio da liderança do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). No fim da tarde de sexta – assim que o documento ficou pronto e antes mesmo de chegar às mãos dos servidores -, o Executivo estadual se antecipou e anunciou o fim da paralisação no site da agência oficial de notícias, de forma unilateral. Procurados pela Gazeta do Povo, os sindicatos negaram a informação e esclareceram que a decisão só pode ser tomada coletivamente, nas assembleias que devem ser realizadas a partir de agora.

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A proposta foi entregue a integrantes do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Hussein Bakri (PSD). A reunião do parlamentar com os servidores foi realizada nas dependências do Legislativo. Segundo o documento, o estado vai pagar 5,08% de reposição ao todo. O argumento é o de que um grande esforço está sendo feito para honrar o compromisso de implantação da data-base.

O FES reúne 27 entidades de classe ao todo, que só devem se reunir após as assembleias das categorias. Uma das primeiras é a da APP Sindicato, que representa os professores estaduais e funcionários das escolas e que está marcada para a manhã deste sábado (13).

Outros itens da nova proposta

Segundo o governo do estado, a nova proposta confirma a realização de concursos públicos para a seleção de 2,56 mil policiais militares, 400 policiais civis (50 delegados, 50 papiloscopistas e investigadores), 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, quase 1,3 mil agentes de cadeia, 400 profissionais da Saúde, 80 servidores para a Agência de Defesa Agropecuária e 988 professores.

Há ainda a previsão de concursos para contratação de servidores para o quadro próprio do Poder Executivo, atendendo às necessidades do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), do Departamentos de Estradas de Rodagem (DER), do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e do Teatro Guaíra. Confira aqui a íntegra da proposta.

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O que os servidores querem

O principal item da pauta de reivindicações dos servidores estaduais é a reposição salarial de 4,94%, índice que equivale à inflação acumulada entre maio de 2018 e maio de 2019. Ao longo da semana, as categorias começaram a cogitar a hipótese de aceitar 2% de correção, desde que a concessão fosse a partir de outubro de 2019, e não janeiro de 2020.

Na última quarta-feira (10), um grupo de servidores montou acampamento na frente do Palácio Iguaçu, depois que cerca de 400 pessoas passaram a noite nas rampas e galerias da Assembleia Legislativa do Paraná. A promessa é de que os trabalhadores permanecerão no local, como forma de pressão, até que um acordo seja firmado.

O projeto de lei que implementa a data-base tramita na Alep, não mais em regime de urgência, e deve voltar a ser discutido em agosto, na volta do recesso parlamentar.

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Política

Governo repassa R$ 40 milhões para transporte coletivo de Curitiba, e Urbs garante passagem a R$ 4,50 até 2020

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AEN

O governo do Estado formalizou nesta sexta-feira (19) um convênio com a Prefeitura de Curitiba para manter o preço da tarifa e trazer melhorias no transporte coletivo da Capital e da Região Metropolitana. O documento foi assinado pelo governador em exercício Darci Piana e pelo prefeito Rafael Greca e prevê o repasse de R$ 40 milhões para subsidiar a integração do transporte público metropolitano.

Além de contribuir para que o valor da passagem de ônibus permaneça em R$ 4,50 – valor abaixo da tarifa técnica, que é de R$ 4,79 – o convênio também prevê a implantação de novas faixas exclusivas para ônibus, novas linhas e novas integrações no transporte coletivo metropolitano.

“Este convênio demonstra o diálogo e o relacionamento estreito do Governo do Estado com Curitiba e garante a manutenção do valor da passagem”, afirmou Piana. “O governo não poderia ficar fora de um projeto dessa envergadura que beneficia milhares de pessoas por dia que transitam na Capital e nos municípios vizinhos para trabalhar, passear, levar os filhos para a escola”, disse.

O prefeito Rafael Greca destacou que a integração traz mais qualidade de vida para os moradores de Curitiba e dos nove municípios vizinhos. “Todas as pessoas que vivem no entorno da Capital querem a integração do transporte metropolitano porque facilita o deslocamento no dia a dia”, disse. “As canaletas exclusivas para os ônibus também são importantes, que permitem que as pessoas cheguem mais cedo em casa depois do trabalho ou cheguem mais rápido no trabalho todas as manhãs”, afirmou.

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Recursos – O recurso repassado para Curitiba faz parte de um investimento de R$ 150 milhões, anunciados em fevereiro pelo governador Ratinho Junior (PSD), em subsídio e obras para o transporte público de Curitiba e Região Metropolitana.

O valor inclui os R$ 40 milhões para a Capital e R$ 110 milhões para as cidades vizinhas de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais.

De acordo com o presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, Gilson Santos, além de permitir que os moradores da Grande Curitiba paguem apenas uma passagem para vir até a Capital, o subsídio do Governo do Estado também possibilita a ampliação das linhas. “Isso beneficia um número maior de usuários e também áreas que até então não eram atendidas pelo transporte coletivo”, disse.

Faixas exclusivas – O convênio prevê seis novas faixas exclusivas para os ônibus na Capital, que deverão ser implantadas em um prazo de até seis meses. As faixas exclusivas vão atender cerca de 50 linhas e ficarão nas ruas João Negrão, Alfredo Bufren, Marechal Deodoro, Emiliano Perneta, Amintas de Barros e Imaculada Conceição (confira abaixo os trechos específicos).

De acordo com o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia, a implantação das faixas exclusivas garantem um ganho de tempo no deslocamento dos ônibus e uma economia de R$ 145 mil por ano em cada linha que circula pelo local. “Na medida em que se diminui o tempo de percurso, é possível fazer o mesmo trabalho com menos ônibus. É menos mão de obra, quilometragem rodada e o consumo de diesel também diminui”, disse Maia.

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Além de diminuir em até 20 minutos o trajeto, a economia também impacta no valor da tarifa técnica. “Cada centavo é importante, já que se essa diferença não for subsidiada pelo governo, o passageiro precisa pagar. Quanto menor o custo, menos subsídios e menor o impacto na tarifa”, explicou.

VILA TUPY – Também está prevista a implantação de uma linha alimentadora que ligará a Vila Tupy, no município de Araucária, até o terminal Pinheirinho, em Curitiba. O atendimento ao bairro havia sido descontinuado em 2017 pelo município, afetando os cerca de 25 mil moradores. A retomada da linha foi, inclusive, compromisso de campanha do governador Ratinho Junior.

Com ela, os usuários que desejem ir até Curitiba não precisarão mais se dirigir até o centro de Araucária para fazer a integração. A Comec e a Urbs preveem que a linha comece a apurar já no mês de agosto.

INTEGRAÇÃO – O convênio prevê, ainda, a integração entre os terminais de Pinhais e Centenário, em Curitiba. Para isso, a linha C16 – JD. IRAÍ será ampliada e passará a se chamar C16 – PINHAIS/CENTENÁRIO. A integração deverá começar em agosto.

Com esta alteração, o atendimento ao bairro Weissópolis, em Pinhais, será feito pela linha C15 – Weissópolis, será ampliado e passará a operar de forma circular.

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