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Covid-19: Curitiba anuncia que ônibus só vão rodar com passageiros sentados

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A prefeitura de Curitiba anunciou hoje que os ônibus vão circular apenas com passageiros sentados a partir desta quinta-feira (2). Ou seja, quando o veículo chegar ao limite dos bancos, os ônibus só vão parar para desembarque. A medida, contra o avanço da covid-19 na cidade, cumpre determinação prevista no decreto 870/2020 da prefeitura de CUritiba e 4.942 do governo do Paraná.
As empresas que desrespeitarem a regra serão punidas com multa de R$ 50 por infração. De acordo com a prefeitura de Curitiba, o sistema do transporte público opera com 9,5 mil viagens por dia.
Conforme o boletim divulgado nesta tarde, Curitiba soma 152 mortes e 5.223 casos de covid-19.

 

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Curitiba

Negócios de bairro ganham força no isolamento social em Curitiba

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Os assados dos domingos, tradição antiga nos bairros de Curitiba, foram ganhando novas formas ao longo do tempo. E em tempos de pandemia foi preciso ser rápido e ficar de olho no comportamento dos clientes e nas novas regras sanitárias para fazer as adaptações necessárias. Observado com atenção, é certo que seu bairro abriga vários desses pequenos negócios, muitos com perfil familiar e que, não raras vezes, usam produtos e mão de obra do bairro, movimentando a microeconomia. Desde que a Covid-19 chegou em Curitiba, as restrições ao comércio obrigaram aqueles que trabalham com comida a se adaptarem rapidamente, com mudanças no cardápio e implementando ou ampliando sistemas de entrega.

Na Barreirinha e no Abranches, bairros da região Norte da capital paranaense, em um perímetro relativamente pequeno, é fácil observar o movimento dos negócios familiares. De marmitas fitness, passando por feijoada e pastelaria, até açougue com cardápio especial no fim de semana, as opções são variadas, para receber em casa ou retirar no balcão. Estar atento às demandas, escolher bem os produtos e delimitar as entregas para manter a qualidade do produto até a chegada na mesa do cliente são cuidados que fazem a diferença nos resultados desses empreendedores que decidiram acreditar no próprio negócio mesmo com a pandemia.

A Lu Pasteis e Lanches foi aberta pelo casal Hideraldo Leandro da Silva e Lúcia da Silva Rena em 2017 para completar a renda familiar. Era fácil perceber que sobravam mercados, cachorros quentes, pizzarias e faltavam pasteis e lanches, na região, conta o dono da Lu Pasteis, que oferece opções salgadas e doces, apenas entre 18 e 23 horas, “horário que o pessoal chega do trabalho com fome”.

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“As pessoas estão mais em casa e com comida elas não tem dificuldade em gastar”, avalia ele. Mas, quem trabalha com delivery de fritura e lanches precisa ir além do cardápio, pois não existe pior momento do que você estar morrendo de fome e chegar aquele sanduíche com o pão mole ou um pastel encharcado de óleo. Por isso, a Lu Pasteis entrega apenas no bairro, com uma equipe enxuta que, por conta da procura aumentada na pandemia, ganhou um motoboy contratado no próprio bairro. Lucia é a responsável pelos pasteis, inclusive o fornecedor da massa, escolhido a dedo.

Cardápio fitness e feijoada estão em marmitas

No mercado há quase cinco anos, a especialidade da Hey Fit são as marmitas fitness congeladas, preparadas com o apoio de uma nutricionista. A ideia nasceu em uma conversa entre Rafaela Garcia Hey e seu marido, que queriam comida saudável na volta das férias. “Na época quase não havia marmitas congeladas em Curitiba. Postamos em um grupo do facebook e tivemos dois mil comentários”.

A prática começou em seu apartamento, para ganhar “uma graninha extra e hoje conta com uma cozinha industrial instalada no quintal da mãe de Rafaela, apoiadora incansável. Em qualquer época, faz apenas entregas para pedidos que chegam também da Região Metropolitana de Curitiba. Os combos fitness semanais ou mensais são feitos na medida para quem quer manter a saúde e o corpo em equilíbrio e geram uma produção de três mil marmitas por mês.

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“É nosso carro chef, desde o começo. Agora temos também as quentinhas diárias saudáveis”, explica Rafaela, que tem equipe com sete pessoas, três motoboy fixos, além do uso dos aplicativos. Ela também procura comunicar-se diretamente com o produtor e sempre que possível usa serviços do bairro. Além disso, não descuida na entrega, afinal a qualidade tem que chegar mesmo nas mesas mais distantes. “Procuramos entregadores cuidadosos no manuseio e sempre mantemos o contato direto com o cliente para verificação de qualidade e satisfação”.

A chegada da Covid-19 provocou uma queda de 70% nas vendas, mas também trouxe uma novidade bem brasileira para o cardápio, a feijoada, que se tornou a mais pedida pelos moradores do bairro. “Deu muito certo e tem surgido muitos pedidos de outros pratos. Por outro lado, nossos clientes fitness estão voltando e com dietas ainda mais rigorosas”, adianta ela, que produz em média 80 feijoadas por sábado.

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