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Política

Com greve suspensa, professores e funcionários de escolas voltam ao trabalho nesta segunda

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Bem Paraná

Em greve desde o dia 25, professores e funcionários de escolas públicas estaduais voltam ao trabalho nesta segunda-feira (15). Eles decidiram suspender a paralisação em assembleia da APP-Sindicato, no último sábado (13), em frente ao Palácio Iguaçu, depois que o governo do Estado formalizou a nova proposta de reajuste parcelado de 5,08% parcelado, com o pagamento de 2% em janeiro de 2020; 1,5% em janeiro de 2021; e 1,5% em janeiro de 2022. As demais categorias do funcionalismo devem fazer o mesmo, em reuniões marcadas para esta segunda.

Os servidores – que estão com os salários congelados desde 2016 – reivindicavam reposição de 4,94% referente à inflação de abril de 2018 a maio de 2019. A primeira proposta do governo previa o pagamento de 0,5% em outubro deste ano, e o restante em três parcelas até 2022. Diante da rejeição da proposta, o governo retirou o projeto da pauta da Assembleia Legislativa, deixando a votação da questão para agosto, após o recesso parlamentar de julho.

No início da semana passada, o Executivo acenou então com a possibilidade de pagamento de 2% de reajuste em janeiro do ano que vem. Os sindicatos que representam os servidores passaram a admitir o parlamento, desde que os 2% fossem pagos este ano. O governo, porém, manteve a proposta alegando não ter condições de pagar o reajuste em 2019.

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Dirigentes da APP afirmaram que a categoria não gostou da proposta final do governo, mas conclui que não era viável manter a paralisação. “Discordamos dos números do governo e vamos continuar acompanhando a evolução da receita que já apresenta crescimento”, disse o presidente do sindicato, professor Hermes Silva Leão.

Reposição
A direção da entidade vai debater com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) um calendário de reposição dos dias parados. O governo informou que não haverá desconto nos salários. Segundo o Executivo, a reposição das aulas deve ser feita durante o período de recesso escolar. Caso isso não aconteça, haverá aplicação de faltas, com desconto em folha dos dias parados, afirma o governo.

Uma nova assembleia ficou marcada para o dia 10 de agosto, logo após o retorno do recesso da Assembleia. O objetivo é acompanhar o projeto sobre a reposição salarial e o andamento de outros pontos das negociações. Caso eles não sejam efetivados, a categoria afirma que pode voltar à greve.

Em relação ao professores contratados através de Processo Seletivo Simplificado, será instituída uma comissão formada por integrantes do sindicato, governo e deputados para debater critérios a serem adotados no processo de seleção desses profissionais no próximo ano. A APP-Sindicato defende a manutenção das regras atuais e realização de concurso público. Mais de 10 mil funcionários contratados através desse modelo terão reajustado os valores do auxílio-alimentação e vale transporte e a correção da complementação do salário mínimo regional.

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O governo também se comprometeu a retirar da pauta da Assembleia um projeto de lei, que segundo os sindicatos, vinculava a concessão de reajustes ou outros benefícios ao aumento dos investimentos e da receita do Estado.

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Norte Pioneiro

Justiça determina bloqueio de R$ 164 mil do deputado Plauto Miró por supostas irregularidades em gastos com alimentação

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A Justiça determinou o bloqueio de R$ 164 mil em bens do deputado estadual Plauto Miró (DEM) por supostas irregularidades em gastos com alimentação que foram ressarcidos pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

De acordo com a decisão, o parlamentar pediu ressarcimento de gastos com alimentação em restaurantes de Curitiba, mas uma resolução da Alep prevê que apenas os gastos em viagens sejam reembolsados, segundo o juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

A determinação é de sexta-feira (26) e se refere a gastos entre 2014 e 2019.

Segundo a decisão, o valor também ultrapassa o limite de R$ 31 mil de verbas de ressarcimento durante o mandato.

A ação que questiona as contas do deputado é da ONG Vigilantes da Gestão Pública, que acompanha gastos dos deputados.

De acordo com a petição da ONG, o Plauto Miró usou a verba “em bares e locais de recreação e lazer”.

Na lista de ressarcimentos, há gastos em restaurantes, lanchonetes, padarias, supermercados, o que, para o Vigilantes da Gestão Pública, que “retratam o uso indevido da verba”.

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O deputado Plauto Miró vai se pronunciar no processo assim que for notificado.

G1 tenta contato com a Assembleia Legislativa.

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