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Com 318 pacientes em UTIs para Covid, taxa de ocupação no SUS chega a 91,38% na RMC

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A taxa de ocupação das UTIs na rede pública de saúde para pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença atingiu um novo recorde neste sábado (04 de julho). Conforme dados divulgados na noite de ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), 318 pessoas estão internadas, sendo que há 348 vagas disponíveis. Desta forma, temos uma taxa de ocupação de 91,38% nos onze hospitais que atendem a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), recorde dessde o início da pandemia do novo coronavírus.

Três dos hospitais já não tinham mais capacidade para receber novos pacientes. Eram eles: Hospital Erasto Gaertner, Hospital Evangélico e Hospital Municipal de São José dos Pinhais. Além disso, a taxa de ocupação em outros cinco estava acima de 90% (Hospital da Cruz Vermelha, Santa Casa, Hospital de Clínicas, Hospital do Trabalhador e Hospital do Rocio, este último localizado em Campo Largo). Já no Hospital do Idoso e no Hospital do Trabalhador a taxa de ocupação está em 86,67% e 88,46%, respectivamente, e no Hospital São Lucas Parolin, também em Campo Largo, a taxa é de 50%.

Na comparação com os dados de sexta-feira, houve um leve aumento no número de internados, que passou de 317 para 318. Importante destacar, contudo, que isso não significa necessariamente que apenas mais uma pessoa tenha necessitado de internação em UTI, uma vez que há a possibilidade de terem ocorrido altas no período analisado. De toda a forma, a taxa de ocupação passou de 91,09% para 91,38% – na sexta, inclusive, havia sido a primeira vez que as UTIs da cidade registraram um porcentual acima de 90% de ocupação. Na quinta-feira os dados não foram divulgados pela Sesa, mas até quarta essa taxa vinha se mantendo abaixo de 85%.

Comparando os dados de ontem com os dados do dia 16 de junho, temos que em pouco menos de três semanas foram inaugurados 108 novas UTIs na RMC, com o número de leitos disponíveis saltando de 240 para 348 – um avanço de 45%. O número de pacientes internados nessas unidades, contudo, teve um salto de 58,21%, passando de 201 para 318 no período analisado.

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Ocupação de leitos SUS por casos suspeitos/confirmados COVID – 19 (04/07)
UTI
Estabelecimento Vagas existentes Vagas ocupadas Taxa de ocupação
Hospital da Cruz Vermelha 14 13 92,86%
Hospital Erasto 10 10 100,00%
Hospital Santa Casa 15 14 93,33%
Hospital de Clínicas 61 56 91,80%
Hospital Evangélico 23 23 100,00%
Hospital do Idoso 30 26 86,67%
Hospital do Trabalhador 22 21 95,45%
Hospital de Reabilitação 52 46 88,46%
Hospital Municipal de S. José dos Pinhais 10 10 100,00%
Hospital do Rocio 103 95 92,23%
Hospital São Lucas Parolin 8 4 50,00%
TOTAL 348 318 91,38%
Enfermaria
Estabelecimento Vagas existentes Vagas ocupadas Taxa de ocupação
Hospital da Cruz Vermelha 15 12 80,00%
Hospital Erasto 30 21 70,00%
Hospital Santa Casa 10 7 70,00%
Hospital de Clínicas 83 68 81,93%
Hospital Evangélico 48 43 89,58%
Hospital do Idoso 37 37 100,00%
Hospital do Trabalhador 34 10 29,41%
Hospital de Reabilitação 32 17 53,13%
Hospital Municipal de S. José dos Pinhais
Hospital do Rocio 212 96 45,28%
Hospital São Lucas Parolin 10 5 50,00%
TOTAL 511 316 61,84%

Estoque de sedativos está próximo do fim

Na última terça-feira, quando o Paraná anunciou que sete regionais do estado entrariam numa quarentena mais restritiva por conta do avanço das contaminações pelo novo coronavírus, o secretário estadual de Saúde Beto Preto também comentou uma série de questões que preocupam hoje o Poder Público e dizem respeito aos hospitais.

A primeira delas é a falta de insumos, principalmente sedativos para intubação. No último final de semana, revelou na ocasião o governador Ratinho Junior, houve até um hospital particular de Curitiba, cujo nome não foi revelado, que chegou a ficar no último sábado sem sedativos para os mais de 20 pacientes com Covid internados em UTI. A solução do Estado foi emprestar 50 ampoulas de um medicamento e mais 100 de um outro, para que o estabelecimento de saúde pudesse manter os pacientes intubados, explicou Beto Preto. Acontece, porém, que os estoques estão chegando ao fim.

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“Nossos estoques vão mais uns dias, mas aguardamos uma tomada de posição do Ministério da Saúde para que possamos regularizar nossos estoques”, complementou o secretário de Saúde, revelando ainda que o consumo de medicamentos sedativos, como Propofol, Midazolam e Fentanil cresceu cerca de 500% em relação à média histórica, uma vez que os pacientes que são intubados precisam ficar sedados.

A situação, inclusive, levou à suspensão dos procedimentos cirúrgicos eletivos, ambulatoriais e hospitalares, em todo o Estado. A medida, conforme o governo estadual, se deve justamente à escassez de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares. Dessa forma, a suspensão ajudaria o governo a otimizar os estoques existentes, preservando sua utilização para terapias.

‘Não adianta abrir mais leitos se não há profissionais’

O outro problema que o estado e o Brasil como um todo encaram é a falta de intensivistas. Nos últimos tempos, o Paraná investiu fortemente na abertura de leitos UTI e enfermaria para poder dar conta da demanda de pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Acontece, contudo, que a capacidade de ampliação do atendimento está chegando no limite, e esse limite se dá nem tanto pela falta de capacidade de abertura de novos leitos, mas sim pela dificuldade em se conseguir mais profissionais para atender a população.

“Mesmo que a gente abra mais leitos de UTIs, você tem dificuldade de ter mais profissionais. Então nós precisamos fazer com que essa curva perca sua velocidade para que toda essa estrutura que nós já temos possa suportar esses atendimentos, já que nós temos, inclusive, escassez de mão de obra”, declarou Ratinho Junior.

“Nós estamos chegando no limite. Os profissionais que atuam em unidade de terapia intensiva estão acostumados a trabalhar na tênue linha entre a vida e a morte. Nós temos casos que vão par UTI que precisam da mão do intensivista. Existem outras especialidades que ajudam também, mas os especialistas são os intensivistas, e esses intensivistas também é finito, não existe à disposição no mercado”, emendou Beto Preto.

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Negócios de bairro ganham força no isolamento social em Curitiba

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Os assados dos domingos, tradição antiga nos bairros de Curitiba, foram ganhando novas formas ao longo do tempo. E em tempos de pandemia foi preciso ser rápido e ficar de olho no comportamento dos clientes e nas novas regras sanitárias para fazer as adaptações necessárias. Observado com atenção, é certo que seu bairro abriga vários desses pequenos negócios, muitos com perfil familiar e que, não raras vezes, usam produtos e mão de obra do bairro, movimentando a microeconomia. Desde que a Covid-19 chegou em Curitiba, as restrições ao comércio obrigaram aqueles que trabalham com comida a se adaptarem rapidamente, com mudanças no cardápio e implementando ou ampliando sistemas de entrega.

Na Barreirinha e no Abranches, bairros da região Norte da capital paranaense, em um perímetro relativamente pequeno, é fácil observar o movimento dos negócios familiares. De marmitas fitness, passando por feijoada e pastelaria, até açougue com cardápio especial no fim de semana, as opções são variadas, para receber em casa ou retirar no balcão. Estar atento às demandas, escolher bem os produtos e delimitar as entregas para manter a qualidade do produto até a chegada na mesa do cliente são cuidados que fazem a diferença nos resultados desses empreendedores que decidiram acreditar no próprio negócio mesmo com a pandemia.

A Lu Pasteis e Lanches foi aberta pelo casal Hideraldo Leandro da Silva e Lúcia da Silva Rena em 2017 para completar a renda familiar. Era fácil perceber que sobravam mercados, cachorros quentes, pizzarias e faltavam pasteis e lanches, na região, conta o dono da Lu Pasteis, que oferece opções salgadas e doces, apenas entre 18 e 23 horas, “horário que o pessoal chega do trabalho com fome”.

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“As pessoas estão mais em casa e com comida elas não tem dificuldade em gastar”, avalia ele. Mas, quem trabalha com delivery de fritura e lanches precisa ir além do cardápio, pois não existe pior momento do que você estar morrendo de fome e chegar aquele sanduíche com o pão mole ou um pastel encharcado de óleo. Por isso, a Lu Pasteis entrega apenas no bairro, com uma equipe enxuta que, por conta da procura aumentada na pandemia, ganhou um motoboy contratado no próprio bairro. Lucia é a responsável pelos pasteis, inclusive o fornecedor da massa, escolhido a dedo.

Cardápio fitness e feijoada estão em marmitas

No mercado há quase cinco anos, a especialidade da Hey Fit são as marmitas fitness congeladas, preparadas com o apoio de uma nutricionista. A ideia nasceu em uma conversa entre Rafaela Garcia Hey e seu marido, que queriam comida saudável na volta das férias. “Na época quase não havia marmitas congeladas em Curitiba. Postamos em um grupo do facebook e tivemos dois mil comentários”.

A prática começou em seu apartamento, para ganhar “uma graninha extra e hoje conta com uma cozinha industrial instalada no quintal da mãe de Rafaela, apoiadora incansável. Em qualquer época, faz apenas entregas para pedidos que chegam também da Região Metropolitana de Curitiba. Os combos fitness semanais ou mensais são feitos na medida para quem quer manter a saúde e o corpo em equilíbrio e geram uma produção de três mil marmitas por mês.

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“É nosso carro chef, desde o começo. Agora temos também as quentinhas diárias saudáveis”, explica Rafaela, que tem equipe com sete pessoas, três motoboy fixos, além do uso dos aplicativos. Ela também procura comunicar-se diretamente com o produtor e sempre que possível usa serviços do bairro. Além disso, não descuida na entrega, afinal a qualidade tem que chegar mesmo nas mesas mais distantes. “Procuramos entregadores cuidadosos no manuseio e sempre mantemos o contato direto com o cliente para verificação de qualidade e satisfação”.

A chegada da Covid-19 provocou uma queda de 70% nas vendas, mas também trouxe uma novidade bem brasileira para o cardápio, a feijoada, que se tornou a mais pedida pelos moradores do bairro. “Deu muito certo e tem surgido muitos pedidos de outros pratos. Por outro lado, nossos clientes fitness estão voltando e com dietas ainda mais rigorosas”, adianta ela, que produz em média 80 feijoadas por sábado.

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