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Política Nacional

Cidades brasileiras têm transporte público parcialmente parado e protestos nesta sexta-feira

Publicado

G1

Cidades brasileiras registram protestos e paralisações em serviços públicos na manhã desta sexta-feira (14). Trabalhadores cruzaram os braços contra os cortes do governo na educação e a reforma da Previdência. Os 26 estados e o DF foram afetados.

No início da manhã, os efeitos da paralisação eram sentidos nas grandes cidades principalmente no transporte público e com o fechamento de vias. Somente parte das linhas de ônibus, trem ou metrô funcionavam em capitais como São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Maceió e Salvador. No Rio, protestos bloquearam vias da cidade. (veja detalhes por estado abaixo)

Resumo

  • No Rio e em São Paulo, a polícia usou bombas de gás para dispersar protestos que bloqueavam vias — na capital paulista, os policiais agiram após manifestantes atearem fogo em um carro; em Campina Grande (PB), um policial deu um tapa no rosto de um manifestante que barrava a entrada de funcionários em empresa
  • Em SP, somente algumas linhas do metrô paralisaram, mas ônibus e trem circulavam normalmente; no Rio, o transporte público não foi afetado
  • Em Salvador, ônibus foram atacados por pedras; em Belo Horizonte, uma mulher foi internada em estado grave após inalar fumaça de protesto e ter parada cardiorrespiratória
  • Escolas e universidades amanheceram fechadas em locais como Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Distrito Federal, Minas Gerais e Pará
  • Até 10h, 84 cidades de 21 estados tinham registrado protesto
  • Até 10h, 63 cidades haviam registrado paralisação de serviços em 21 estados e no DF

Veja como foi em cada estado

São Paulo

Usuários na entrada da estação Tucuruvi do Metrô de SP — Foto: Tatiana Santiago/G1Na capital paulista, quatro linhas do metrô tinham operação parcial por volta de 6h. A circulação de ônibus e trens ocorria normalmente. Houve bloqueio com protesto na Avenida do Estado, que liga São Paulo às cidades do ABC Paulista, em Santo André. Também houve um bloqueio com carro incendiado na Zona Oeste da capital, e policiais reagiram com bombas de efeito moral. Dezenas de bancos fecharam.

Em Santos, no litoral, manifestantes bloquearam a entrada da cidade e saíram em caminhada pelo Centro. Em Sorocaba, no interior, motoristas paralisaram e, no início da manhã, nenhum dos 352 ônibus saiu das garagens das empresas que operam o transporte público na cidade.

No Vale do Paraíba, o transporte público operava parcialmente no início da manhã em São José dos Campos e Jacareí. Em Taubaté, o transporte ficou paralisado. Houve bloqueio de via com fogo ateado em pneus na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, em Tremembé. Centrais sindicais também realizaram atos próximo a empresas em São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Pindamonhangaba.

Rio de Janeiro

No Rio, o transporte público — ônibus, trens, metrô e barcas — funcionava normalmente no início da manhã. No entanto, ao menos quatro pontos da cidade foram tomados por protestos e algumas das principais vias foram parcialmente fechadas. Às 7h40, um princípio de tumulto começou perto da Rodoviária Novo Rio, e a PM usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, que recuou.

Uma das vias que teve bloqueio é a Avenida Brasil, uma das mais importantes da capital. Às 9h45, não havia atos nas ruas da cidade, e o trânsito estava mais livre que a média registrada às sextas-feiras. A PM informou que intensificou o policiamento nas vias expressas. Bancos aderiram parcialmente à greve.

Em Niterói, houve relato de atropelamento a duas pessoas durante protesto. Em Campos, no Norte Fluminense, um ato bloqueava os dois sentidos da BR-101, no Km 76, por volta das 5h30.

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Rodoviária do Plano Piloto na manhã desta sexta-feira (14) — Foto: TV Globo/ReproduçãoDistrito Federal

No Distrito Federal, a paralisação afetou o funcionamento dos ônibus e do BRT. Ônibus de várias regiões pararam de circular desde as 5h, e a Rodoviária do Plano Piloto, principal terminal da capital, tinha plataformas vazias. Escolas públicas e a Universidade de Brasília também ficaram sem aula. A Força Nacional reforçou a segurança no DF.

Bahia

Em Salvador, ônibus e trens não circulavam no início da manhã, mas o metrô seguia funcionando. Homens da Força Nacional entraram na plataforma do metrô para garantir a circulação de trens. Manifestantes fecharam vias da cidade em protestos, e um coletivo chegou a ser atacado por pedras.

Minas Gerais

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, protestos afetavam a circulação do metrô e o trânsito. Estações de metrô amanheceram fechadas. Também houve protesto nas seguintes rodovias: MG-010, na capital; na Fernão Dias, em Betim; na BR-040, em Congonhas; na MG-129, em Mariana; e na BR-356, em Ouro Preto.

Na região da Pampulha, na capital mineira, uma mulher de 53 anos foi levada para o hospital após inalar fumaça de fogo em pneus em um protesto e ter uma parada cardiorrespiratória.

Em Uberlândia, parte das escolas municipais e estaduais, além da universidade federal (UFU), ficaram sem aula. Em Juiz de Fora, também houve adesão à paralisação em parte das escolas da rede estadual e na universidade federal (UFJF).

Em Curitiba, ônibus bloqueavam algumas ruas por volta de 6h30. As garagens de algumas empresas de transporte coletivo ficaram fechadas. Em Londrina e em Maringá, na região norte do Paraná, ônibus também pararam.

Santa Catarina

Em Florianópolis, o trânsito ficou comprometido com pontos bloqueados por barricadas e fogo. Até as 6h, Florianópolis e Blumenau estavam com os serviços de transporte público interrompidos.

Rio Grande do NorteTerminal de Felipe Camarão ficou lotado de pessoas aguardando ônibus — Foto: Ednaldo Lima/Inter TV Cabugi

Em Natal, no início da manhã, a saída de uma garagem de ônibus ficou bloqueada, e os coletivos não saíam. Somente por volta das 7h os ônibus começaram a deixar as garagens.

Rio Grande do Sul

Fogo foi colocado em trilho da Trensurb em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre — Foto: Divulgação/BM

Fogo foi colocado em trilho da Trensurb em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre — Foto: Divulgação/BM

Os ônibus funcionavam parcialmente em cidades do Rio Grande do Sulno início da manhã. Os trens, no entanto, amanheceram paralisados na Região Metropolitana de Porto Alegre — manifestantes obstruíram trechos dos trilhos. Na capital gaúcha, as garagens da empresa Presidente Vargas e Gasômetro ficaram bloqueadas até as 6h30, mas em seguida as linhas de transporte coletivo passaram a operar. Também houve manifestantes na garagem da principal empresa de transporte de passageiros de Rio Grande.

Parte das escolas e das universidades do estado suspenderam as aulas nesta sexta.

Alagoas

Em Maceió, rodoviários atrasaram em 2 horas a saída dos ônibus, mas acataram a decisão judicial de manter 70% da frota funcionando.

Paraíba

Bloqueio é feito por manifestantes na subida da ladeira do bairro de Oitizeiro, em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

Bloqueio é feito por manifestantes na subida da ladeira do bairro de Oitizeiro, em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

Em João Pessoa, protestos bloqueavam vias e garagens de ônibus no início da manhã. Em Campina Grande, funcionários de uma empresa de telemarketing foram impedidos de entrar.

Sergipe

Em Sergipe, trabalhadores de várias categorias decidiram paralisar e manifestantes se concentraram em algumas garagens do transporte coletivo de Aracaju. Um dos manifestantes que bloqueavam a entrada do local levou um tapa no rosto dado por um policial militar.

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Maranhão

Em São Luís, rodoviários do transporte coletivo paralisaram as atividades desde as 4h. Integrantes de sindicatos foram às portas das garagens das empresas para impedir a saída dos ônibus.

Goiás

GOIÂNIA, 4h: Grupo de manifestantes protesta em frente garagem e atrasa saída de ônibus do Eixo Anhanguera Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

GOIÂNIA, 4h: Grupo de manifestantes protesta em frente garagem e atrasa saída de ônibus do Eixo Anhanguera Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Em Goiás, um grupo de manifestantes se reuniu ainda na madrugada em frente à garagem da Metrobus, de onde saem os ônibus do Eixo Anhanguera. Segundo a empresa que administra o transporte coletivo na Grande Goiânia, o ato gerou atraso na saída dos veículos. Ao menos três escolas, sendo uma estadual e uma municipal, amanheceram fechadas.

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Política Nacional

Bolsonaro diz que faltam ‘alguns ajustes’ e que saque do FGTS ‘deve ser’ anunciado nesta quinta

Publicado

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (18) que ainda não foi “batido o martelo” sobre como funcionará a liberação do saque de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS-Pasep, mas que o anúncio oficial deve ser feito ainda nesta tarde. Às 16h, a agenda de Bolsonaro prevê uma cerimônia alusiva aos 200 dias de seu governo.

Questionado sobre o modelo, o presidente declarou que não deseja se antecipar à equipe econômica do governo. Bolsonaro falou rapidamente com jornalistas na portaria da residência oficial em Brasília.

“Se deve ser anunciado hoje é porque não foi batido o martelo. Se for batido o martelo, faltam alguns ajustes. Não quero aqui antecipar a equipe econômica”, disse.

Bolsonaro já havia dito na quarta, em viagem à Argentina, que os detalhes sobre a proposta de liberação de saques seriam definidos durante a semana.

Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou em entrevista à GloboNews, na Argentina, a liberação dos saques do FGTS e do PIS-Pasep para tentar reaquecer a economia com a injeção de R$ 63 bilhões no mercado.

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O PIS é um abono pago aos trabalhadores da iniciativa privada administrado pela Caixa Econômica Federal. O Pasep é pago a servidores públicos por meio do Banco do Brasil.

De acordo com o colunista do G1, Valdo Cruz, a equipe de Guedes apresentará a Bolsonaro mais de uma proposta de saque de FGTS.

Entre essas propostas, estão:

  • saque único de um percentual de contas ativas e inativas do fundo;
  • saque apenas de contas inativas neste ano;
  • criação de um modelo de saque anual, que poderia funcionar como um 14º salário para o trabalhador.

Segundo Valdo, o valor inicialmente divulgado pelo ministro Paulo Guedes, de injetar R$ 42 bilhões na economia, pode ficar menor para evitar retirar recursos do FGTS destinados ao financiamento habitacional. Técnicos envolvidos no estudo falavam em algo na casa de R$ 30 bilhões.

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