CASCAVEL E REGIÃO

20/11/2017 10:15

Transplante de fígado eleva status da saúde de Cascavel

Há anos, o município de Cascavel, no Oeste do Paraná, tem sido referência nacional na área de saúde, em razão dos procedimentos que consegue realizar e dos mais avançados tratamentos que disponibiliza nas diversas áreas da Medicina, com destaque para a Oncologia e a Cardiologia. Porém, a realização de um dos mais complexos transplantes, o transplante hepático (de fígado), elevou o status da área de saúde da cidade. O primeiro deles ocorreu dia 20 de setembro de 2017, sob a responsabilidade de uma equipe multidisciplinar de especialistas e demais profissionais assistentes, no Hospital do Câncer de Cascavel, também conhecido como Uopeccan, a “União Oeste Paranaense de Estudos e Combate do Câncer”.

A instituição surgiu no início da década de 1990 e se tornou um Centro de Excelência no tratamento do câncer, sendo atualmente uma referência sulamericana. Com o credenciamento para transplantes hepáticos, o Hospital do Câncer de Cascavel espera atender parcela dos pacientes que necessitam desse transplante em uma vasta região do Paraná. “A vantagem de termos o Centro Avançado do Fígado em Cascavel ultrapassa a região Oeste. Podemos atender os pacientes de várias Regionais de Saúde, incluindo a 5ª Regional, de Guarapuava; a 7ª Regional, de Pato Branco; a 8ª Regional, de Francisco Beltrão; a 9ª Regional, de Foz do Iguaçu; a 10ª Regional, de Cascavel; a 11ª Regional, de Campo Mourão e a 12ª Regional, de Umuarama, oferecendo mais comodidade e praticidade para que eles realizem exames e tratamentos”, assinala o médico doutor Luis Cesar Bredt, coordenador do Centro Avançado do Fígado do Hospital Uopeccan.

O INÍCIO DO PROCESSO

A implantação do Ambulatório das Doenças do Fígado visando a criação do Centro Avançado do Fígado do Hospital Uopeccan e, enfim, a realização dos transplantes hepáticos, começou há cerca de cinco anos, tendo sido cumprida uma série de itens exigidos pelo Ministério da Saúde, a fim de oferecer mais segurança ao paciente e, também, à equipe multiprofissional que atua no centro. “Tivemos que trabalhar com um conjunto ligado a estrutura, assistência radiológica e laboratorial, melhoramentos na UTI e capacitação da equipe em outros centros transplantadores”, explica o doutor Bredt.

AGRADECIMENTOS

Com toda a estrutura pronta e já em funcionamento, o Diretor-presidente da Uopeccan, empresário Ciro Kreuz, faz questão de agradecer a todos os envolvidos nesse novo avanço da instituição, com a realização também de transplantes hepáticos. “É preciso lembrar que numa das visitas feitas ao Hospital, o deputado federal Frangão [Hermes Parcianello] nos perguntou qual era o próximo passo depois do Transplante de Medula Óssea. Nós falamos sobre o transplante de fígado e rapidamente obtivemos apoio do Governo Federal por meio dele e também do deputado federal Nelson Padovani. Além disso, precisamos agradecer ao Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que atendeu aos nossos anseios com muita agilidade”, ressalta Kreuz, que está na presidência da Uopeccan nos anos em que a instituição mais avançou, tanto na estrutura física, com expansão para a região Noroeste do Paraná, onde instalou uma unidade em Umuarama, quanto na parte de equipamentos e no Corpo Clínico.

O TRANSPLANTE

O transplante hepático é uma cirurgia que consiste na retirada do fígado doente de um paciente para a colocação de um fígado saudável, podendo ser retirado por inteiro de um doador com morte encefálica declarada ou um fragmento de fígado de um doador vivo. Alguns dos motivos que levam ao transplante são a cirrose hepática, hepatite crônica por vírus B ou C; doenças que comprometem as vias biliares; doença hepática alcoólica; hepatite autoimune, doença hepática gordurosa não alcoólica, doenças metabólicas na infância; tumores hepáticos primários ou hepatites fulminantes (drogas, vírus), por exemplo.

O PRIMEIRO

O primeiro transplante de fígado realizado na Uopeccan dia 20 de setembro deste ano foi numa paciente de 43 anos que, momentos antes da cirurgia, se mostrava tranquila. “Eu fui ao médico e ele descobriu que eu tinha cirrose avançada. A única alternativa era o transplante. Quando ele me disse isso, fiquei bem nervosa porque a gente sempre ouve falar que tem muitos que até morrem na fila. Mas pra mim foi bem rápido, e em menos de dois meses me chamaram para fazer a cirurgia. Estou bem confiante”, contou a paciente, que em pouco menos de cinco horas de cirurgia já tinha seu “novo” fígado transplantado.

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer após a constatação de morte encefálica, que é a interrupção irreversível das funções cerebrais, ou em vida. Nos casos da doação ocorrer após o protocolo de morte, a retirada dos órgãos ocorre por meio de uma cirurgia convencional, afastando todos os mitos e tabus em torno do estado do corpo para a realização do velório, já que ele é reconstituído normalmente.

Para que a doação aconteça, no entanto, é preciso informar os familiares, pois somente os membros da família podem autorizar que ela ocorra. Com esse ato, é possível oferecer às pessoas que aguardam nas filas de transplante a chance de terem uma vida confortável. É essencial inserir essa temática de doação de órgãos no nosso cotidiano. Parece pouco, mas uma simples conversa pode mudar a vida de alguém.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como a Espanha, referência mundial quando o assunto é transplante, são registrados perto de 40 por milhão, no Brasil essa taxa está próxima de 15. “Diversos fatores contribuem para este número baixo em comparação com outros países, mas um dos principais é a negação familiar, uma vez que no Brasil, para ser doador, não é preciso deixar nada por escrito, e sim apenas comunicar à família, pois somente os parentes podem autorizar a doação. Para mudar este quadro e permitir que cada vez mais pessoas que estão na fila dos transplantes possam voltar a desfrutar de uma vida confortável, é essencial inserir a temática da doação no cotidiano, dentro das escolas e faculdades de medicina, e também desfazer mitos que circulam entre a população”, sinaliza texto informativo da ADOTE, a Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos.


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