Campos Gerais

02/03/2018 08:27

Decisão do STF pode refletir no caso Carli Filho

Condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por duplo homicídio com dolo eventual, em julgamento realizado neste semana no Tribunal do Júri, em Curitiba, o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho ainda pode recorrer. Com isso, não há uma data para o início do cumprimento da pena, além de outros fatores que podem postergar o caso.

Segundo o advogado Elias Mattar Assad, que atuou como assistente de acusação no caso representando Christiane Yared, mãe de Gilmar Rafael Yared, levando em conta o histórico da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), a tendência é de que os recursos a serem impetrados pela defesa sejam julgados em cerca de três meses. A partir daí, haveria a possibilidade de Carli Filho ser preso, segundo entendimento firmado pelo STF em duas decisões de 2016.

Acontece, porém, que a possibilidade prisão após decisão em segunda instância ainda está sendo discutida no Supremo por meio das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44.

Além disso, a condenação do ex-presidente Lula no caso do Triplex tornou o assunto ainda mais urgente. Segundo a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, não há perspectiva para o assunto voltar a ser debatido no Supremo. A pressão da classe política, porém, é grande para que a decisão seja revista.

Pena
Nesta quinta-feira (1), Assad e Christiane falaram sobre a condenação pelo Júri Popular na quarta-feira. “A sentença foi muito feliz no estabelecimento de regras de dosimetria, tanto que não há o que recorrer para nós. Aceitamos a decisão da Justiça pela firmeza e pelo caráter pedagógico que sempre pleiteamos”, afirmou o jurista.

“Alguns dizem que a pena foi reduzida, foi mínima. Não foi. Ela foi justa porque considerou que não foi dolo direto, foi dolo eventual, e a linha é tênue entre dolo eventual e culpa consciente”, explicou ainda Assad.

Christiane Yared afirmou já ter perdoado Carli Filho pelo crime que vitimou seu filho e o amigo dele, Carlos Murilo de Almeida. “Ele já está perdoado e isso ele já sabia. Esse peso não vou levar comigo, já tenho o peso da minha sentença, que irá comigo para o túmulo”, afirmou a deputada federal.

Com informações do Bem Paraná - repórter Rodolfo Luis Kowalski.


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